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3 coisas que o Homem de Ferro, o Batman e o Capitão América podem te ensinar sobre Geopolítica Mundial

Quem disse que não dá para estudar enquanto a gente se diverte – ou melhor ainda, nos nossos momentos de lazer? Se você é fã se filmes de super-heróis, ficará feliz em dobro em assistir um filminho e estudar Geopolítica Mundial. Duvida?

Confira as três lições apreendidas dos nossos heróis – ou vilões – preferidos:

1. A guerra dá lucro

 

Ninguém melhor para falar sobre isso do que o Homem de Ferro, não é mesmo? O pai dele criou as indústrias Stark, com armamentos inteligentes e de alta tecnologia. Quando ele morre, Tony Stark continua o seu legado, vendendo armas ao redor do mundo (é claro que o Homem de Ferro já se redime desse ato logo no primeiro filme, mas na vida real as coisas são bem diferentes disso). A indústria bélica é uma das que gera mais lucro e é um dos maiores motivos para as guerras acontecerem. Claro que as disputas por territórios, bens ou recursos naturais também são motivos para a guerra. Mas a indústria bélica financia esses conflitos, pois tem interesse em vender seu produto. Teoricamente as armas deveriam estar apenas nas mãos dos exércitos de cada país e da polícia de cada localidade, mas os empresários bélicos visam o lucro e as armas são vendidas para outros grupos diversos – o que acaba por abastecer dois lados contrários de uma vez, aumentando a letalidade dos conflitos mundiais.

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2. O terrorismo busca espalhar o medo e gerar o caos

 

À primeira vista isso parece óbvio de ser dito, mas as ações do terrorismo são diferentes das ações de uma guerra (apesar de vez ou outra desencadear uma). O terrorismo busca ações dispersas, justamente para pegar as pessoas de surpresa e gerar medo. Quando um local entra em guerra, a população sabe exatamente onde é o conflito e aqueles que podem, evitam a região ou fogem dela. Mas e quando as ações de guerra acontecem em locais comuns e fora das zonas de conflito? Isso quebra a rotina das pessoas, gera a sensação de insegurança e desencadeia o caos. Em Batman, o Cavaleiro das Trevas, as ações do Coringa durante o filme demonstram justamente isso. Ele quer gerar nas pessoas a sensação de que não estão seguras em lugar nenhum, mesmo nos locais mais vigiados (como bancos, por exemplo). As ações terroristas têm um líder e normalmente estão apoiadas sob uma causa maior, na qual os participantes da organização terrorista acreditam piamente (a ponto de muitas vezes darem a própria vida por ela, como é o caso dos homens bomba).

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3. Fascismo e Democracia são valores opostos

 

O Fascismo foi o responsável pela Segunda Guerra Mundial ter sido tão destrutiva (principalmente para a Europa). Mas afinal o que é o Fascismo? É uma doutrina política autoritária, mas ainda assim se diferencia de uma simples ditadura militar. O poder do Fascismo se fundamenta nas organizações de massa, e não simplesmente no poderio militar de um país. Tem uma autoridade única, que personifica em si o poder do Estado. O Fascismo utiliza-se do grande capital e não permite os principais elementos da democracia: liberdade (de expressão e individual), partidos políticos, eleições diretas. Ninguém melhor para representar esse tipo de regime do que o Caveira Vermelha, o inimigo do Capitão América. Esse vilão representa claramente regimes como o de Mussolini (na Itália) e de Hitler (na Alemanha), que levaram a Europa a uma realidade de destruição, mortes e pobreza na Segunda Guerra. Atualmente, a Europa vem apresentando diversos partidos conservadores de extrema direita, com propostas polêmicas e que de certa forma trazem de volta o discurso fascista de antigamente.

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