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Descubra tudo sobre o H1N1 e se previna!

O H1N1 está de volta, mas aqui não tem terror, não tem caô! Descubra tudo sobre esse vírus e se prepare para seu vestibular!

Descubra tudo sobre o H1N1 e se previna!

Ela está de volta. A Influenza A – gripe suína, para os íntimos – ataca novamente e está tocando o maior terror. Para quem não se lembra, o vírus H1N1 causou um problemão em 2009: houve um surto global da doença, que se converteu numa pandemia e afetou mais de 75 países, matando mais de 18 mil pessoas, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Na época, o vírus foi identificado como uma variante do já conhecido vírus Influenza A subtipo H1N1, que é o mesmo vírus que causa o maior número de casos de gripe entre humanos. Suspeitou-se, então, de uma nova gripe A. O surto da doença evoluiu rapidamente para epidemia e pandemia, chegando ao nível 6 – isto é, o nível máximo – da escala da OMS.

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É, amigo, se você se lembra dessa época, provavelmente deve estar se lembrando que todo mundo corria atrás de máscaras para se proteger. A doença pode ser transmitida através do contato, de tosses, espirros, etc., de forma que todo mundo estava morrendo de medo. Nas escolas, as aulas eram suspensas, e todo mundo ia trabalhar cheio de receio. Em agosto de 2010, a OMS concluiu que o mundo havia finalmente saído do estado de pandemia – e, agora, o maior medo é que voltemos a enfrentar uma situação parecida, especialmente tendo que enfrentar também a dengue, o zika vírus e a febre chikungunya.

Ficou curioso para saber a bagunça que o H1N1 está causando em 2016? Confira 2 textos que vão te ajudar a se prevenir e ainda te preparar caso esse tema caia no seu vestibular!

 

TEXTO 1

Especialistas descartam caos na Rio 2016 por zika e H1N1

“Antecipação” de surto de H1N1 em São Paulo surpreende autoridades e evidencia período difícil para a saúde, com surtos de zika, chikungunya e dengue. Situação é grave, mas deve melhorar nos próximos meses.

As filas nos hospitais e clínicas particulares de vacinação, a corrida por repelentes, remédios e álcool gel nas farmácias, além da febre de mensagens de alerta pelo Whatsapp são sinais de que o país passa por um período difícil na saúde.

“O sistema público está sobrecarregado porque, não bastasse a zika, que é uma doença desconhecida em todo lugar, veio a antecipação de uma epidemia de inverno [de H1N1] em pleno verão”, explica o infectologista Marcos Boulos, para quem a atual conjunção de doenças transmissíveis no Brasil “não é brincadeira”.

“Para nós foi uma surpresa muito grande”, admite Boulos, que também é coordenador de controle de doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Apesar disso, especialistas consultados pela DW Brasil, inclusive Boulos, afirmam que surtos de dengue, zika, chikungunya e, mais recentemente, H1N1 não devem ter um impacto significativo na realização dos Jogos Olímpicos, em agosto, no Rio de Janeiro.

Para eles, a situação atual é grave, mas deve melhorar nos próximos meses por motivos climáticos e epidemiológicos. Especialistas também ressaltam que o Rio de Janeiro, especialmente os locais frequentados por turistas e atletas, foram menos afetados pelas doenças.

“Não tem cabimento falar em caos nas Olimpíadas, isso é ser catastrofista. Na época da Copa do Mundo fizeram esse cálculo trágico para a dengue. Isso é tolice, nada aconteceu”, afirma o infectologista e imunologista Esper Kallás,professor da Faculdade de Medicina da USP.

O próprio Ministério da Saúde admite a dificuldade de lidar com os surtos simultâneos, mas também tem uma expectativa de que a crise deve ser amenizada.

“Há uma probabilidade grande de o sistema ficar saturado na medida em que a epidemia de gripe, tendo começado agora, ainda coincidirá com o período de maior transmissão de dengue, zika e chikungunya. Mas é pouco provável que isso aconteça no período das Olimpíadas”, diz o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do ministério, Cláudio Maierovitch.

H1N1

Desde o início de março houve um aumento no número de casos graves ligados ao vírus H1N1, principalmente no estado de São Paulo, onde 55 pessoas morreram da gripe. No país foram 71 óbitos, contabilizados até 26 de março. O número é quase o dobro do registrado em todo o ano passado.

O vírus começou a circular antes do esperado, pegando a população e as autoridades desprevenidas. Assustados, paulistanos correram para clínicas particulares de vacinação, onde as doses da vacina se esgotaram. O remédio Oseltamivir (Tamiflu) também está em falta nas farmácias devido à alta demanda fora de época. Pronto-socorros na capital ficaram lotados de pacientes, que esperavam horas para serem atendidos.

O aumento de casos fez com que estados afetados, como São Paulo, Goiás e Santa Catarina, antecipassem a campanha de vacinação, voltada para grupos de risco, como gestantes, idosos, crianças menores de 5 anos e portadores de doenças crônicas. A campanha nacional começa em 30 de abril.

Segundo os especialistas, entretanto, o surto não é alarmante, especialmente quando comparado a países europeus ou aos Estados Unidos, por exemplo. “A epidemia de H1N1 não é mais grave do que em outros países, pelo contrário. Todos os anos tem morte na Europa e nos EUA por gripe, isso é normal. O que temos que ficar atentos é se o vírus é diferente e se a taxa de mortalidade é maior do que a esperada, o que não está acontecendo”, afirma Kallás.

O infectologista avalia que há uma certa “histeria coletiva” em relação à gripe, o que só piora o quadro da saúde pública. “Muita gente fez estoque em casa e tomou o Tamiflu sem necessidade. O remédio só é útil em situações especiais.” Os especialistas acrescentam que o remédio está em falta nas farmácias, mas não no sistema público.

Segundo Maierovitch, do Ministério da Saúde, 2015 foi um ano atípico, com poucos casos da gripe, e não serve de comparação. “O que nós tivemos em 2016, por enquanto, foi uma antecipação dos casos, ocorrida no estado de São Paulo. Pode ser que isso signifique uma temporada mais intensa, como em 2013. É isso que nos preocupa”, afirma.

O diretor ressalta que ainda não é possível saber como o surto vai evoluir nos próximos meses porque a temporada está no início. Mesmo num cenário negativo, infectologistas afirmam que o Rio de Janeiro, até por ter invernos mais amenos, não costuma ser tão afetado por epidemias de gripe. Até agora há dois casos de morte por H1N1 no estado.

(…)

Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/especialistas-descartam-caos-na-rio-2016-por-zika-e-h1n1,e2f451a9d5160965cf5fc596a220d73dz2pzxdk9.html

 

TEXTO II

Tudo o que você precisa saber sobre H1N1

O Influenza A voltou a atacar este ano – e mais cedo do que o esperado. Entenda como o vírus é transmitido e como se proteger.

Descubra tudo sobre o H1N1 e se previna!

O vírus H1N1 está de volta – e já causou 75% dos casos de doenças respiratórias registrados no país esse ano, além de ter sido a causa da morte de mais de 70 pessoas só no Brasil. Todo ano, a epidemia de gripe retorna, geralmente no inverno. Em 2016, porém, ela chegou mais cedo, e os médicos ainda não sabem ao certo o porquê. Mas calma, não é o fim do mundo: basta aprender a se proteger, saber mais sobre as formas de transmissão e ficar atento aos sintomas para conseguir tratar a doença o mais rápido possível.

Entenda mais:

Influenza, H1N1, gripe? qual a diferença?!

Pode parecer confuso, mas é simples: “Influenza” é como é chamado o vírus da gripe. Só que existem três tipos: A, B, e C. O Influenza C é a gripe comum, e não causa nada além daquele mal-estar chato. Já os tipos A e B são mais preocupantes, pois podem causar epidemias sazonais. A onda de H1N1 é culpa só do tipo A – e por outras pandemias, como a grupe suína e a aviária.

E por que tanta gente morre de H1N1, mas não de gripe comum?

Na verdade, dá para morrer de gripe comum, sim. Mais até do que de Influenza A. De acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos 2 mil pessoas morrem todo ano por causa de complicações da gripe comum, como pneumonia. A diferença é que o Influenza A é um vírus relativamente novo, para o qual nosso sistema imunológico ainda não está preparado. Mas pode ficar tranquilo: a maioria dos casos de H1N1 é benigna, ou seja, as pessoas, em geral, não morrem disso. Quem tem problemas imunológicos – como portadores do HIV ou crianças muito novas – corre maior risco, e é por isso que elas fazem parte dos grupos que recebem a vacina primeiro.

Como a doença é transmitida?

Sabe quando você esfrega os olhos para dar aquela acordada no ônibus? Pois é: não faça isso. O H1N1 é transmitido principalmente pelas mãos – quando você toca em um objeto contaminado e depois mexe na boca, no nariz ou nos olhos, por exemplo. Lembre-se: qualquer objeto pode estar contaminado, mas em espaços de grande circulação pública, as chances de contaminação são ainda maiores. Não à toa, maçanetas e seguradores de ônibus e metrô são campeões em contágio. O Influenza A também pode ser transmitido pela tosse, por espirros ou pelo contato com a saliva de alguém contaminado.

Quais os sintomas?

Uma pessoa com H1N1 tem sintomas muito parecidos com os da gripe comum: febre alta (acima de 38ºC), calafrios, tosse violenta, falta de ar, dor de garganta, dores muito fortes pelo corpo, falta de apetite, vômitos e diarreia. A única diferença em relação à gripe normal é a intensidade dos sintomas – a gripe H1N1 deixa você bem mais fraco. Por isso, a recomendação é procurar um médico assim que surgirem os primeiros sinais da doença, o que pode demorar entre 3 e 5 dias após o contágio.

Posso me vacinar no sistema público?

A campanha de vacinação contra a gripe acontece todo ano, no final de abril. Por conta da epidemia antecipada deste ano, os postos de saúde já começaram a campanha de vacinação – que vai até o dia 20 de maio. Só que nem todo mundo tem direito à vacina gratuita, apenas pessoas nos grupos de risco: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pacientes com doenças que comprometam a imunidade. É possível pagar pela vacina, os preços variam de 70 a 110 reais.

E essa vacina protege contra o que, exatamente?

Existem duas vacinas: a trivalente e a tetravalente. A primeira protege contra dois tipos de Influenza A, entre eles o H1N1, e outro vírus do tipo B. Esta pode ser aplicada em bebês com mais de 6 meses de idade. Já a tetravalente protege contra tudo isso e mais um tipo de Influenza B – e pode ser usada somente depois dos 3 anos.

Se eu tomei vacina no ano passado, preciso tomar esse ano também?

Precisa, sim, porque a vacina tem validade de 1 ano. Os vírus se adaptam a cada ano, mais ou menos, e ficam resistentes à vacina antiga.

Existe contraindicação da vacina?

Existe: se você tem alergia grave a ovo ou se já teve alguma reação alérgica à própria vacina, a recomendação é não tomá-la.

E o Tamiflu?

O Tamiflu é um antiviral que age contra os vírus Influenza. Ele só é indicado nos casos em que realmente há suspeita de H1N1. Se confirmado, a pessoa precisa tomar esse remédio por uma semana, duas vezes ao dia. Ele é distribuído de graça pelo governo, mas também pode ser encontrado em farmácias.

Não quero pegar H1N1. Como é que eu faço?

De novo: evite passar as mãos na boca, olhos e nariz. Tente lavar as mãos sempre, com água e sabão ou álcool gel, principalmente quando chegar da rua. O Ministério da Saúde também recomenda que apertos de mão, abraços e muita proximidade sejam evitados nessa época de grandes chances de contágio. Manter uma alimentação saudável e ter o sono em dia também são ações que ajudam a manter a imunidade lá no alto.

Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-h1n1

 

E aí, descobriu tudo sobre o H1N1? Deixe um comentário!