De olho na UERJ: Expansão Marítima
Olá aos amigos do Desconversa!
Como sabemos nosso próximo exame é a prova específica da UERJ. Sendo assim, não poderíamos deixar de falar do assunto mais abordado nos últimos anos: Expansão Marítima Ibérica.
Normalmente não há muita surpresa ou inovação nas questões. Cobra-se muito as razões para o pioneirismo português: localização geográfica favorável, Estado Moderno Centralizado, Aliança entre rei,nobreza e burguesia e o Desenvolvimento Técnico Náutico.
As questões podem exigir que o candidato também domine os fatores determinantes, ou seja, as motivações para tal expansão. Devemos sempre lembrar que Portugal buscava uma nova rota para o oriente, através do périplo africano, pois o comércio das especiarias era monopolizado pelas cidades italianas, fator que elevava em demaseio o preço das especiarias. Lembremos também da necessidade que os Estados apresentavam em acumular metais preciosos com o objetivo de superar a crise do século XIV. E por fim, o ethos cruzadístico, ou seja, a expansão da fé católica a novos continentes, estabelecendo uma relação com as guerras de reconquista contra os Mouros.
Em 2008, o exame relacionou a Expansão Marítima como um primeiro processo de Globalização. O candidato deveria mencionar que a descoberta e o contato com novos territórios produziriam uma série de trocas, sejam elas culturais, econômicas ou políticas que favoreceriam uma maior integração do mundo até então conhecido. Agora, se o exame pedisse o contrário, ou seja, a Expansão Marítima não podendo ser um primeiro processo de Globalização. Devemos lembrar que a globalização é um fenômeno iniciado nos fins do século XX, portanto, dentro de uma lógica neoliberal, além de promover a formação de blocos econômicos, o que não ocorreu nos séculos XV e XVI.
Até Breve!
Abraços.







