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Aula ao Vivo: 2º Reinado – Café, Imigrantes, Guerra e Crise

Nessa quarta-feira, teremos uma aula incrível sobre o 2º Reinado – Café, Imigrantes, Guerra e Crise com os professores William Gabriel e Renato Pellizzari! <3 Para não perder essa aula incrível, confira os horários aqui no post e aproveite para conferir o material também! 🙂

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História: A Construção da Nação Brasileira
Turma da Manhã: 9:00 às 10:00, com o professor William Gabriel
Turma da Noite: 18:30 às 19:30, com o professor Renato Pellizzari

Baixe o material de apoio! É só clicar aqui embaixo

Material de Aula ao Vivo
Lista de Exercícios

MATERIAL DE AULA AO VIVO

Economia do Segundo Reinado
No início do Brasil Imperial o café substituiu o a cana-de-açúcar como principal produto econômico brasileiro.
O café inicialmente introduzido no Vale do Paraíba, São Paulo, e região fluminense do Rio de Janeiro, se expandiu rapidamente por se tornar um produto de grande aceitação no mercado mundial.
Nasce assim uma nova elite, agora concentrada no sudeste, a Elite Cafeeira, que tornou-se mais rica que os antigos senhores de engenho da elite do açúcar nordestina.
Os escravos negros que antes foram usados na indústria açucareira e na extração de ouros das minas, continuou a ser a força motora da economia ao serem redirecionados para os cafezais.
O trabalho escravo no Brasil diminuiria com o tempo devido ao capitalismo industrial, que necessitava de mais e mais compradores para absorver a produção.
O Brasil por ser um dos maiores países escravocratas do Século XIX, estava sofrendo pressões de nações capitalistas, em especial a Inglaterra.
O escravismo no Brasil diminuiria gradativamente com a aprovação de leis que buscavam o fim da escravidão. Já com poucos escravos para absolver a demanda de trabalho, a elite cafeeira teve que se adequar a nova realidade.

Guerra do Paraguai (1864-1870)
No ano de 1862, Solano López chegou ao poder com o objetivo de dar continuidade às conquistas dos governos anteriores. Nessa época, um dos grandes problemas da economia paraguaia se encontrava na ausência de saídas marítimas que escoassem a sua produção industrial. Os produtos paraguaios tinham que atravessar a região da Bacia do Prata, que abrangia possessões territoriais do Brasil, Uruguai e Argentina.

Segundo alguns historiadores, essa travessia pela Bacia do Prata era responsável, vez ou outra, pela deflagração de inconvenientes diplomáticos entre os países envolvidos. Visando melhorar o desempenho de sua economia, Solano pretendia organizar um projeto de expansão territorial que lhe oferecesse uma saída para o mar. Dessa maneira, o governo paraguaio se voltou à produção de armamentos e a ampliação dos exércitos que seriam posteriormente usados em uma batalha expansionista.

No entanto, outra corrente historiográfica atribuiu o início da guerra aos interesses econômicos que a Inglaterra tinha na região. De acordo com essa perspectiva, o governo britânico pressionou o Brasil e a Argentina a declararem guerra ao Paraguai alegando que teriam vantagens econômicas e empréstimos ingleses caso impedissem a ascensão da economia paraguaia. Com isso, a Inglaterra procurava impedir o aparecimento de um concorrente comercial autônomo que servisse de modelo às demais nações latino-americanas.

http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com.br/2013/01/segundo-reinado-questoes-vestibular.html

Crise Monárquica e a Proclamação da República
Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agroexportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as consequências de duas leis que merecem destaque. Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu a tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.
O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas ideias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja anuladas pelos poderes concedidos ao rei.
No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira. O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário, não faziam mais sentido às novas feições da sociedade brasileira do século XIX. Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.
A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. Segundo alguns relatos, os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.
O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi consequência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.

http://www.brasilescola.com/historiab/proclamacaodarepublica.htm

1.
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Considerando a linha do tempo acima e o processo de abolição da escravatura no Brasil, assinale a opção correta.
a) O processo abolicionista foi rápido porque recebeu a adesão de todas as correntes políticas do país.
b) O primeiro passo para a abolição da escravatura foi a proibição do uso dos serviços das crianças nascidas em cativeiro.
c) Antes que a compra de escravos no exterior fosse proibida, decidiu-se pela libertação dos cativos mais velhos.
d) Assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea concluiu o processo abolicionista, tornando ilegal a escravidão no Brasil.
e) Ao abolir o tráfico negreiro, a Lei Eusébio de Queirós bloqueou a formulação de novas leis anti escravidão no Brasil.

Gabarito

1. D

 

LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Ninguém desconhece a necessidade que todos os fazendeiros têm de aumentar o número de seus trabalhadores. E como até há pouco supriam-se os fazendeiros dos braços necessários? As fazendas eram alimentadas pela aquisição de escravos, sem o menor auxilio pecuniário do governo. Ora, se os fazendeiros se supriam de braços à sua custa, e se é possível obtê-los ainda, posto que de outra qualidade, por que motivo não hão de procurar alcançá-los pela mesma maneira, isto é, à sua custa? Resposta de Manuel Felizardo de Souza e Mello, diretor geral das terras Públicas, ao Senador Vergueiro.

In: ALENCASTRO, l.f. (Org.) História da vida privada no Brasil São Paulo: Cia das letras, 1998 (adaptado)

O fragmento do discurso dirigido ao parlamentar do Império refere-se às mudanças então em curso no campo brasileiro, que confrontam o Estado e a elite agrária em torno do objetivo de:
a) fomentar ações públicas para ocupação das terras do interior.
b) adotar o regime assalariado para proteção da mão de obra estrangeira.
c) definir uma política de subsídio governamental para fomento da imigração.
d) regulamentar o tráfico interprovincial de cativos para sobrevivência das fazendas.
e) financiar a fixação de famílias camponesas para estímulo da agricultura de subsistência.
2.
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As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, procuram transmitir determinadas representações políticas acerca dos dois monarcas e de seus contextos de atuação.
A ideia que cada imagem invoca é, respectivamente:
a) Habilidade militar – riqueza pessoal
b) Liderança popular – estabilidade política
c) Instabilidade econômica – herança europeia
d) Isolamento político – centralização do poder
e) Nacionalismo exacerbado – inovação administrativa
3. Sobre a expansão do café no século XIX, podemos afirmar que:
a) surgiu juntamente com o desenvolvimento da cana-de-açúcar;
b) tornou-se o principal produto agrícola brasileiro durante o Segundo Reinado;
c) fez com que o Brasil se tornasse o terceiro maior produtor mundial do produto;
d) encontrou seu maior desenvolvimento no nordeste brasileiro;
e) surgiu juntamente com o ciclo da mineração.
4. Sobre a guerra do Paraguai (1864-1870) é correto afirmar que:
a) teve início quando Solano Lopes invadiu o Chile;
b) assim se denomina porque ocorreu totalmente em território paraguaio;
c) o Brasil formou a Tríplice Aliança ao lado do Uruguai e Argentina;
d) provocou uma guerra com a Argentina pela posse do Mato Grosso;
e) o Paraguai embora tendo perdido a guerra saiu fortalecido politicamente;

 

Gabarito

1. C
2. B
3. B
4. C