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A Narração – início

Olá!

Como prometi no último post, hoje inicio um outro gênero textual: a narração.

Todos conhecemos um texto predominantemente narrativo: ele está presente em livros, contos, historinhas… porque, basicamente, é isso: a narração conta uma história (fatos ocorridos), de alguem em algum momento no tempo. Isso quer dizer que esse tipo de texto é marcado pela temporalidade, ou seja, a progressão temporal é essencial para o seu desenrolar, ainda que isso não necessariamente se dê em uma ordem cronológica. Além disso, é importante saber que os fatos envolvem personagens, e as ações se direcionam para um confito, que requer uma solução.

Ainda que o texto narrativo seja o desenrolar verbal de uma história, não devemos confundi-lo com o relato (que já estudamos aqui no Desconversa!). O relato se caracteriza por ser o desenrolar de fatos reais (viagens, passeios, acontecimentos históricos, boletins de ocorrência, reportagens, autobiografias, etc.). Por outro lado, a narrativa pode ser ficcional, sendo assim, fruto de uma imaginação criadora e podendo, ou não, manter laços com o mundo real. Por isso, se os acontecimentos e personagens narrados se aproximarem muito da realidade, falamos que a narrativa é verossímil. Se, pelo contrário, se mostrarem absurdos, ou muito improváveis, dizemos que a narrativa é inverossímil.

É importante atentarmos para o seguinte fato: em vestibulares, quando existe a proposta de uma narrativa, não podemos escrever tudo que queremos. Além de um número limitado de linhas, que não se deve ultrapassar (via de regra, no Rio de Janeiro se pede 30 linhas e, em São Paulo, de 40 a 60), a banca dá ao candidato uma situação específica que deve ser narrada. Ou seja, não é um “trabalho livre”. Por isso, no próximo post, voltarei com os principais elementos da narrativa ficcional! Não percam!

Até lá!