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Atualidades: Refugiados Sírios

Nos últimos anos, a questão dos refugiados tornou-se um tema de discussão constante na TV, nos jornais e na internet, trazendo à tona tanto o desespero daqueles que deixam seu país em busca de segurança quanto a preocupação dos demais países em recebê-los (ou não). A Guerra na Síria deu uma proporção ainda maior para o tema – até Março de 2017, tinham sido registrado mais de 5 milhões de refugiados sírios.  

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Se a questão dos refugiados sírios tornou-se tão relevante e está presente em tantos meios de comunicação, quem garante que ela não aparecerá nos vestibulares?

Para te deixar afiado quando o assunto é refugiados da Síria, preparamos um vídeo super completo da nossa série Dose de Atualidades e ainda um resumão esclarecendo vários aspectos e possíveis dúvidas sobre o tema! Confira:

Resumo

Refugiados X Migrantes: qual é a diferença?

Antes de qualquer coisa é preciso entender o que significa ser um refugiado – e também entender que não, refugiado não é sinônimo de migrante. Diferenciar os dois termos é super importante e essencial para abordar a questão dos refugiados sírios da maneira correta – principalmente ao fazer uma redação sobre o assunto!

Refugiados Sírios

Refugiado: de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), refugiados são aqueles que saem de seus países de origem por medo evidente e comprovado de perseguição, conflito, violência ou outras circunstâncias que perturbam seriamente a ordem pública e, por isso, precisam de “proteção internacional”, sem saber quando ou se poderão retornar ao seu país. Ao se tornar um refugiado, a pessoa passa a ser protegida e assegurada pelo direito internacional.

Migrantes: também de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), migrantes são aqueles que escolhem deslocar-se, sair de seu país de origem, por qualquer motivo que não seja ameaça direta de perseguição ou morte. Geralmente, são pessoas que buscam melhores condições de trabalho ou educação ou desejam reunir-se com a família em outro país, por exemplo. Diferente dos refugiados, que passam a ser protegidos pelo direito internacional, os migrantes continuam sendo protegidos pelo governo de seu país de origem.

É importante ressaltar que, no momento, estamos vivendo ao mesmo tempo a maior crise humanitária do século e o maior fluxo de migrantes desde a 2ª Guerra Mundial. Esse contexto intensifica ainda mais a discussão sobre os refugiados.

Convenção de Genebra (1951)

O termo “refugiado” foi criado na Convenção de Genebra, em 1951, que teve como objetivo regular o status legal dos refugiados, assim como definir os direitos e instrumentos legais internacionais que podem ser acionados por quem se encontra nessa situação. A Convenção estabelece também regras básicas para o tratamento de refugiados.

A Convenção estipula que os países signatários se comprometem em dar asilo para todos os comprovadamente refugiados e também aceitam a proibição de expulsão deles, mesmo após o fim das guerras.

No entanto, a Convenção foi criada em uma época que os refugiados eram principalmente europeus fugindo dos horrores da 2ª Guerra Mundial. Isso fez com que os países europeus fossem super defensores dos acordos de refugiados. Com os refugiados da Guerra da Síria, a reação dos países signatários não tem sido a mesma – pelo contrário, parte deles tem se mostrado bastante resistente (e até contra) a receber refugiados. Até Março de 2017, países europeus aceitaram menos de 10% dos 160 mil refugiados que concordaram em abrigar e, em Junho deste ano, Polônia, República Tcheca e Hungria foram punidos por recusarem essas pessoas.  

Refugiados Sírios na Europa

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Hoje em dia, a Síria é o país que mais manda refugiados para o mundo – Afeganistão e Sudão vem em segundo e terceiro lugar. Ou seja, diferente do que estava rolando na época da criação da Convenção de Genebra, no momento atual a Europa não é mais a área que está precisando de ajuda, e sim o destino de uma pequena parte dos refugiados sírios.

A Europa recebe uma pequena parte dos refugiados sírios, é isso mesmo! A maior parte dos refugiados encontra asilo em países vizinhos e/ou próximos da Síria e deseja voltar para casa.

Apesar de serem minoria, os refugiados sírios vem gerando um grande debate dentro da Europa e suas regras de fronteiras internas, definidas pelo tratado de Schengen (1985) – uma convenção entre países europeus que define a abertura das fronteiras e livre circulação de pessoas entre os signatários.

Refugiados Sírios, a islamofobia e o medo do terrorismo

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A questão dos refugiados sírios na Europa traz ainda mais à tona dois fatores que estão latentes na população europeia atualmente:

  • Islamofobia: a Síria é um país de maioria muçulmana e seus refugiados, ao chegarem em países da Europa, deparam-se com preconceito, repúdio e resistência à muçulmanos e ao Islamismo de forma geral
  • Medo do terrorismo: muçulmanos são muito relacionados ao terrorismo e a Europa, depois de sofrer tantos ataques terroristas seguidos, está passando por uma onda de medo. A insegurança em relação a novas ameaças de terrorismo está criando um clima de pânico geral e a resistência e desconfiança em relação aos refugiados sírios é uma das consequências

A islamofobia e o medo do terrorismo na Europa motivaram o crescimento de oposições consideradas extremistas e também o fechamento de fronteiras internas.

De forma geral, a grande questão dos refugiados sírios está na falta de solução para os países que estão em guerra – principalmente a Síria – e para as pessoas que migram sem saber seu destino e muito menos se serão acolhidas lá.

Se você for escrever uma redação sobre esse tema, por exemplo, é super importante argumentar que existem diversos aspectos que colocam a vida dos refugiados em risco. O cenário é bem complicado e depende de muitas decisões para que sírios parem de morrer – tanto na Guerra quanto em busca de um lugar seguro para viver.

E aí? Preparado para mostrar os conhecimentos que você acabou de ganhar no vestibular?