[Sofrimento] O que o dólar de hoje tem a ver com o de 2002?
Imagens de dor e sofrimento: o dólar ultrapassa os R$ 4.
Pensando em passar as férias no exterior? Pense duas. Se não conseguir pensar em nada fora do comum, você não deve ter dado muita atenção aos noticiários ultimamente. Assim como o Gus de “A Culpa É Das Estrelas”, o dólar está numa montanha russa que só vai para cima!
Nesta terça-feira, 22, o dólar comercial, que serve de referência nas operações de comércio internacional, atingiu sua maior cotação desde a criação do Plano Real: R$ 4,056 para compra e a R$ 4,058 para venda. Se o câmbio encerrar nestes valores, quebrará o recorde anterior, de R$ 3,990, atingido em 2002, ainda sob o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Antes de mais nada, vamos lembrar um pouquinho sobre a história do real. A moeda foi implementada em 1994 por FHC, na época o Ministro da Fazenda do governo de Itamar Franco, no chamado Plano Real. A ideia era adotar uma moeda que “consertasse” a economia, que, após longas crises desde o fim do Milagre Econômico, tinha sofrido duros golpes. Algumas propostas do Plano Real:
- Paridade no valor do dólar e real, ou seja, 1 dólar valia exatamente 1 real;
- Atração de capital especulativo internacional;
- Corte de gastos públicos;
- Privatizações;
- Recuperação da Receita.
O Plano foi tão bem sucedido que ajudou a eleger FHC como presidente do Brasil. Sabemos, entretanto, que a situação não continuou assim por muito tempo. Ao fim do segundo governo de FHC, na entrada dos anos 2000, a economia brasileira passava por outra crise: o dólar atingia o exorbitante valor de R$ 3,99 e a inflação galopante passava dos 12,5% em 2002; o desemprego estava em alta e o mercado, inóspito – situação mais ou menos parecida com a que vivemos hoje.
Hoje, além da alta do dólar, nossas bolsas operam em queda. As ações da Petrobras registram queda de aproximadamente 6%, enquanto a Vale recua cerca de 3,5%. O Banco do Brasil, o Bradesco e o Itaú Unibanco operam em baixa de quase 2%.
É, amigos, a situação não está nada fácil para os brasileiros, mas se engana quem pensa que estamos sozinhos nessa. Bolsas internacionais operam em queda: segundo o jornal O Globo, o índice de referência da Europa, o Euro Stoxx, “opera em baixa de 3,31%, enquanto a Bolsa de Londres recua 2,49%. Em Paris, o pregão tem baixa de 3,53%, enquanto a Bolsa de Frankfurt recua 3,33%. Em Wall Street, o Dow Jones recua 1,63%, enquanto o S&P 500 tem baixa de 1,54%.”
Fontes: 10 acontecimentos marcantes dos anos 90 que você tem que saber para o vestibular e O Globo.
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Redação 





