5 coisas que você provavelmente não sabe sobre a descolonização afro-asiática e que o vestibular vai te cobrar
Vamos falar um pouquinho sobre a descolonização Afro-Asiática e seus desdobramentos e dificuldades? Esse assunto é importante para o vestibular, principalmente porque seu desenrolar se deu no meio da Guerra Fria.
Por muito tempo, alguns países da África e da Ásia não possuíam qualquer soberania e eram controlados por países europeus e norte-americanos. Esses países foram explorados, subjugados e desrespeitados por conta de suas etnia e se enfraqueceram após a primeira guerra por conta dos gastos excessivos. Nesse momento, era interessante ideologicamente se aproximar dos países que se tornassem independentes, de modo a poderem influenciá-los.
1. Socialismo na África

Nas colônias portuguesas de Angola e Moçambique foi a ideologia socialista que se fez presente. A Angola, com o MPLA (Movimento Popular Libertador de Angola), de caráter socialista, com seu líder Agostinho Neto, tomou frente do movimento de independência. Já no caso de Moçambique, Samora Machel esteve a frente da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), também de ideais comunistas.
2. Conferência de Bandung

Conferência de Bandung
Veja alguma das pautas discutidas nessa conferência, que tinha como objetivo unir as forças do terceiro mundo entre os países africanos e asiáticos, se opondo ao colonialismo:
1. Respeito aos direitos fundamentais, de acordo com a Carta da ONU.
2. Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações.
3. Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas.
4. Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país (autodeterminação dos povos).
5. Respeito pelo direito de cada nação defender-se, individual e coletivamente, de acordo com a Carta da ONU.
6. Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada a servir aos interesses particulares das superpotências.
7. Abstenção de todo ato ou ameaça de agressão, ou do emprego da força, contra a integridade territorial ou a independência política de outro país.
8. Solução de todos os conflitos internacionais por meios pacíficos (negociações e conciliações, arbitragens por tribunais internacionais), de acordo com a Carta da ONU.
9. Estímulo aos interesses mútuos de cooperação. Respeito pela justiça e obrigações internacionais. 10. Respeito pela justiça e obrigações internacionais.
3. Casos Violentos de descolonização

Retrato do confronto entre França e Argélia (Fonte: Estadão)
França e Indochina (Laos, Camboja e Vietnã) e França e Argélia. Tentativa francesa de acabar com os movimentos de independência terminando com choques armados, mortes e uso excessivo da força.
4. Casos Pacíficos de descolonização
Inglaterra e Quênia e Inglaterra e Índia (Mahatma Gandhi). Em ambos os casos os ingleses promoveram uma descolonização paulatina para que posteriormente os países independentes fossem integrados às suas áreas de relações econômicas. O caso indiano, muito famoso, foi a utilização da desobediência civil, sem nenhum uso da força. Esse movimento liderado por Gandhi comoveu muitos países e até hoje é um exemplo de revolução pacifista.
6. Revolução dos Cravos

Revolução dos Cravos (Fonte: Brasil Escola)
A Revolução dos Cravos foi um movimento português contra a guerra na África que pedia que Portugal reconhecesse a independência africana e também a redemocratização portuguesa após a ditadura salazarista.
O trecho acima, da canção “Tanto Mar”, de Chico Buarque, mostra a importância e a repercussão da Revolução dos Cravos até mesmo no cenário internacional, principalmente de países em regimes ditatoriais.


Camila 

Redação 