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Análise dos possíveis temas da redação do ENEM 2012

Galera, vim descomplicar a vida de vocês.  Trouxa uma análise minuciosa de 11 possíveis temas do ENEM.

O que acham de conferir?

Os obstáculos e desafios da nova família brasileira;

A família vem se transformando através dos tempos, acompanhando as mudanças religiosas, econômicas e sócio-culturais do contexto em que se encontram inseridas. Esta é um espaço sócio-cultural que deve ser continuamente renovadoreconstruído.

A nova família brasileira é formada cada vez mais por mulheres (mães) que agora sustentam seus filhos sem, as vezes, ter o auxílio dos pais nesse processo. Além disso, a nova família está inserida, de fato, no processo de avanço dos meios de comunicação. Com isso, há um processo de estreitamentodistanciamento na relação entre os membros de uma família. O primeiro ocorre pelos novos meios de comunicação que facilitam o contato diário entre os integrantes da família. O segundo ocorre justamente porque esses meios de comunicação fazem com que, cada vez mais, as pessoas se isolem e vivam presas em um “mundo só delas”, distantes fisicamente de suas famílias, mas conectadas virtualmente com outras pessoas.

Além disso, pode-se citar a formação de novas famílias com homossexuais e com menores de idade sustentando seus irmãos, o que é uma triste realidade vivida atualmente, visto que ainda há muitos pais que abandonam os seus filhos e os deixam sozinhos para que, ao invés de estarem na escola estudando, estão trabalhando para se sustentarem.

Em uma proposta de intervenção, poderia ser abordada a necessidade de criação de mecanismos de defesa pautados na lei que defendam a constituição de famílias entre homossexuais, já que quando duas pessoas, independente do sexo, querem constituir uma família e cuidar de “filhos”, isso deve ser respeitado. Além disso, deve-se haver, por parte dos pais, uma revisão da postura de seus filhos em relação aos novos meios de comunicação, ensinando-lhes que é o diálogo e o bom convívio também são importantes. Vale ressaltar que,geralmente, um dos grandes problemas das famílias é a distância entre seus integrantes, que costumam passar horas presos à televisão e à internet e, com isso, não se relacionarem da maneira adequada.

Até que ponto a corrupção é uma marca de nossa cultura?

Esse tema trata do jeitinho brasileiro de lidar com qualquer coisa. Inicialmente, até que ponto você acha que o corrupção é uma marca da nossa cultura? Além disso, você acha que só o brasileiro tenta burlar leis e criar novos métodos para tirar proveito de algo, ou isso é, de fato, uma característica de qualquer ser humano inserido em uma sociedade?

Após essas perguntas, na minha opinião, creio que o “jeitinho brasileiro” deve ser analisado como o “jeitinho do ser humano”. Em qualquer parte do mundo, ouvem-se e se conhecem casos de indivíduos que tentam burlar leis ou levar vantagem sobre o seu semelhante.

Assim, na redação, poderia se analisar que a prática corrupta é uma característica de praticamente qualquer indivíduo. Geralmente, para poder sobressair e se beneficiar, as pessoas costumam agir de forma ilícita e incorreta. Dessa forma, é legal que se diga que a corrupção é uma marca sim da cultura do brasileiro, mas também é importante que se ressalte que não somente os brasileiros que se corrompem em diversos níveis da sociedade.

Em uma proposta de intervenção, creio que você poderia analisar como um auxílio das redes de ensino poderia mudar um pouco dessa vontade do brasileiro de se dar bem. Repare que, com uma boa formação, as pessoas teriam menor necessidade de querer levar vantagem em tudo. Ao lado da função das escolas, a família poderá ter um papel essencial no processo de educação de seus filhos, com a passagem de valores e boas condutas para que ajam sempre da maneira mais honesta e digna possível.

Lembre-se, no entanto, que enquanto os grandes líderes de uma população (leia-se políticos) mantiverem posturas individualistas e corruptas, essa imagem do “jeitinho brasileiro” permanecerá presente nos dias atuais.

Os efeitos da ascensão social feminina nas últimas décadas;

Inicialmente, você deve pensar que as conquistas das mulheres na sociedade é algo recente, que teve seu processo iniciado a partir da segunda metade do século XX. Além disso, foi um processo longo, gradual e contínuo, com intensa luta de muitas mulheres para que conseguissem quebrar os tabus e a visão machista de muitos dos homens a respeito delas.

Além disso, você deve pensar que as conquistas delas estão inseridas em uma ordem de intensa concorrência e individualismo do mundo globalizado recente. De acordo com pesquisas, as mulheres estudam e são mais dedicadas profissionalmente que os homens, no entanto, ainda há um predomínio dos homens no mercado de trabalho. Isso pode ser explicado, pois elas disputam vagas no mercado de trabalho não só com os homens, mas também com o preconceito existente em muitos deles, o que dificulta o acesso ao mercado de trabalho.

No entanto, você não pode deixar de citar os grandes cargos exercidos por muitas mulheres, como algumas presidentes em países, como a Dilma, e com o crescente acesso a altos postos em empresas ocupados por elas.

Em uma proposta de intervenção, vocês poderiam tratar do problema que muitas mães vivem de ter que trabalhar e, ao mesmo tempo, cuidar de seus filhos. Como muito se discute por aí, a falta de acesso e de disponibilidade de creches faz com que as mães não tenham como deixar seu filho nesses ambientes para poder trabalhar integralmente. Com isso, uma busca por melhores posições no mercado fica mais dificultosa. Por fim, poderia tratar de uma necessidade de revisão de valores, já que as práticas preconceituosas em relação às mulheres não podem mais se fazer presentes em pleno século XXI.

Os jovens na atualidade: ativos ou passivos frente à política e às questões sociais?;

Acho que inicialmente, sempre que você for tratar de temas que questionam determinado grupo social na atualidade, é bom você traçar um paralelo com esse mesmo grupo social em alguma outra época. Dessa forma, acho que seria bom você comparar os jovens de hoje com os jovens na segunda metade do século XX. Na época, os jovens eram bem mais engajados e envolvidos em questões sociais. Isso foi claramente verificado no Brasil, por exemplo, na época da ditadura militar.

Você acha que, hoje em dia, os jovens estão em constante luta contra as injustiças sociais? Ou você acha que esse processo está sendo iniciado gradativamente, já que estamos vendo uma constante luta dos jovens na Primavera Árabe, por exemplo, assim como no Chile(que buscam melhorias na educação nacional)?

Outro aspecto legal de se abordar é o como a sociedade vê o jovem. Geralmente, o jovem é visto como sinônimo de perspectiva para um futuro melhor. Mas por que só o jovem? E a criança, o adulto, os idosos? Você acha que essa pressão e esse tabu em relação aos jovens são necessários?

Vale ressaltar, também, a importância das redes sociais para que os jovens expressem os seus descontentamentos com a política vigente na atualidade. Se, antigamente, a luta política era mais presencial, hoje em dia, muito se resume à lutas e exposições de conteúdos na internet e nos novos meios de comunicação em massa.

Em uma proposta de intervenção, poderia ser abordada a necessidade dos jovens se organizarem de forma mais presencial que hoje em dia. Geralmente, muitos protestos organizados na internet não são postos em prática, principalmente pelo comodismo de muitos dos jovens de hoje em dia. Com isso, é totalmente necessário que os jovens se engajem de tal maneira que tentem exercer uma influência política mais significativa. Além disso, as redes de ensino, juntamente com as famílias, são fundamentais no processo de passagem de valores mais coletivos e humanizados aos jovens.

Lixo: uma responsabilidade de todos?

Inicialmente, devemos pensar que o lixo é, sim, uma responsabilidade de todos. Não só da população como um todo, mas também dos políticos e dos que comandam as cidades e municípios. Ao pensar na realidade da cidade, vemos que ainda há uma falta de recursos destinados à prática de reciclagem de lixo. Em virtude disso e por isso, encontramos milhares de catadores de lixo que, informalmente, vivem do lixo e no lixo.

Além disso, devemos pensar no papel de cada cidadão no problema do lixo. Ainda hoje, vemos centenas de pessoas que ainda não possuem essa consciência social de que é necessário que o lixo seja jogado no lixo. Dessa forma, há dois problemas nisso: o acúmulo de lixos e a sua reciclagem se tornam mais difíceis e o lixo jogado na rua pode contaminar rios, mares e lagos, podendo gerar, além disso, morte dos seres vivos que se encontram nesses lugares.

Outro ponto a se destacar é a necessidade de prevalência dos aterros sanitários em detrimento dos lixões. Enquanto o primeiro, que prevalece nos países desenvolvidos, é a solução menos contaminadora e mais limpa, o segundo é muito encontrado ainda no Brasil, por exemplo, e gera consequências assustadoras.

Por fim, em se tratando de uma proposta de intervenção, vamos pensar em soluções OBJETIVAS:

• Governo investir na construção de aterros sanitários, que é a solução mais viável para o lixo;

• Necessidade de haver um mecanismo de acúmulo de lixo mais eficiente, o que faria com que não encontrássemos tantos trabalhadores informais vivendo do lixo(no entanto, deve-se haver alguma proposta de inclusão desses trabalhadores);

• Papel das escolas no processo de ensino da real necessidade do lixo ser jogado no lixo, mostrando aos alunos quais as consequências do lixo jogado nas ruas.

• Projeto mais eficiente, por parte do governo, de reciclagem de lixo, unindo a população nesse processo e trazendo benefícios àqueles que contribuírem com a reciclagem.

A importância de um grande evento em território nacional e suas consequências (Copa 2014 e Olimpíadas 2016);

De fato, há uma intensa interação entre política e o esporte em épocas de grandes eventos mundiais. Podemos pensar nessa interação, por exemplo, em território nacional para 2014 e 2016 por dois legados distintos: o positivo e o negativo.

O primeiro pode ser percebido no intenso investimento existente na infraestrutura da cidade do Rio de Janeiro. Com isso, a rede de transportes e a facilidade de locomoção dos brasileiros tende a melhorar e ser mais rápida. Além disso, o comércio tende a ser valorizado e estimulado. Ademais, o número de hotéis está crescendo, o que impulsionará o turismo na época dos Jogos Olímpicos.

Outro ponto legal a se tratar é a necessidade de boa imagem que o Brasil necessita passar para o mundo. Geralmente, a imagem do europeu sobre o Brasil é de um país de terceiro mundo, de pobreza e de miséria. No entanto, a realidade nacional não é tão somente essa.

O lado negativo será visto quando se lê notícias de pessoas que estão sendo desapropriadas de suas casas e moradias, por parte do governo, para usar o espaço desapropriado para a criação de alguma estrutura que vise a melhoria dos Jogos no Rio. Além disso, o número de assaltos tende a crescer, ainda que haja um maior investimento em segurança na época de eventos desse porte.

Em uma proposta de intervenção, você deve pensar que o governo tende a investir mais nos atletas e na prática de exercício. Para isso, o que deveria ser feito – mas não o é – seria o investimento da prática esportiva na escola, juntamente com uma educação de qualidade, para que os jovens possam representar o país da melhor maneira possível nas Olimpíadas. Além disso, as verbas públicas devem ser destinadas à melhorias internas, e não à interesses próprios dos governantes.

O uso do esporte como meio de ascensão e inclusão social;

A prática esportiva é, de fato, uma saída para que algumas pessoas, antes marginalizadas e excluídas socialmente, possam adquirir um espaço mais digno na sociedade. Esse mecanismo de ascensão social é extremamente promovido pelo esporte.

Outro ponto legal a se destacar é como a o a prática esportiva frequente auxilia o bem-estar das pessoas, que se sentem mais saudáveis e, ao mesmo, tempo, com mais energia. O esporte é, de fato, uma espécie de regeneração e renovação diária dos indivíduos. Além disso, você pode destacar como a prática de esportes contribui para a construção de uma identidade nacional mais sólida.

Por fim, salientar que é totalmente necessário que o governo invista maiores verbas no esporte para estimular jovens a praticá-lo.

Em uma proposta de intervenção, você poderia falar da real necessidade do governo investir verbas destinadas à valorização do esporte em ambientes escolares, para que o esporte seja mais praticado no país. Além disso, poderia ser criado algum plano que unisse o esporte à educação, ou seja, os jovens que estudassem e se dedicassem ao esporte poderiam – e deveriam – ser valorizados pelo governo.

A valorização dos indígenas em território nacional;

Desde a época do descobrimento do Brasil, os índios tiveram o seu papel na construção da identidade nacional do país. Por exemplo, na época do Romantismo, além das paisagens naturais, o índio foi usado como símbolo nacional.

Com isso, por que os índios são tão pouco valorizados em nosso país? Como muito se sabe, os indígenas possuam rituais e costumes que já foram absorvidos pela população, como por exemplo, a pintura do corpo com fins artísticos e culturais.

Além disso, vale ressaltar que um dos principais impasses para a convivência harmônica entre os índios e o resto da população diz respeito aos problemas na demarcação de terras indígenas. Muitos latifundiários e membros das elites disputem e costumam invadir as terras indígenas para enriquecer e desfrutar dessas terras.

No entanto, vale acrescentar que a Constituição de 1988, A cidadã, valorizou os indos com a demarcação de suas terras.

Em uma proposta de intervenção, poderia se abordar a necessidade das escolas de se valorizar o ensino da cultura indígena a seus alunos. Para isso, no ensino fundamental, poderia ser criada alguma matéria que trouxesse aos jovens a importância que os índios tiveram e têm no nosso dia a dia. Além disso, podem-se criar outros mecanismos pautados na lei que defendam esse grupo, como o que ocorreu na constituição de 1988.

A violência no Brasil: fruto da desigualdade social?

Como todos devem saber, um dos principais problemas sociais no Brasil é a violência. Pensando sobre esse assunto, podemos pensar algumas causas para isso: falta de instrução do brasileiro, que acredita que a violência é a solução para qualquer conflito ou problema; uso da violência como forma de protesto contra as más condições de vida e a desigualdade social evidente; violência como forma de disputa de ideologias distintas, por exemplo, entre torcidas organizadas, que não são tolerantes aos que não seguem o que elas seguem.

Sobre o tema, poderia ser abordada a ideia de que a violência não é somente um fruto da desigualdade social. Como vocês devem saber, ela vai muito além disso, e possui raízes distintas e múltiplas. É claro que uma das grandes causas para as agressões e brigas excessivas é o problema de falta de oportunidades iguais a todos. No entanto, podemos ver a violência como problemas que podem ser vistos como individuais e precisam ser observados de casos para casos.

Em uma proposta de intervenção, poderíamos abordar os seguintes pontos: Enquanto o Estado não tentar garantir condições iguais aos brasileiros, muitos usarão a violência como solução para essa triste realidade nacional; além disso, poderíamos falar da necessidade das redes de ensino e das famílias de educarem seus alunos e filhos de forma que passagem valores mais humanos e coletivos a eles e, com isso, saberiam a real importância de se viver em harmonia com seus semelhantes.

Como conciliar o progresso econômico com o desenvolvimento sustentável (devido ao Rio+20 e ao Novo Código Florestal) ;

Uma questão muito debatida hoje em dia é a conciliação do progresso econômico com o desenvolvimento sustentável. Um dos principais pontos dessa questão é a ação dos grandes latifundiários que buscam crescer economicamente e, para isso, torna-se inevitável que usem e explorem excessivamente a natureza. Com isso, surge-se um impasse crescente: de um lado, temos os ambientalistas que defendem a preservação da natureza e que acham que a sua exploração deve ser pensada e pontual, já que os recursos naturais são finitos. De outro, surgem os progressistas que visam o enriquecimento imediato e sem barreiras.

Outro ponto legal a se tratar é o do consumo sustentável. Para isso, podemos pensar na regra dos três “erres”: redução, que se recomenda diminuir o consumo de produtos desnecessários; o segundo R, de reutilização, que sugere que se reaproveitem embalagens, plásticos e vidros, por exemplo; por último, o terceiro e último R, de reciclagem, que orienta separar o que pode ser transformado em outro produto ou, até mesmo, em produto semelhante.

Pensando em uma proposta de intervenção, poderíamos pensar na ação do governo de forma a controlar o consumo excessivo dos grandes latifundiários, fazendo com que haja um limite na exploração dos recursos naturais existentes. Além disso, poderíamos falar da necessidade, por exemplo, das escolas criarem palestras ou aulas que explicassem a necessidade de se cuidar do meio ambiente, com a exposição de conteúdos sobre modos de reciclagem de matérias e formas de não contaminação do meio ambiente.

A arte como forma de reinventar o ser humano;

Inicialmente, podemos pensar que a arte é uma forma do ser humano se expressar e expor seus sentimentos: angústias, alegrias, sofrimentos ou qualquer outro tipo de sentimento. Além disso, poderíamos pensar que a arte é uma meio pelo qual o indivíduo pode criar o incriável, ou seja, pode criar o que lhe for conveniente ou imaginável, além de demonstrar, por exemplo, como seria o mundo ideal para ele, ou como ele enxerga o mundo.

Outro ponto a se tratar seria que não é difícil perceber como a arte promove alterações em nosso estado de espírito e em nossas atitudes. A arte é, de fato, uma certa fuga da realidade.

Vale ressaltar, ainda, que muita gente acredita que a arte é exclusiva das elites, ou seja, é algo que somente chega às elites e que somente os mais abastados têm condições de se empenhar em grandes obras de arte. No entanto, muitos esquecem que arte também é o folclore de determinado grupo, as manifestações culturais, a pintura do corpo por parte dos índios, além das danças expressivas de determinado povo.

Em uma proposta de intervenção, poderíamos tratar da necessidade do governo promover e incentivar, nas escolas públicas, gincanas literárias e artísticas, de modo que os que apresentarem melhores conteúdos artísticos ganhariam prêmios. Esse seria um bom incentivo para os jovens se manifestarem artisticamente. Além disso, poderíamos pensar na criação de uma matéria específica no ensino fundamental que faça com que os jovens possam, semanalmente, expressar o que sentem por meio de pinturas e outras tantas manifestações.

Abraços,

Diego