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Aula ao Vivo: A Fase Superior do Capitalismo

Confira uma aula incrível dos professores William Gabriel e Renato Pellizzari sobre o tema: A Fase Superior do Capitalismo! Para saber os dias, horários e baixar o material de apoio, continue acompanhando esse post!

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História: A Fase Superior do Capitalismo
Turma da Manhã: 9:00 às 10:00, com o professor William Gabriel
Turma da Noite: 18:30 às 19:30, com o professor Renato Pellizzari

Baixe o material de apoio! É só clicar aqui embaixo

Material de Aula ao Vivo
Lista de Exercícios

MATERIAL DE AULA AO VIVO

2ª Revolução industrial

Ao longo dos “oitocentos” o mundo assistiu ao desenrolar de um processo que iniciado no século XVIII na Inglaterra, difundia-se agora por boa parte da Europa Ocidental, Estados Unidos e Japão, a Revolução Industrial. Neste cenário, surgiam então, novas potências internacionais (Alemanha, Itália, Estados Unidos, Japão) que, em conjunto com forças mais tradicionais (Inglaterra e França), encontravam na industrialização a base fundamental de suas economias.
O crescimento dessas nações vinculava-se obrigatoriamente à sua capacidade de influenciar e dominar economicamente outras regiões do mundo, já que seus parques industriais emergentes necessitavam de novas fontes de matérias-primas, um “exército” de mão de obra abundante e barato, além de um mercado consumidor cada vez mais amplo. A partir de então, desenhou-se uma intensa disputa entre tais potências pelo controle de territórios que, colonizados, cumpririam a tarefa de lhes fornecer necessário ao funcionamento de suas máquinas. Começava, assim, uma “nova onda colonizadora” no mundo, o Imperialismo.

Neocolonialismo
Em linhas gerais, as regiões afetadas por essa “corrida imperialista” encontravam-se localizadas na Ásia, América Latina e, destacadamente, na África. O controle dessas áreas não se deu necessariamente a partir da dominação política militar, mas fundamentalmente através da preponderância econômica e pela supremacia comercial. Na Ásia, por exemplo, Inglaterra e Japão ampliaram ferozmente suas relações com diversos mercados locais, sem obrigatoriamente interferir (ao menos diretamente) nas questões administrativas dessas regiões. Deste modo, se por um lado podemos observar que a colonização inglesa sobre a Índia fundamentou-se no controle metropolitano sobre as decisões políticas locais, por outro verificamos que essas ingerências externas não eram, nem precisavam ser, uma regra.

Imperialismo dos EUA

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A charge retrata Theodore Roosevelt e a política do Big Stick no caribe
(Foto: Wikimedia Commons)

Enquanto a “Corrida Imperialista” se desenrolava na Ásia e África, o continente latino-americano sofreu a ação colonizadora daquele país que então já se apresentava como a grande potência do Novo Mundo, os Estados Unidos da América. Se em meados do século XIX tal presença se fazia notável através da “Doutrina Monroe” e do “Destino Manifesto”, a bem-sucedida política do “Big Stick” ampliou ainda mais as conquistas “neocoloniais” estadunidenses na região.
Conjuntamente ao engrandecimento do dólar nas transações comerciais (“Diplomacia do Dólar”) e a uma política externa agressiva (“Corolário Roosevelt”), a doutrina do “Big Stick” fundamentou as ações imperialistas norte-americanas na América Latina. A construção do canal do Panamá e o estabelecimento da “Emenda Platt” na primeira constituição cubana são certamente dois dos maiores exemplos da atuação colonizadora dos EUA.

http://educacao.globo.com/historia/assunto/liberalismo-no-ocidente/segunda-revolucao-industrial-e-imperialismo.html

1. Leia o texto a seguir:
“O continente africano em seu conjunto apresenta 44% de suas fronteiras apoiadas em meridianos e paralelos; 30% por linhas retas e arqueadas, e apenas 26% se referem a limites naturais que geralmente coincidem com os de locais de habitação dos grupos étnicos”.

(MARTIN, A. R. Fronteiras e Nações. Contexto, São Paulo, 1998)

Diferente do continente americano, onde quase que a totalidade das fronteiras obedecem a limites naturais, a África apresenta as características citadas em virtude, principalmente:
a) da sua recente demarcação, que contou com térmicas cartográficas antes desconhecidas.
b) dos interesses de países europeus preocupados com a partilha dos seus recursos naturais.
c) das extensas áreas desérticas que dificultam a demarcação dos “limites naturais”.
d) da natureza nômade das populações africanas, especialmente aquelas oriundas da África Subsaariana.
e) da grande extensão longitudinal, o que demandaria enormes gastos para demarcação.
Gabarito

1. A opção correta é a letra B, pois vincula corretamente a expansão imperialista europeia ao processo de “partilha” do território africano, baseado no estabelecimento de fronteiras artificiais a partir das determinações da Conferência de Berlim.

 

LISTA DE EXERCÍCIOS

1.

H2

No final do século XIX, os europeus defendiam seus interesses imperialistas nas regiões africanas e asiáticas, justificando-os como missão civilizatória. Uma das ações empreendidas pelos europeus como missão civilizatória nessas regiões foi:
a) aplicação do livre comércio
b) qualificação da mão de obra
c) padronização da estrutura produtiva
d) modernização dos sistemas de circulação
2. Analise e complete o esquema histórico correspondente ao mundo do final do século XIX e início do século XX
H3
Completam o quadro superior e inferior do esquema histórico, respectivamente, os seguintes conceitos:
a) Mercantilismo e Iluminismo.
b) Imperialismo e Racismo.
c) Colonialismo e Destino Manifesto.
d) Capitalismo e Predestinação.
e) Globalização e Neoliberalismo
3.

h4

As tiras são um importante instrumento linguístico em que a linguagem verbal e a não verbal combinam-se na construção de um recurso comunicativo humorístico e, às vezes, crítico da realidade. Nesse sentido, a tira citada é pertinente para se fazer uma leitura
a) adequada das lutas dos movimentos negros norte-americanos dos anos 1970, já que conseguiram significativos avanços sociais.
b) ingênua da Abolição da escravatura brasileira, já que persistiu a desigualdade social e econômica entre negros e brancos.
c) irônica da colonização europeia do continente africano, justificada ideologicamente pela ideia de “missão civilizadora”.
d) negativa da democracia sul-africana, uma vez que o fim do Apartheid não garantiu igualdade econômica aos negros.
4. Na segunda etapa da Revolução Industrial, iniciada por volta de 1860, caracterizou-se um(a):
a) fortalecimento das corporações de mercadores.
b) aumento da utilização da mão-de-obra servil.
c) supremacia do capitalismo financeiro.
d) intensificação das trocas comerciais através das feiras.
e) predominância do sistema familiar de produção.
5. Dentre as realizações da Era Meiji (Era das Luzes), desencadeada pelo imperador Mitsu-Hito objetivando modernizar o Japão para competir em condições de igualdade com os países industrializados do Ocidente, destacamos:
a) abolição da servidão, proclamação da igualdade de todos os japoneses perante a lei, desenvolvimento do ensino público, das comunicações e da economia.
b) fortalecimento do poder do Xogunato e abertura dos portos aos produtos estrangeiros, objetivando assimilar a tecnologia ocidental.
c) criação de Daimios independentes, coordenados por um Xogum imperial encarregado de estimular as atividades dos centros urbanos de produção industrial.
d) política de incentivos financeiros à burguesia nacional, formação de um bloco econômico supranacional regional (os Tigres Asiáticos), ampliando as relações entre Oriente e Ocidente.
e) reforma econômica, criação do Iene, instituição da servidão nas indústrias, e cessão da ilha de Hong Kong à Inglaterra, em troca de empréstimos financeiros.

 
Gabarito

1. A
2. B
3. C
4. C
5. A