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Atualidades: O vírus Ebola

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a África vive a pior epidemia do vírus ebola da história. Guiné, Libéria e Serra Leoa, os focos do surto, são três países pobres da região, cuja situação pode piorar com o avanço da doença. Diferentemente de surtos anteriores da doença, que aconteceram em lugares isolados, este está numa região de fronteira, que conta com estradas recém-reformadas e grande fluxo de pessoas – viagens ainda são feitas em moto táxis e em ônibus lotados, o que facilita o contágio.

O Ebola, tema da aula interdisciplinar de Geografia e Biologia do Descomplica, é uma doença causada por um vírus de mesmo nome e seu principal sintoma é a febre hemorrágica, que causa sangramentos em órgãos internos. O vírus é nativo da África, onde surtos esporádicos ocorrem ao longo de décadas.

 

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Pacientes expostos ao vírus Ebola devem começar a apresentar sintomas entre dois a 21 dias após o contato com a doença, que tem início rápido. O vírus é da família Filoviridae, sendo este RNA replicante de cadeia negativa. Os sintomas iniciais se assemelham aos de uma infecção comum da gripe, malária ou cólera, como febre, dor de cabeça, garganta inflamada, dor articular e muscular e fraqueza. Conforme o Ebola progride, os sintomas tornam-se mais grave.

O ebola pode ser considerado um exemplo de doença negligenciada, que corresponde a um grupo de doenças endêmicas especialmente entre as populações pobres da África, Ásia e América Latina. Juntas, essas doenças causam entre 500.000 e 1 milhão de óbitos anualmente.

ebola

Enfermeiros protegem-se do vírus ebola, altamente contagioso

Uma questão fundamental para romper a cadeia de transmissão do ebola é entender as particularidades socioculturais das comunidades afetadas, como preceitos culturais e religiosos em relação ao trato com os cadáveres, assim como as péssimas condições sanitárias de muitos lugares nos países mais afetados. Além disso, o campo de atuação dos voluntários está diminuindo nas situações de conflito por conta dos ataques cada vez mais frequentes contra os profissionais, veículos, hospitais e instalações cujo único fim é fornecer ajuda às vítimas.

O crescimento do número de casos já causa impacto econômico em países africanos, cujas economias já são bastante fragilizadas. Multinacionais que atuam nos três países (Guiné, Libéria e Serra Leoa) começam a interromper negócios por conta do surto, que já matou cerca de mil pessoas. O fechamento das fronteiras na África Ocidental e a suspensão dos voos também têm efeito negativo sobre o comércio, o que limita a capacidade dos países para exportar e importar produtos. Além disso, o setor agrícola é o mais afetado em função de bloqueios de estradas, operados por policiais e soldados, para impedir o movimento de agricultores e trabalhadores e o fornecimento de mercadorias.

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