Enem e Modernismo no dia da independência
Retumbem as cornetas!! Comemoremos o 7 de setembro!
Ok. Se você não está assim com tanto ânimo pra dar um pulinho na Presidente Vargas e assistir ao desfile militar anual em comemoração a independência do Brasil, ao menos atente para o seguinte: é muito provável que a prova do Enem cobre conhecimentos seus a respeito do valor da cultura nacional na produção escrita brasileira. E de onde viriam as melhores questões a esse respeito? Pois é, das aulas de literatura em que você estava tirando uma soneca enquanto o professor falava sobre o movimento modernista. Por isso, vou quebrar seu galho e fazer uma breve síntese a respeito da contribuição dessa tão importante escola para a literatura brasileira.
Lembremos da prova de 2007, em que inúmeras questões utilizaram textos de autores modernistas e que faziam referência a este movimento. E por que é comum, não só no Enem, mas também na maioria das provas para universidades, serem cobrados conhecimentos sobre o Modernismo? Simples, muito simples. Durante o período inicial do século XX e nas décadas que se seguiram, houve uma proposta muito consistente de revitalização da cultura nacional, com ideais renovadores que se propunham a tornar o patrimônio cultural, linguístico, folclórico e filosófico brasileiro (sentiu aí alguma familiaridade com o Enem?) o centro das atenções da arte e das relações culturais e sociais de uma forma geral. E foi no Modernismo, surgido nesta época, que essas ideias puderam ser postas em prática, já que a escola era fruto do esforço de intelectuais para tornar real uma valorização dos moldes nacionais.
Lembremos que muitos conceitos sobre divulgação cultural que se disseminaram no Modernismo tiveram berço em outras escolas. Alguns autores no período do Pré-Modernismo já utilizavam uma linguagem mais próxima do falar cotidiano do homem brasileiro, já abordavam temas sobre a realidade do indivíduo que vivia nas áreas mais isoladas do país e tratava sobre os problemas que eles sofriam. Essa marca foi intensamente difundida na literatura modernista. E não podemos esquecer que foi no Romantismo que o conceito de literatura nacionalista surgiu, sob uma ótica idealizada com certeza, mas ainda assim foi o primeiro vislumbre da proposta utilizada pelos modernistas.
Não podemos deixar de dizer que a escola modernista produziu uma quantidade imensa de autores que se destacaram não só por tratarem de questões intimistas do espírito humano, assim como de problemáticas sociais como a guerra e a seca, tratando ainda da beleza do Brasil enquanto nação que abriga belas paisagens, belas mulheres e seres humanos dotados de força de renovação. É no Modernismo que se encontram presentes os eixos temáticos mais convenientes a serem tratados nas provas, por tratarem de questões que ainda são atuais e presentes. Daí a importância do estudo sobre esse período da literatura brasileira. O Enem, enquanto prova politizada, que busca a integração entre homem e sociedade, vai buscar nos textos de Guimarães Rosa, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond (só pra citar alguns) o conteúdo de suas questões, visto que o Modernismo refletiu com perfeição a imagem do brasileiro em suas múltiplas facetas. Que fique claro, no entanto, que saber tudo a respeito desse período não vai salvar sua vida: nada impede que a prova cobre, por exemplo, uma questão sobre Machado de Assis (que não foi menos importante que os demais citados). Portanto, procure ter um conhecimento, se não profundo, ao menos geral, a respeito de todas as escolas literárias brasileiras.
Ligue a TV, espere uma transmissão ao vivo do desfile de 7 de setembro e dê uma lida em Macunaíma. Você não estaria sendo mais patriota assistindo ao jogo da Seleção…
Grande abraço.



Camila
Redação 
