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Aula ao Vivo – Material de Apoio – Aula 5/07/2012

Olá, meus caros!

Para a AULA AO VIVO de Literatura hoje às 15:30, nosso professor Diogo vai utilizar o material a seguir e é fundamental que todos estejam com ele aberto.

Como vocês já sabem, o tema de hoje é: Funções de linguagem na literatura! Esse assunto é muito comum no vestibular, portanto, toda a atenção do mundo nessa aula, uma vez que vai te ajudar e muito na hora H.

Para os estressadinhos, caso a sua tela trave durante a monitoria: keep calm and F5 =D

Então, estejam preparados com papel, caneta, lápis, borracha, cadeira confortável e BOA AULA!

Meus oito anos (fragmento)

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Casimiro de Abreu

O que se diz

Que frio! Que vento! Que calor! Que caro! Que absurdo! Que bacana! Que tristeza! Que tarde!
Que amor! Que besteira! Que esperança! Que modos! Que noite! Que graça! Que horror! Que doçura!
Que novidade! Que susto! Que pão! Que vexame! Que mentira! Que confusão! Que vida! Que talento!
Que alívio! Que nada…
Assim, em plena floresta de exclamações, vai-se tocando pra frente.

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1938 p.1379.

Procura da poesia (fragmento)

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Carlos Drummond de Andrade

Profissão de fé (fragmento)

Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.

(…)

Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.

(…)

Porque o escrever – tanta perícia,
Tanta requer,
Que oficio tal… nem há notícia
De outro qualquer.

Olavo Bilac

Os Sapos (fragmento)

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: – “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
(…)
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
– A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Manuel Bandeira

Questão Leco e Joao