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5 fatos que vão te provar que Hitler não era comunista

Em tempos de grande polarização, não é raro vermos o termo “comunista” ganhar um tom de ofensa. Muita gente nem sabe muito bem do que se trata o termo, mas sai usando por aí a torto e a direito. Mas cuidado, hein! No calor das discussões muitas pessoas acabam empregando o termo erroneamente.

Um bom exemplo disso é a afirmação muito difundida atualmente de que Adolf Hitler seria comunista. Se liga porque tem um montão de fatos históricos que desmentem essa ideia! Então, chama nos estudos e desmistifica essa afirmação ai.

Confira agora 5 motivos pelos quais Hitler não pode ser considerado comunista de jeito nenhum:

1) Hitler era a favor da propriedade privada e curtia bastante o Capital

Uma característica super básica do Comunismo é o fim da propriedade privada dos meios de produção – ou seja, terras e fábricas. E Hitler jamais ameaçou a existência da propriedade privada, muito menos propôs uma reforma agrária!

E tem mais: o Führer (como Hitler era chamado – em português, significa “líder”) deixou bem claro que não era nem um pouco inimigo do Capital quando, em 1934, se aliou à grande indústria capitalista. Você sabia que várias grandes marcas de hoje, tipo a Volkswagen, se desenvolveram na Alemanha nazista?

2) Hitler firmou alianças com a Igreja Católica

Não foi só com o Capital que Hitler se aliou, não! Ele também fez um acordo com a Igreja Católica, em 1933. Pela concordata, assinada em nome do Papa Pio XI, ficaram garantidos, por exemplo, o direito à liberdade para a religião Católica Apostólica Romana e a proteção das organizações católica – coisas 100% impensáveis em um regime comunista, que deveria ser, por princípio, ateu.

Mas é importante ressaltar que o acordo firmado com a Igreja não quer dizer que ela apoiou as atrocidades do regime nazista, ok?! A Concordata visava apenas a garantia da profissão da religião católica dentro da Alemanha. Logo após a assinatura, Hitler vai quebrar o acordo e perseguir uma série de religiosos.

3) Hitler não acreditava em uma sociedade igualitária – e sim, em uma raça superior

Hitler também se distanciou a beça do Comunismo ao se basear no social-darwinismo. Essa teoria diz que a evolução da sociedade depende da liderança de uma “raça superior” – com indivíduos mais fortes, mais aptos, mais inteligentes.  

Hitler acreditava que o sucesso da Alemanha nazista estava nas mãos da raça ariana – que era considerada pura e superior – e, por meio da eugenia e do controle biológico, raças inferiores deveriam ser exterminadas. Isso é totalmente contrário à defesa feita pelos comunistas de uma sociedade igualitária e livre de qualquer tipo de opressão, né?

4) Hitler perseguiu e matou comunistas

Outro motivo pelo qual Hitler não pode ser considerado comunista é bem óbvio: ele perseguiu e matou comunistas.

Notícia sobre os assassinatos da Noite dos Longos Punhais

Notícia sobre os assassinatos da “Noite dos Longos Punhais”

Para começo de conversa, Hitler foi eleito justamente por fazer oposição ao governo social-democrata, que era formado por grupos de esquerda. Logo depois de se tornar chanceler, sua facção política realizou uma grande “limpeza” do grupo mais popular do seu partido e daquele que era visto como seu principal rival, Ernst Röhm. Dentro do evento que ficou conhecido como a “Noite dos Longos Punhais”, em 1934, uma série de inimigos políticos foram mortos, inclusive comunistas.

A perseguição, no entanto, não parou por aí, e muitos comunistas foram mortos nos campos de concentração e a demonização do bolchevismo – nome que ele mesmo utilizava –  sempre foi uma das principais pautas de doutrinação do regime nazista. Isso explica o êxodo de intelectuais de esquerda do país, como Walter Benjamim e Theodor Adorno.

5) Hitler tentou invadir a União Soviética

O ódio aos comunistas se estendeu à União Soviética. Em junho de 1941, Hitler realizou a Operação Barbarossa, na qual pretendia eliminar definitivamente a ameaça comunista, conquistando terras consideradas “vitais” ao desenvolvimento alemão.

O livro escrito por Hitler, Mein Kampf

O livro escrito por Hitler, Mein Kampf

A invasão à URSS foi feita junto com uma forte propaganda anticomunista e não foi apenas uma estratégia restrita à Segunda Guerra Mundial. A promessa de dominação do país comunista foi feita no livro Mein Kampf, escrito por Hitler bem antes dele se tornar um líder e ser eleito o homem do ano pela revista Time.

Pronto, agora você já sabe que Hitler não era nem um pouquinho comunista e ainda consegue explicar isso com base em contexto, fatos e dados históricos! Quem sabe isso não pode virar uma resposta completona de questão de História ou até contextualização ou argumento boladão dentro da sua Redação?

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Como você vem falar que o nazismo fez acordo com a igreja catolica sendo que muitos sarcedotes morreram e foram torturados por nazistas? Leia isso:https://pt.wikipedia.org/wiki/Persegui%C3%A7%C3%A3o_nazista_%C3%A0_Igreja_Cat%C3%B3lica_na_Pol%C3%B4nia e depois leia isso: https://padrepauloricardo.org/blog/o-mito-do-papa-de-hitler-com-os-dias-contados

Me diz uma prova ou um documento que prove esse insulto que você fez contra uma das maiores religião do mundo. As pessoas que salvaram judeus em seus porões eram católicos. uma parte de uma matéria da CNP para você:

Quase dois anos atrás, a Fundação Internacional Wallenberg, um instituto de pesquisa histórica, iniciou um “projeto modesto”: marcar as “Casas da Vida” — lugares onde judeus eram protegidos durante a guerra — com uma placa memorial. Foram encontradas mais de 500 casas como essas na Itália, França, Hungria, Bélgica e Polônia. Eduardo Eurnekian, presidente da fundação, escreveu que, “para nossa surpresa, descobrimos que a esmagadora maioria das Casas da Vida eram instituições relacionadas à Igreja Católica, incluindo conventos, mosteiros, internatos, hospitais etc”.

Estude um pouco mais e veja se o que você COMPARTILHA É VERDADE! Isso é uma fake news já que é algo que não tem provas e não tem nenhuma comprovação.

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Descomplica

Oi, Larissa, primeiramente espero que esteja tudo bem com você e com a sua família, são tempos difíceis o que estamos passando e continuar estudando e lendo é o caminho pra nos mantermos preparados para o vestibular e para a vida! Agradecemos a sua resposta e queríamos te dar um retorno sobre as suas pontuações. Pode ter ficado um pouco confuso, mas a intenção que buscávamos com o texto era mostrar que de fato houve um acordo entre a Igreja e Hitler no ano de 1933, chamado de Reichskonkordat ou apenas de Concordata da Santa Sé com a Alemanha, durante o mandado de Hitler como Chanceler e durante o papado de Pio XI. O acordo visava garantir, principalmente, a liberdade de professar a fé católica na Alemanha e quando utilizamos esse argumento é com a ideia de mostrar que Hitler não poderia ter feito esse acordo caso fosse comunista, porque uma das premissas do comunismo é a negação da religião. Não quisemos dizer que a Igreja apoiou as atrocidades que Hitler cometeu posteriormente, até mesmo porque o acordo foi quebrado logo em seguida e muitos religiosos foram perseguidos pelo regime nazista.

A sua pontuação de que muitos espaços católicos e muitos religiosos foram importantes para salvar a vida de muitos judeus é totalmente correta e nós temos documentos que comprovam isso, logo essa afirmativa não está em discussão. Mas gostaríamos de deixar claro que em nenhum momento a intenção foi atacar a igreja ou qualquer religião. Como pode ter ficado um pouquinho confuso já estamos analisando o texto para que ele seja justo em todas as suas possibilidades e iremos deixa-lo mais claro, ok?!

Qualquer dúvida estaremos aqui para te ajudar.

Um abraço e se cuide.

Time Descomplica.

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