Extra! Extra! O Desconversa te mostra 3 manchetes inéditas (que não aconteceram) sobre a crise da URSS

28/09/2016 João Gabriel Guerreiro

Saiba tudo o que aconteceu (e o que não aconteceu) na crise da URSS.

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Leia com atenção e bastante concentrado para não cair em pegadinhas!

É muito importante aprender História utilizando fontes documentais como jornais e revistas de época. Olhando para as manchetes, podemos ter referência de tudo o que estava se passando naquele momento, podendo, assim, contextualizar fatos e acontecimentos.

Pois bem, e se o Desconversa te mostrasse com manchetes o QUE NÃO ACONTECEU na década de 1980 e 1990, relacionado a crise do socialismo soviético? Será que você saberia diferenciar para não cair em pegadinhas do vestibular? Para isso não acontecer, acompanha com a gente aqui.

1 – A Glasnost e a Perestroika

Quando a URSS entrou na década de 1980, já apresentava sinais de estagnação e enfraquecimento econômico. Os dois choques do petróleo ocorridos na década de 1970 (Yom Kippur e Revolução Iraniana), um declínio das petrolíferas da URSS e uma política agressiva do presidente norte-americano Ronald Reagan mudaram o cenário da Guerra Fria na década de 1980 e, por conta disso, os soviéticos começaram a apresentar sinais de enfraquecimento.

Mikail Gorbatchev assumiu a URSS em 1985 e tão logo anunciou duas medidas importantes que decretariam o futuro do socialismo soviético. Estamos falando da Glasnost (transparência política) e Perestroika (reestruturação econômica). A URSS caminhava tanto para uma abertura para o capital estrangeiro, com entrada de indústrias em sua nação, como também para a democratização do seu regime, adotando eleições e o pluripartidarismo.

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Gorbatchev não negou a Glasnost e a Perestroika, mas sim as defendeu como proposta de seu governo.

2 – A queda do Muro de Berlim

Um dos momentos mais simbólicos do falecimento da URSS na década de 1980 foi a queda do Muro de Berlim, na capital da Alemanha. Construído em 1961, no momento mais crítico da Guerra Fria, o muro separava Berlim Ocidental (controlada pelos Estados Unidos) de Berlim Oriental (controlada pelos soviéticos).

A separação da Alemanha e também de sua capital em zonas de influência marcava justamente a principal característica geopolítica da Guerra Fria: a bipolaridade. Em 1989, a queda representou o fim dessa bipolaridade e indicou que a URSS não sobreviveria por muito mais tempo. Dois anos depois, no governo de Boris Ieltsin, a URSS se desintegrou.

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O Muro de Berlim foi um dos principais símbolos da Guerra Fria e caiu sim em 1989.

3 – Revoluções se espalham na década de 1990

Com o enfraquecimento da URSS na década de 1980 e sua desintegração em 1991, uma série de rebeliões e revoluções começaram a se espalhar pelo Leste Europeu. A maioria dos países que faziam parte da antiga URSS iniciaram seus movimentos separatistas, que reforçaram justamente uma crítica ao modelo socialista. Tchecoslováquia, Romênia, Estônia, Lituânia e Letônia foram as principais nações que conseguiram realizar seus movimentos de independência.

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A população do Leste Europeu criticava a persistência do modelo socialista.

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João Gabriel Guerreiro

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