Atualidades: Jogos Olímpicos 2016
O fato de que os jogos olímpicos 2016, sediados no Rio de Janeiro, estão envoltos em muita polêmica não é novidade para ninguém, certo? Frente à situação política e econômica que o país está vivendo, muitas discussões e protestos surgiram para responder a grande pergunta: estaria o Brasil preparado para receber um evento do porte das olimpíadas?
O povo brasileiro respondeu a pergunta, se manifestando nas redes sociais:
Olimpíadas pra quem? Brasileiro não quer isso, brasileiro quer saúde, educação e segurança.#OlimpiadasPraQuem #Brasil #Olimpíadas
— Gabriel P. Oliveira (@gabrielp_guitar) 26 de julho de 2016
Para 63% dos brasileiros, Olimpíadas vão trazer mais prejuízoshttps://t.co/mWoav0jwu6 pic.twitter.com/HwFCqNcwHV
— VEJA (@VEJA) 19 de julho de 2016
Crise política, desapropriação da população para construção de obras que não vão beneficiá-las, saúde e segurança precárias: esses são alguns dos principais motivos pelos quais a olimpíada está sendo tão julgada.
Para entender um pouco mais sobre o contexto do país e o que esse mega evento pode trazer como consequência para o Brasil, veja abaixo como toda essa discussão sobre os jogos olímpicos foi retratada na mídia, por três veículos diferentes. Aproveite para juntar bagagem argumentativa para sua redação: já pensou se o tema de algum vestibular é relacionado à olimpíada?
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Carta Capital: Rio 2016: quem são os verdadeiros ganhadores e perdedores?


O período que antecede qualquer Olimpíada é marcado por ansiedade e controvérsia, mas oRio de Janeiro possivelmente superou todas as outras cidades nesse quesito. Contra um pano de fundo de recessão econômica, o impeachment da presidente Dilma Rousseff, uma epidemia de zika, a criminalidade renovada e a poluição da água, as autoridades municipais não apenas têm de responder às acusações de corrupção, incompetência e prioridades desequilibradas, como também fazer um esforço para justificar se valeu a pena sediar os Jogos, para começar.
Nesse combate polêmico, o establishment – o governo municipal do Rio e o Comitê Olímpico Internacional – afirmam que o evento estimula o desenvolvimento econômico e ressalta o perfil global da cidade anfitriã. Contestando isso, uma série de ativistas sociais, críticosacadêmicos, adversários políticos, moradores desalojados e ativistas ambientais afirmam que a Olimpíada é perturbadora e destrutiva, com tendência a beneficiar uma elite rica.
Além de todas as manchetes críticas, porém, será possível avaliar exatamente como esta cidade de mais de 6 milhões de habitantes foi impactada de fato – no bom e no mau sentido – pela escolha para sediar a Olimpíada, em 2009? Para avaliar isto em longo prazo, é necessário ir além do furor da mídia e concentrar-se no provável legado para os moradores do Rio.
*Texto originalmente publicado no The Guardian.
Leia a notícia na íntegra no site da revista Carta Capital.
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Veja: Rio 2016: Reclamações da imprensa internacional aumentam


Os olhos do mundo estão voltados para o Rio de Janeiro. Desde o dia de abertura dos Jogos, a imprensa estrangeira noticia episódios que vão desde a já infelizmente habitual violência carioca, passando pelo trânsito caótico à falta de organização nas entradas de jogos, que em algumas ocasiões foram marcadas por longas filas sob o sol escaldante. Teve até notícia sobre atleta com disenteria depois de uma prova na Baia de Guanabara.
Mesmo com a presença massiva do Exército brasileiro nas redondezas do Maracanã durante a cerimônia de abertura dos Jogos não houve paz. Um homem foi morto após uma tentativa de assalto nas imediações do estádio, noticiou o portal ‘El País’. As delegações de atletas que embarcam em suas vans para voltar para a Vila Olímpica estavam sob o olhar atento dos agentes. Mas a presença do Exército não foi suficiente para inibir criminosos ou para evitar que um comissário da Polícia Federal quase fosse atacado. Ele foi abordado por um grupo de quatro homens armados com facas do lado de fora do Maracanã. O comissário e outros dois policiais abriram fogo contra os assaltantes, causando pânico entre aqueles que deixavam o estádio.
Leia a notícia na íntegra no site da revista Veja.
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Agência Brasil: “Movimentos Sociais questionam legado dos Jogos Olímpicos”


Representantes de universidades e movimentos sociais que participam da Jornada de Lutas Contra Rio 2016, os Jogos da Exclusão, criticaram hoje (2) o que o Poder Público considera legado da Olimpíada, como as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), os corredores de ônibus BRT e a remodelação da zona portuária do Rio de Janeiro. Segundo os ativistas, esses projetos não conseguirão dar mais qualidade de vida à população mais pobre, que vive nos bairros mais afastados.
“Em detrimento dos programas sociais, os acordos com as grandes empresas foram mantidos na Olimpíada. Mas cadê o projeto de urbanização das favelas, que foi prometido? Onde está o projeto de despoluição da Baía de Guanabara? Os projetos que beneficiariam a população foram abandonados, em troca dos acordos com os grandes grupos econômicos e as empreiteiras. Isso tudo demonstra que a Olimpíada é um grande negócio”, criticou o professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da UFRJ Orlando Santos.
Segundo ele, a maior parte das obras para a Olimpíada valorizou poucas regiões da cidade e acabou empurrando a população mais pobre para ainda mais longe.
Leia a notícia na íntegra no site da Agência Brasil.
Para além das discussões sobre a execução dos jogos olímpicos, que são importantíssimas, também é maneiro ficar de olho nas coisas bacanas que estão acontecendo durante o evento. Por exemplo, você ouviu dizer que a olimpíada Rio 2016 está sendo conhecida como a Olimpíada das mulheres?
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Catraca Livre: 8 imagens mostram por que esta Olimpíada é das mulheres
É MULHER, É NEGRA, É PERIFÉRICA, É OURO! #fightlikeagirl #LuteComoUmaMulher #RafaelaSIlva #Rio2016 #bra pic.twitter.com/bvVJYqlAJG
— ovelhamag.com (@ovelhamag) 8 de agosto de 2016
Os Jogos Olímpicos mal começaram, mas uma coisa já deu para perceber: as mulheres vieram com tudo. Desde a cerimônia de abertura, nesta sexta-feira, 5, passando pelas disputas dos últimos dias, as atletas e personalidades estão arrasando e conquistando o público cada vez mais.
Nunca teve tanta mulher participando de uma Olimpíada: elas são 45% dos atletas. Para se ter uma ideia, a primeira vez que as mulheres participaram do evento foi em 1900, em Paris, e eram apenas 22 – 2,2% do total.
Leia a notícia na íntegra no site do Catraca Livre.
Ou que essa também está sendo a olimpíada mais LGBT da história?
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El País: Rio 2016 se transforma na olimpíada mais gay da História


Esta é apenas uma das mais recentes imagens dos Jogos Olímpicos com vocação para acolher o coletivo LGBTQ(lésbicas, gays, transexuais, queer). Ainda que as disputas esportivas tenham o protagonismo na Rio 2016, a cada novo episódio do gênero a narrativa de respeito à inclusão se aprofunda.
O número de atletas assumidamente LGBTQ – 43 no total – é o maior da história. Um deles, o britânico Tom Daleyganhou a medalha de bronze no salto sincronizado na segunda-feira. A judoca Rafaela Silva, o primeiro ouro do Brasil, também é lésbica. E, pela primeira vez na história, duas atletas estão casadas: as também britânicas Kate Richardson-Walsh e Helen Richardson-Walsh. Na noite da cerimônia de abertura, cinco dos ciclistas que puxavam as delegações dos países eram transexuais, incluindo a famosa modelo Lea T, que abriu caminho para os atletas brasileiros.
Um contraste com o Brasil, sede das competições, onde a homofobia cresceu nos últimos anos.
Leia a notícia na íntegra no site do jornal El País.
E aquelas conquistas que enchem os olhos de lágrimas?
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BBC Brasil: Carcereiros, cortadores de cana e carregadores de mala dão a Fiji sua 1ª medalha olímpica na história


O simples fato de ter pisado no gramado do Estádio de Deodoro já foi um feito e tanto para o time de rúgbi de Fiji.
A ilha do pacífico foi atingida por um violento ciclone em fevereiro, cujo estrago foi catastrófico – mais de 40 mil casas destruídas e 44 mortos. Entre os desabrigados, estavam jogadores.
Mas uma vez na Rio 2016, o que não faltou foi vontade para aproveitar uma chance histórica.
O país, que tem pouco mais de 900 mil habitantes, conquistou sua primeira medalha olímpica nesta quinta-feira ao atropelar o Reino Unido por 43 a 7 na final. O ouro representa o primeiro pódio da ilha desde que iniciou sua participação olímpica, em 1956.
Leia a notícia na íntegra no site da BBC Brasil.
Diversidade é tudo, né? 🙂
Depois de ler esses textos cheio de argumentos para refletir sobre o assunto, é a hora de você dar a sua opinião: o que você pensa sobre os jogos olímpicos 2016 acontecendo aqui no Brasil? Esperamos seu comentário! 🙂



Camila 

