Qual o panorama da geopolítica mundial e seus conflitos?

12/06/2017 Thomas Menezes

Já discutimos qual seria a Nova Ordem Mundial e as diversas implicações dessa mudança significativa de poder na escala global. Mas você saberia nos responder sobre as principais questões dessa nova agenda geopolítica mundial?

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Calma, se você não sabe nem o que é geopolítica, esse resumo vai garantir que você compreenda quais assuntos estão bombando nas relações internacionais. Confira!

O que é geopolítica mundial?

Na Academia, o termo geopolítica tem como essência uma conotação estratégica, muitas vezes militar, acerca de ações envolvendo controle de territórios dos Estados Nacionais, criação de organizações, como a ONU, etc, interpretando o que está acontecendo na política dos dias atuais a partir de informações geográficas. Em contrapartida, o termo geografia política faz mais referência à organização dos Estados, das regiões, das entidades administrativas, das fronteiras e seus respectivos habitantes, se preocupando mais com as relações. Mas, no uso comum, ambos os termos representam a Geopolítica Mundial.

Constatamos que, nos dias de hoje, devido à globalização e à queda do mundo bipolar, os laços e relações entre os países se multiplicaram, se tornaram mais complexos e se diversificaram. Nas décadas recentes, os grandes centros universitários aumentaram – e muito – o número de seções sobre geopolítica, respondendo a uma demanda crescente de análises ditas dessa área.

Com suas pesquisas sobre as interações entre as grandes regiões e zonas do mundo (energética, matérias-primas, fluxo de mercadorias, rotas de comércio etc.), a geopolítica se interessa naturalmente na política internacional e seus aspectos diplomáticos. A escala de atuação das pesquisas, portanto, é a escala global, internacional. Alguns autores, porém, argumentam e realizam trabalhos sobre uma geopolítica interna, ou seja, com uma escala intranacional.

Principais questões da geopolítica contemporânea

Como dito, os principais assuntos sobre o qual se debruçam os pesquisadores da citada área são as interações internacionais. É, portanto, uma área muito ampla. Separamos aqui alguns dos principais tópicos de discussão, que podem vir a cair no seu vestibular!

Qual o panorama da geopolitica mundial e seus conflitos?

Crise mundiais são iniciadas e resolvidas através da geopolítica

  • Questões demográficas ligadas à superpopulação mundial;
  • Questões demográficas ligadas ao fluxo desordenado de populações, imigrações não controladas/ilegais etc.;
  • Questões culturais, relacionadas ao uso/desaparecimento de línguas, aculturamento etc.;
  • Globalização;
  • Recrudescimento de ameaças terroristas;
  • Risco de proliferação Nuclear (Irã, Coréia do Norte etc.);
  • Acesso à água potável e a saneamento básico (Turquia, Síria, Israel, Ásia, África, Brasil, etc.);
  • Zonas de pesca;
  • Recursos agrícolas e usinas de biocombustíveis, essencialmente no Brasil;
  • Acesso aos recursos da África e do Oriente Médio;
  • A rede urbana mundial e suas conseqüências (pólos administrativos, tecnológicos etc.);
  • Uso e locais propícios para energias alternativas;
  • Riscos fronteiriços;
  • Conflitos;
  • Problemas regionais causados por problemas internos (regionalismo, autonomia, separatismo, independentismo): Canadá, Europa, África etc;
  • Influência dos EUA na atualidade.

Principais conflitos da atualidade

Qual o panorama da geopolitica mundial e seus conflitos?

Tanque Rebelde dizendo “Alou” na Ucrânia

Os principais conflitos da atualidade envolvem tanto questões de disputas internacionais, como os conflitos do Oriente Médio, quanto questões internas que evoluíram para questões regionais, como as FARC, o caso da Ucrânia, da Síria, dentre outros. Esses são conflitos armados que vitimam milhares de pessoas e causam intensos debates entre as nações.

Outra característica fundamental para se entender os conflitos atuais é o papel do terrorismo. A partir do icônico atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, em que membros da Al Qaeda explodiram as Torres Gêmeas, em Nova York, o terrorismo passou a ser o principal inimigo dos Estados desenvolvidos. A Doutrina Bush se pautou no combate ao terrorismo e diversos ataques, tanto a países do Oriente Médio quanto a direitos individuais dos seus próprios cidadãos, foram justificados por essa Guerra ao Terror.

Exercícios

1. (UFPR) Os acontecimentos políticos ocorridos na Europa a partir de 1989 promoveram a reorganização de alguns países. Assim, é correto afirmar que:

(01) Reapareceram como estados soberanos as Repúblicas Bálticas: Estônia, Letônia e Lituânia, que integravam a URSS desde a Conferência de Yalta.
(02) A Albânia, país balcânico, agregou ao seu território a província de Montenegro, porção da antiga Iugoslávia.
(04) A Alemanha reunificou-se com a anexação dos antigos reinos da Prússia e Boêmia.
(08) A Tchecoslováquia teve seu território desdobrado em dois novos estados independentes: a República Tcheca e a República Eslovaca.
(16) Surgiu a República da Moldávia, agregando porções dos territórios da antiga URSS, Polônia e Romênia.

Soma = (   )


2. (Fuvest 2010)
 A Organização dos Estados Americanos (OEA) revogou, por meio da Resolução de 03/06/2009, a decisão, tomada em 1962, que excluía Cuba dessa organização. Em relação a esse tema, é correto afirmar que

a) os países membros impuseram, como condição para a volta de Cuba à OEA, o cumprimento do acordo de fechamento da prisão de Guantánamo.
b) o retorno de Cuba à OEA deve resultar de um processo de diálogo a pedido do próprio governo cubano.
c) a atual decisão da OEA foi criticada por países da América do Sul que não fazem parte dessa organização como, por exemplo, Venezuela e Bolívia.
d) o Brasil não participou da decisão da OEA, em junho de 2009, mantendo-se alheio ao processo de diálogo e de negociação com Cuba.
e) os EUA retiraram-se do processo de discussão da referida Resolução por discordarem da readmissão de Cuba à OEA.


3. (PUC-SP)
Na atual fase da chamada globalização (ou mundialização) das relações socioeconômicas, destaca-se o fenômeno da formação de blocos regionais. São os casos da União Européia, do Nafta, do Mercosul e outros. Há até quem diga que essas associações estão se transformando em “superestados”, encerrando a tendência de fragmentação de territórios. Considerando as afirmações abaixo, assinale o conjunto de alternativas corretas:

  1. No interior da União Européia, diante dos progressos socioeconômicos obtidos até este momento, já se pode afirmar que as velhas reivindicações separatistas foram plenamente superadas, como demonstra o caso dos bascos, na Espanha;
  2. Com a dissolução do regime socialista no Leste Europeu, intensificou-se o processo de fusão dos estados nacionais, como demonstra o caso da CEI – Comunidade dos Estados Independentes, superando-se um quadro anterior de excessiva fragmentação territorial na região da ex-URSS.
  3. As transformações mundiais ligadas à globalização não estão impedindo o surgimento ou a intensificação de fortes movimentos nacionalistas e separatistas, como no caso do Canadá, onde o acordo do Nafta não interferiu no separatismo existente no Quebec;
  4. A China socialista, a partir da abertura para o capital estrangeiro, beneficia-se da globalização econômica, com um crescimento econômico notável repercutindo sobre a qualidade de vida, eliminando assim antigas tensões separatistas com o Tibet.
  5. Os povos africanos, vítimas históricas da fragmentação territorial construída pelo colonialismo europeu, convivem ainda com rivalidades de toda ordem, como demonstram as várias guerras regionais, exemplificadas no trágico conflito de Ruanda.

a) 1, 2 e 3.
b) 2, 4 e 5.
c) 1 e 4.
d) 3 e 5.
e) 4 e 5.


4. (ENEM 1998)
 “Os efeitos abomináveis das armas nucleares já foram sentidos pelos japoneses há mais de 50 anos (1945). Vários países têm, isoladamente, capacidade nuclear para comprometer a vida na Terra. Montar o seu sistema de defesa é um direito de todas as nações, mas um ato irresponsável ou um descuido pode desestruturar, pelo medo ou uso, a vida civilizada em vastas regiões. A não-proliferação de armas nucleares é importante. No 1º domingo de junho de 98, Índia e Paquistão rejeitaram a condenação da ONU, decorrente da explosão de bombas atômicas pelos dois países, a título de teste nuclear e comemoradas com festa, especialmente no Paquistão. O governo paquistanês (país que possui maioria da população muçulmana) considerou que a condenação não levou em conta o motivo da disputa: o território de CAXEMIRA, pelo qual já travaram 3 guerras desde sua independência (em 1947, do Império Britânico, que tinha o Subcontinente Indiano como colônia). Dois terços da região, de maioria muçulmana, pertencem à Índia e 1/3 ao Paquistão”.

Sobre o tempo e os argumentos podemos dizer que:

a) a bomba atômica não existia no mundo antes de o Paquistão existir como país.
b) a força não tem sido usada para tentar resolver os problemas entre Paquistão e Índia.
c) Caxemira tornou-se um país independente em 1947.
d) os governos da Índia e Paquistão encontram-se numa perigosa escalada de solução de problemas pela força.
e) diferentemente do século anterior, no início do século XX, o Império Britânico não tinha expressão mundial.

Gabarito

1. 25

2. B

3. D

4. D

Thomas Menezes

Thomas Menezes escreveu 11 artigos

6 Comentários para este artigo

  • Julio Barbosa
    08/04/2015

    A Resposta da 1 é A? Não seria um resultado numérico do valor das soma das respostas correta?

    • Thomas Menezes
      13/04/2015

      Verdade, Julio. É que foi adaptado de uma questão que tinha opções com valores de soma! A resposta é 25! =)

  • Thainá
    10/04/2015

    Adorei o post! Só queria alertar que a data do atentado do 11/09 está como 11/7/2001!

    • Thomas Menezes
      13/04/2015

      Obrigado, Thainá! Não sei que loucura deu na hora de colocar o mês :O

  • Júllyo César Domingos dos Santos
    11/04/2015

    Gostaria de fazer uma correção pois está escrito 11/7 ao invés de 11/9.

    • Thomas Menezes
      13/04/2015

      Obrigado, Júllyo! =)

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