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Aula ao Vivo: Unificações – Alemanha, Itália e EUA no Século XIX

Hoje nós iremos “viajar” com os professores William Gabriel e Renato Pellizzari até a época das Unificações – Alemanha, Itália e EUA no Século XIX. Você não pode perder essa aula 😉 Para ficar por dentro dos horários e do material de apoio, leia o post até o final 😀

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História: Unificações – Alemanha, Itália e EUA no Século XIX
Turma da Manhã: 9:00 às 10:00, com o professor William Gabriel
Turma da Noite: 18:30 às 19:30, com o professor Renato Pellizzari

Baixe o material de apoio! É só clicar aqui embaixo

Material de Aula ao Vivo
Lista de Exercícios

MATERIAL DE AULA AO VIVO

Unificação Italiana
A península Itálica era uma região dividida em várias unidades políticas independentes entre si. Com as decisões do Congresso de Viena, passou a ser dominada por austríacos e franceses, bem como pela Igreja Católica. O desenvolvimento industrial levou ao crescimento das cidades e à intensificação do comércio. Para dar continuidade ao processo de crescimento e expansão de suas atividades no exterior, a burguesia local desejava a unificação de toda a região.

O rei do Piemonte-Sardenha, Carlos Alberto, liderou a primeira tentativa de unificação em 1848, declarando guerra contra a Áustria. Esta declaração, baseada nos ideais liberais e nacionalistas, incentivou rebeliões em vários estados na península, mas todas foram sufocadas pelas tropas austríacas e pela intervenção francesa. Com a derrota, Carlos Alberto abdicou ao trono em favor de seu filho Vitor Emanuel II. Mas o ideal de unificação se manteve vivo pelos nacionalistas.

Somente o reino do Piemonte-Sardenha possuía uma constituição liberal. A burguesia incentivou o movimento a favor da unificação da Itália, liderado pelo primeiro-ministro Camillo Benso, conde de Cavour, e por manifestantes políticos como Giuseppe Mazzini, fundador do movimento Jovem Itália, que visava à criação de uma república italiana.

Cavour deu início, apoiado pela França, à guerra contra a dominação austríaca em 1859, conseguindo importantes vitórias. Enquanto isso, no sul da península, Giuseppe Garibaldi formou um exército de voluntários, conhecido como camisas vermelhas, e avançou pelo território.

Ao final de 1860, a unificação estava praticamente concluída. Vitor Emanuel II foi proclamado rei da Itália. Somente Veneza e Roma resistiram por algum tempo, sendo a primeira anexada em 1866 e a segunda, em 1870.

Questão Romana
O Papa Pio IX e a Igreja Católica, não aceitaram a perda de seus territórios. Mesmo com Roma anexada, o papa permaneceu no palácio do Vaticano, considerando-se um prisioneiro.

Essa questão resolveu-se apenas em 1929 com a assinatura do Tratado de Latrão, entre o papa Pio IX e o Estado italiano. Esse tratado determinou a criação do pequeno Estado do Vaticano, com área de 0,44 Km², sob o governo da Igreja Católica.

Unificação Alemã
A Alemanha era um conjunto de 39 Estados independentes entre si e diversificados. Desde 1815, pelas determinações do Congresso de Viena, esses Estados estavam reunidos na Confederação Germânica, liderada pela Prússia e pela Áustria.

Em 1834, sob a influência de grupos de industriais, sobretudo da Prússia, estabeleceu-se o Zollverein, uma união aduaneira (uma forma de integração econômica) com o objetivo de eliminar os impostos alfandegários entre os integrantes da Confederação Germânica. Até 1823, quase todos os Estados alemães haviam aderido ao Zollverein, exceto a Áustria. Além de integrar a Confederação Germânica, o Zollverein contribuiu para impulsionar o desenvolvimento econômico alemão.

Bismarck e Unificação
Em vários Estados da Confederação Germânica, cresciam as ideias nacionalistas, elaboradas por intelectuais que desejavam a união étnica e cultural dos povos germânicos sob a tutela de um só Estado.

A primeira tentativa, empreendida pela Prússia em 1850, fracassou devido à interferência da Áustria. Em 1862, no entanto, o rei prussiano Guilherme I nomeou como seu primeiro ministro Otto von Bismarck, conhecido como o Chanceler de Ferro, e a Prússia passou a liderar firmemente o processo de unificação, investindo em força bélica.

Bismarck acreditava que a unificação da Alemanha não se concretizaria sem o uso da força militar. Assim, usando de diplomacia, mas também de muita determinação, organizou um poderoso exército e liderou a Prússia em guerras contra a Dinamarca, Áustria e França. Ao final dessas guerras, em 1871, Guilherme I foi proclamado imperador da Alemanha.
Unificada a Alemanha, o processo de industrialização do país acelerou-se, tornando-o uma das economias mais fortes do mundo. Esse crescimento industrial, econômico e militar, por sua vez, exigiu a ampliação dos mercados consumidores para seus produtos, levando a Alemanha a disputar regiões coloniais antes dominadas por Inglaterra e França.

http://educacao.globo.com/historia/assunto/liberalismo-no-ocidente/unificacao-alema-e-unificacao-italiana.html

EUA no Século XIX – Expansão Territorial
Com a promulgação de sua Constituição e a eleição de George Washington para dois mandatos (1789-1797), os Estados Unidos lançaram um programa para desenvolver as bases econômicas do país. Assim, a economia passou a crescer de forma acelerada e as elites capitalistas almejavam aumentar seu mercado.

A população norte-americana crescia continuamente, mas os 5 milhões de habitantes (no início do século XIX) ocupavam a costa leste americana. Com o objetivo de ocupar melhor o território e transformar os EUA em um “grande país”, o governo passou a incentivar uma expansão territorial rumo à costa Oeste. A chegada de imigrantes europeus, em busca de melhores condições de vida e interessados em terras para trabalhar, ajudou na expansão e a população rapidamente atingiu os 7,2 milhões de habitantes.

A fim de incentivar ainda mais a imigração, o governo americano oferecia terras, até então pertencentes aos indígenas, a preços muito baixos. Movidos pela necessidade e ambição, várias caravanas rumaram para o Oeste. Concomitantemente, os EUA empenharam-se em divulgar a doutrina do “Destino Manifesto”, que afirmava ser o país e seus povoadores escolhidos por Deus para ocupar as terras entre os Oceanos Atlântico e Pacífico e construir uma próspera civilização.

Essa expansão provocou conflitos sangrentos contra os indígenas que habitavam o Oeste. Eles tentaram defender suas terras e sua cultura, mas sucumbiram diante da superioridade bélica e das doenças transmitidas pelos conquistadores. Estima-se que, de 1 milhão no início do processo expansionista, a população indígena tenha sido reduzida a aproximadamente 300 mil em 1860.

Outra forma utilizada pelos EUA para se expandir foi a anexação de territórios sob domínio de outros países. Esta anexação se deu através de três recursos: a compra, a cessão diplomática e a guerra.

Foram comprados os estados da Louisiana (1803), da França; A Flórida (1819) da Espanha e o Alasca (1867) da Rússia. Pela diplomacia, o Oregon foi cedido pela Inglaterra em 1846. Porém, foi através da guerra contra o México que os Estados Unidos deram um grande salto territorial. Foram anexados do México os atuais estados do Texas, da Califórnia, de Nevada, do Arizona, de Utah, do Colorado e do Novo México.

Em 1848, ano do fim da Guerra contra o México, foi descoberto ouro na Califórnia. A notícia provocou uma enorme corrida para os estados recém-anexados, acelerando o aumento populacional da região, o que incentivou a construção das primeiras estradas de ferro ligando as duas costas norte americanas.

Guerra de Secessão
Em meados do século XIX, as perspectivas econômicas dos Estados Unidos eram as melhores possíveis. Com a expansão e o aumento populacional, o mercado interno aumentou significativamente. Mas não havia concordância em relação ao projeto a ser aplicado.

O nordeste do país era formado por uma rica burguesia industrial e por uma classe operária forte e bem organizada, enquanto o sul e sudeste eram representados por uma elite rural que havia ampliado seu poder e explorava a escravidão negra. Diante desse impasse, os industriais do norte, conscientes das possibilidades econômicas, passaram a pressionar em favor da abolição da escravidão. Nesse contexto, tem início a Guerra de Secessão (1861-1865).

Sentindo-se pressionados, sete estados do sul rompem com os Estados Unidos e formam os Estados Confederados da América, presididos por Jefferson Davis. Abraham Lincoln, presidente dos Estados Unidos, não reconhece o rompimento e declara guerra à União para reincorporá-los. O sul conseguiu boas vitórias no início, mas a superioridade bélica do norte impôs-se ao longo do conflito.

Proclamada a abolição, em 1863, os ex-escravos apoiaram os exércitos do norte e, ainda nesse ano, o sul foi derrotado na Batalha de Gettysburg. Mas foi somente em 1865 que a guerra teve fim com a rendição completa do exército sulista. Nesse mesmo ano, Abraham Lincoln foi assassinado por John Booth, um sulista, quando saía de um teatro em Washington.

A paz não encerrou os ressentimentos e os negros foram perseguidos em vários estados do sul. Algumas organizações racistas, como a Ku-Klux-Klan, foram criadas com o objetivo de perseguir, torturar e matar negros.
Reconstrução
Após os estragos provocados pela guerra (600 mil mortos e 8 bilhões de dólares em gastos), era preciso reconstruir o país rapidamente. Enquanto a economia agrícola do sul foi prejudicada pela concorrência, o norte aumentou seu ritmo de crescimento industrial com leis protecionistas para as indústrias.

Visando à integração do país, várias estradas de ferro foram construídas e, em 1880, a malha ferroviária já atingia 150.000 km. Assim, apesar das perdas humanas e prejuízos financeiros, a guerra foi fundamental para o desenvolvimento dos Estados Unidos, transformando-os em uma das principais potências industriais do mundo no final do século XIX.

http://educacao.globo.com/historia/assunto/liberalismo-no-ocidente/os-eua-no-seculo-xix.html

1. No início do governo Abraão Lincoln, os Estados Unidos apresentavam-se divididos e, nas palavras desse Presidente, o país era “uma casa dividida contra si mesma”, uma vez que:
I – os sulistas, favoráveis ao sistema escravista, reagiram com hostilidade à eleição de um Presidente contrário à expansão desse sistema;
II – a secessão sulista era um rude golpe para o país, face ao caráter complementar das economias do norte e do sul;
III – os Estados nortistas não abriram mão da política livre-cambista, condenada pelo Sul protecionista;
IV – divididos internamente, os Estados Unidos não poderiam prosperar economicamente e enfrentar desafios externos.

Assinale se estão corretas apenas:
a) I e II
b) I e III
c) II e IV
d) I, II e III
e) I, II e IV

Gabarito

1. E

 

LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Ao final da Guerra de Secessão, a constituição dos Estados Unidos sofreu a XIII Emenda, que aboliu a escravidão. Os brancos sulistas:
a) abatidos, emigraram em massa, para não conviver com os negros em condições de igualdade política e social.
b) inconformados com a concessão de direitos aos negros, desenvolveram a segregação racial e criaram sociedades secretas que os perseguiam.
c) arruinados, tiveram suas terras submetidas a uma reforma agrária e distribuídas aos ex-escravos.
d) desanimados, abandonaram a agricultura e voltaram-se para a indústria, a fim de se integrarem à prosperidade do capitalismo do norte.
e) recuperados, substituíram as plantações de algodão por café, contratando seus ex-escravos como assalariados.
2. “A Guerra Civil Norte-americana (1861-65) representou uma confissão de que o sistema político falhou, esgotou os seus recursos sem encontrar uma solução (para os conflitos políticos mais importantes entre as grandes regiões norte-americanas, a Norte e a Sul). Foi uma prova de que mesmo numa das democracias mais antigas, houve uma época em que somente a guerra podia superar os antagonismos políticos.”

(Eisenberg, Peter Louis. Guerra Civil Americana. S. Paulo, Brasiliense, 1982.)

Dentre os conflitos geradores dos antagonismos políticos referidos no texto está a
a) manutenção, pela sociedade sulista, do regime de escravidão, o que impediria a ampliação do mercado interno para o escoamento da produção industrial nortista.
b) opção do Norte pela produção agrícola em larga escala voltada para o mercado externo, o que chocava com a concorrência dos sulistas que tentavam a mesma estratégia.
c) necessidade do Sul de conter a onda de imigração da população nortista para seus territórios, o que ocorria em função da maior oferta de trabalho e da possibilidade do exercício da livre-iniciativa.
d) ameaça exercida pelos sulistas aos grandes latifundiários nortistas, o que se devia aos constantes movimentos em defesa da reforma agrária naquela região em que havia concentração da propriedade da terra.
e) adesão dos trabalhadores sulistas ao movimento trabalhista internacional, o que ameaçava a estabilidade das relações trabalhistas praticadas na região norte.
3. “Fizemos a Itália, agora temos que fazer os italianos”.
“Ao invés da Prússia se fundir na Alemanha, a Alemanha se fundiu na Prússia”.

Estas frases, sobre as unificações italiana e alemã:
a) aludem às diferenças que as marcaram, pois, enquanto a alemã foi feita em benefício da Prússia, a italiana, como demostra a escolha de Roma para capital, contemplou todas as regiões.
b) apontam para as suas semelhanças, isto é, para o caráter autoritário e incompleto de ambas, decorrentes do passado fascista, no caso italiano, e nazista, no alemão.
c) chamam a atenção para o caráter unilateral e autoritário das duas unificações, imposta pelo Piemonte, na Itália, e pela Prússia, na Alemanha.
d) escondem suas naturezas contrastantes, pois a alemã foi autoritária e aristocrática e a italiana foi democrática e popular.
e) tratam da unificação da Itália e da Alemanha, mas nada sugerem quanto ao caráter impositivo de processo liderado por Cavour, na Itália, e por Bismarck, na Alemanha.
4. Na base do processo das unificações italiana e alemã, que alteraram o quadro político da Europa no século XIX, estavam os movimentos
a) sociais, acentuadamente comunistas.
b) liberais, acentuadamente nacionalistas.
c) iluministas, acentuadamente burgueses.
d) reformistas, acentuadamente religiosos.
e) renascentistas, acentuadamente mercantis.
Gabarito

1. B
2. A
3. C
4. B