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Conversando sobre a UFF

Olá, Pessoal do Desconversa!

E aí, o que vocês acharam da prova da UFF?

O tema em que a banca se pautou esse ano fomenta muitas e boas discussões sobre a questão da adaptação de obras literárias. Assim que vi o primeiro texto, me lembrei de uma matéria publicada em 13/09/10 no site do jornal O Globo cujo título era Grandes nomes da literatura brasileira ganham versões de suas obras mixadas com elementos pop.

Como havíamos conversado, estar atualizado para fazer não só a prova da UFF mas também qualquer prova é fundamental para um bom desempenho. A primeira questão deixa bem claro isso quando pediu a vocês que opinassem acerca desse tipo de releitura dos clássicos. Independentemente do seu posicionamento, escrever de forma clara, concisa e coerente com argumentos consistentes, defendendo sua opinião, era o ponto-chave para uma resposta produtiva. Para a construção de argumentos, é necessário saber sobre aquilo que está em discussão, aproveitando os textos disponibilizados pela banca.

Então? Para vocês, é válido reler Memórias Póstumas de Brás Cubas em Mémorias Desmortas em que ocorre a “zumbificação” de Brás Cubas?

Também é relevante comentarmos a questão 4 que trata de um conteúdo muito cobrado no vestibular e muito importante para a compreensão e construção de textos: conjunções e seus valores semânticos. Na frase destacada,

Eu me perco, não repare. É muita coisa na cabeça.

percebam que há três orações estruturadas sem uso de conectivo: (a) Eu me perco,; (b) não repare; (c) É muita coisa na cabeça, organizadas em dois períodos: (a) Eu me perco, não repare. e (b) É muita coisa na cabeça. Depreender o sentido que as três orações estabelecem entre si era fundamental para, posteriormente, introduzir um conectivo para ligá-las. Observem a relação de adversidade entre as orações (a) e (b) e, em seguida, a exposição da causa de o narrador do texto se perder, construindo uma relação de causa/consequência entre os períodos. Logo, as conjunções mas, porém, contudo, no entanto, são adequadas para conectar as duas primeiras orações; e os conectivos porque, já que, como (Como é muita coisa na cabeça…) se encaixariam muito bem para unir os dois períodos. Esse tipo de questão mostra que decorar as listas de conjunções coordenativas e subordinativas não possibilita a vocês nem uma boa nota no vestibular nem um bom entendimento e uso da nossa língua portuguesa.

Até mais!