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Agricultura – Segunda Parte

Olá, boa noite, meus nerds queridos! :)

Já chegamos na metade da semana e não quero ver ninguém relaxando, hein? Vamos manter o foco que daqui a pouquinho chega o tão desejado fim de semana.

O tema de hoje é a Agricultura. Na primeira parte, falamos sobre os diversos sistemas de cultivo e suas estruturas de produção. Agora na segunda parte, falaremos sobre as relações de trabalho no campo e faremos um pequeno panorama sobre a Agricultura no Brasil.

E aí, preparados? Então, vamos lá! :)

– Relações de Trabalho no Campo:

a) Assalariada: Consiste na relação de trabalho atual. É quando um produtor rural paga todas as garantias trabalhistas que o trabalhador tem direito.

b) Parceria: Consiste em um acordo entre o proprietário da terra e o agricultor em que ambos dividem os lucros da produção.

c) Boía-Fria: É uma relação de trabalho temporária. Possui como característica o fato do trabalhador receber diariamente, não tendo emprego fixo, além de não receber garantias trabalhistas adequadas (devido ao caráter temporário do seu trabalho) e das condições de trabalho serem precárias.

d) Mão-de-Obra Escrava: Consiste em uma escravidão diferente da que conhecemos historicamente, visto que é uma escravidão por dívida. O indivíduo é contratado como bóia fria, sob um acordo, porém esse acordo não é cumprido. É também chamado de sistema de barracão, no qual o indivíduo fica preso por uma dívida, trabalhando apenas por troca de comida.

– Agricultura no Brasil:

No início do século XX, o produto nacional mais importante era o café, sendo a política no período dominada pelos cafeicultores. Com a Revolução de 30, a indústria passa a ser prioridade para o governo, ficando a agricultura em papel secundário. No entanto, isso não significa que havia um desprezo em relação a agricultura, uma vez que o poder político ainda estava nas mãos dos cafeicultores.

JK também prioriza o investimento na área urbana. Depois de muito tempo, o presidente João Goulart volta a atentar para o campo, chegando inclusive a anunciar uma reforma agrária, que não foi efetivada devido ao golpe militar de 1964. Mesmo assim, é um período importante, visto que houve uma observação em relação a questão da concentração fundiária.

Já durante a Ditadura Militar, há um incentivo ao investimento de grande capital no campo. Isso ocorre por meio do PRODECER (Programa de Desenvolvimento do Cerrado), que estimula a expansão da soja no centro-oeste por meio de capital brasileiro e japonês, acarretando em grande expansão agrícola. A agropecuária penetrou no centro-oeste e houve a modernização da agricultura brasileira. Embora a agricultura cresça muito, a terra continua concentrada nas mãos de poucos, além do fato da vegetação do cerrado estar devastada devido a essa expansão agrícola.

Nas décadas de 80 e 90, a agricultura continuou crescendo e desempenhando um papel cada vez mais importante na economia brasileira. Com isso, o agronegócio foi se desenvolvendo ao longo da gestão de FHC e Lula.

Todavia, a agricultura moderna vem acompanhada da manutenção de uma relação de trabalho atrasada e da concentração fundiária. Portanto, o processo de desenvolvimento da economia agrícola é chamado de modernização conservadora; ao mesmo tempo que evolui tecnicamente, mantém algumas características arcaicas. Por isso, temos movimentos que reinvindicam a reforma agrária e questionam a atual situação do campo, como o MST (Movimento Sem Terra).

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E aí, descomplicou? Espero ter ajudado! 🙂

Bons estudos e até a próxima! 🙂