Álcool e violência
Para refletir:
Segundo estatísticas, 90% dos casos de violência sexual envolvem alcoolemia.
Além da violência sexual, 65% dos casos de espancamento de crianças, 60% dos casos de violência conjugal e 41% dos homicídios acontecem após ingestão de álcool. Casos como estes são muito mais comuns no universo das periferias urbanas deste Brasil varonil.
Não ousaria dizer que a preocupação com a violência no trânsito não é relevante, mas, se vamos discutir o uso de álcool e drogas em geral como geradores da violência, que façamos em perspectiva, não com uma visão classista que tenta educar as classes mais abastadas, com destaque para seus filhotes, descartando por completo as nefastas conseqüências do consumo hiperbólico de álcool nas valas pobres deste país.
A rigorosidade da lei que vigorou até então era suficiente para coibir com eficiência os abusos, caso houvesse um mínimo compromisso das autoridades públicas em fazê-la valer.
A arbitrariedade da lei atual esbarra em outro ponto: nossa polícia é, e isso é consenso, uma das mais corruptas e violentas do mundo. Quem policiará nossa polícia para coibir abusos diante de um lei tão intransigente?
Mesmo que tal rigorosidade mude os hábitos, como aparentemente vem acontecendo, e acrescente um pouco mais de responsabilidade (mesmo que pelo medo de perder a carteira ou ser multado em quase R$ 1000,00) ainda me incomoda pensar que, diariamente, questões relativamente mais relevantes são postergadas em nome de polêmicas notadamente demagógicas.
Um desabafo cidadão.
Um abração e até a próxima!



Camila 


