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3 dicas para não dormir e absorver todas as informações possíveis de um texto filosófico

Fala, rapaziada, tudo bem? Depois de uma longa jornada de estudos, o ano está prestes a acabar. O Natal já está por aí, 2015 já se anuncia e seu glorioso tio se prepara ansiosamente para perguntar se é para ver ou para comer. Mas, calma, o ano ainda não acabou e, em termos de filosofia, ainda há um vestibular de segunda fase a ser enfrentado: o da UNESP. E é justamente em preparação para essa prova que nós vamos agora aprender algo muito importante: como ler um texto filosófico.

De fato, quem já se exercitou em alguma questão de filosofia da UNESP (e são quatro todo ano, desde 2010), percebeu que se trata de uma prova bastante interpretativa, cheia de textos e que prioriza a reflexão. Assim, para realizá-la, não basta o domínio do conteúdo. Isso não é o suficiente. Além de conhecer a história da filosofia, o vestibulando deve ter boa capacidade de escrita; grande atenção ao enunciado, para responder exatamente o que ele solicita (por vezes, são três ou quatro comandos em uma única questão); e uma habilidade significativa na leitura de textos filosóficos, que é exatamente o que vamos desenvolver aqui hoje.

3 dicas para não cair no sono durante uma leitra filosófica

Não dorme: aqui vão as dicas para você entender um texto filosófico e não entrar em pânico!

Em primeiro lugar, precisamos saber que ler um texto filosófico não é a mesma coisa que ler outro texto qualquer. Não basta ser alfabetizado para lê-lo bem. Isto porque cada gênero literário possui sua especificidade. No caso do texto de um filósofo, precisamos lembrar que a filosofia é uma postura diante do mundo que se caracteriza por um questionamento radical. Tal questionamento, no caso filosófico, se dá a respeito da realidade como um todo, diferentemente da ciência, que trata apenas de parte da realidade. Assim, o papel do texto filosófico é expressar os questionamentos realizados pelo seu autor e as conclusões às quais ele chegou. É apenas como expressão por escrito do pensamento do filósofo que o texto tem valor para nós. Portanto, lá vai a primeira dica, e está é fundamental: um texto filosófico não é nem poético nem informativo, mas sim argumentativo e propositivo. Isto é, de um lado, sendo a filosofia um exercício racional, o escrito filosófico sempre apresenta justificativas que corroborem o seu ponto de vista, e, de outro, tal gênero de textos sempre se caracteriza por propor alguma solução pessoal, seja uma ideia, uma teoria, etc. Essa primeira dica, aliás, é fundamental na UNESP, para que você saiba identificar os textos realmente filosóficos, pois muitas questões trazem textos de outros tipos, como reportagens jornalísticas e escrituras religiosas.

Uma segunda dica está intimamente conectada à primeira. Como todo texto filosófico é propositivo e argumentativo, depois de identificá-lo, a primeira coisa que o estudante deve fazer é perceber quais são o problema e a tese apresentados no texto. Com efeito, ao argumentar e propor uma solução, o filósofo está inevitavelmente lidando com um problema filosófico específico. Identificar este problema, saber com qual questão o filósofo está lidando é essencial, caso contrário, será impossível detectar o assunto do texto, quanto mais entender o que o filósofo está falando. Encontrado o problema, é hora de perceber a tese defendida pelo autor, isto é, a solução pessoal que ele propõe. Como filósofos geralmente escrever de modo um tanto complicado, um bom macete, antes mesmo de ler o enunciado, é resumir a tese do texto em uma frase posta a lápis no canto da folha.

Por fim, lá vai a terceira dica: procure relacionar os textos selecionados na prova com o conteúdo estudado por você no ano. De fato, o vestibular raramente vai selecionar textos e autores profundamente desconhecidos. Ao contrário, o que ele vai procurar verificar é se você consegue identificar as matérias estudadas no Ensino médio nos textos que eles escolheram. Assim, geralmente há muitas coisas implícitas nos textos, coisas que só alguém que domina o conteúdo de filosofia vai saber perceber corretamente, sem fazer confusão. Daí valer muito a pena usar esses últimos momentos para dar aquela revisão esperta na matéria.

Um grande abraço e até a próxima!