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A construção do Sistema Oligárquico

Olá, amigos do Desconversa!

Nosso papo de hoje será sobre a Política dos Governadores, fundamental durante a Primeira República (1889 – 1930) para a manutenção do predomínio político das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais no poder, o que, convencionalmente, denominamos de política do “café-com-leite”.

A política dos governadores consistia em um acordo entre o Presidente da República e os governadores de Estado, os quais recebiam favores do presidente caso colaborassem com as oligarquias dominantes. No entanto, este mecanismo só foi possível graças à constituição de 1891, que garantia o princípio federalista do governo brasileiro, ou seja, que atribuía autonimia aos Estados para contrair empréstimos no exterior, elaborar sistema eleitoral e judiciário próprios, organizar força militar e uma série de outras prerrogativas, que, por sua vez, também se estendiam ao âmbito municipal.

Por conta disso, os coronéis ocupam o centro da cena política. São os coronéis, chefes políticos locais, a origem de uma complexa rede de relações que, a partir do município, estrutura as relações de poder que vão até o presidente da república. Garantiam os votos para governadores e presidentes, através do “voto de cabresto“, onde, os coronéis, por intermédio  de seus capangas, impõe o voto aos eleitores. Tal prática era também garantida por conta da constituição de 1891, que instituía o voto aberto.

Porém, muitas vezes nem eleições havia. Era comum um coronel preencher o livro de ata que a população votava, colocando nome de eleitores até já mortos. Essa prática ficou conhecida como eleições a “bico-de-pena

Até breve!

Abraços.