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Biologia: resumo sobre Circulação e Excreção

Ao longo das monitorias eu e os alunos que participam temos discutido sempre que dá tempo o tema evolução. Mas evolução não é uma matéria? Sim e não. Evolução é algo bem mais amplo, evolução é um princípio integrador em biologia, ou seja, algo que contextualiza e denota de sentido as Ciências Biológicas.

Essa semana, não será diferente. Como de praxe nossa última questão da aula versará sobre a matéria, mas tendo sob pano de fundo a evolução. Como, a meu ver, é uma das maneiras mais efetivas de se estudar biologia resolvi produzir pelo menos um texto com essa visão. Mas, previno meus leitores, não farei aqui um tratado, apenas um breve e superficial resumo que é o que temos tempo e espaço para escrever. Se gostar, bem ainda dá tempo de se inscrever na monitoria e participar de uma discussão em mais profunda.

Para que a conquista do ambiente terrestre fosse possível muitas adaptações foram necessárias. Na semana retrasada discutimos na monitoria algumas de ordem embriológica, os anexos embrionários; semana passada discutimos as adaptações dos sistemas respiratórios e sua evolução. Poderíamos utilizar toda anatomia e fisiologia comparada para discutir isso, então vamos pensar de que forma as excretas precisaram se modificar nesse processo.

Nós, animais, precisamos eliminar os produtos de metabolismo de nosso fluído extracelular. Água e dióxido de carbono, produtos do metabolismo de carboidratos e lipídeos, são fáceis de eliminar. Proteínas e ácidos nucleicos, no entanto, contém nitrogênio que geram produtos nitrogenados, dentre os quais o mais comum é a amônia, um composto altamente tóxico.

Alta solubilidade que permite a alta difusão desse composto (amônia), aliada a essa toxicidade, a excreção precisa ser contínua. Animais aquáticos possuem relativa facilidade em excretar continuamente uma vez que a água não costuma ser um problema (existe exceção, mas não cabe discuti-la neste pequeno texto). Logo, invertebrados marinhos e muitos peixes ósseos, de uma maneira geral, excretarão amônia, e por isso são denominados amoniotélicos.

Os animais que começam a se adaptar ao ambiente terrestre precisam, dentre outras coisas, lidar com a falta de água (ou menor oferta). A solução que encontramos foi converter a amônia em ureia. Essa nova excreta possui uma boa solubilidade em água e menor toxicidade, mas para o ambiente terrestre essa perda de água ainda pode ser um problema. Dessa forma, animais que excretam ureia (chamados de ureotélicos), tiveram de criar outras adaptações. Mamíferos, por exemplo, evoluíram um sistema excretório que conservam água pela produção de soluções concentradas de ureia.

Como dito anteriormente, muitos animais terrestres não se podem dar ao luxo de tamanha perda de água. A solução encontrada por eles foi excretar seus produtos nitrogenados sob a forma de ácido úrico. Composto de menor toxicidade e, mais importante, muito insolúvel em água, assim a excreta pode precipitar, sendo liberado como urina semissólida (lembra-se daquele cocôzinho de pombo esbranquiçado? Logo, esses animais (como répteis, aves, insetos e alguns anfíbios), denominados uricotélicos perde muito pouco água ao excretar seus produtos nitrogenados.

Interessante, não? Quer saber mais? Assista as aulas do Professor Oda e compareça as monitorias.

Vejo vocês esse sábado, abraços!

 

biologia_circulação_e_excreção

 

Esse resumo foi produzido pelo monitor Pedro Moreno.