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Fuvest muda lista de leituras obrigatórias para vestibular 2018

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“Minha vida de menina”, de Helena Morley, entra no lugar de “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, na lista de livros obrigatórios da Fuvest 2018

A Fuvest fez uma alteração hoje, 15, na lista de leituras obrigatórias para o vestibular 2018: “Capitães de Areia”, de Jorge Amado foi substituído por “Minha Vida de Menina”, da autora mineira Alice Moyer, pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant. Fora isso, a lista de obras continua a mesma – os candidatos ainda precisam ler 10 livros para a prova.

Livros obrigatórios para o vestibular Fuvest 2018

  • Iracema, José de Alencar;

  • Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis;

  • O Cortiço, Aluísio Azevedo;

  • A cidade e as serras, Eça de Queirós;

  • Minha vida de menina, Helena Morley;

  • Vidas secas, Graciliano Ramos;

  • Claro enigma, Carlos Drummond de Andrade;

  • Sagarana, João Guimarães Rosa;

  • Mayombe, Pepetela.

O livro de Jorge Amado era cobrado pela Fuvest desde 2010. A Fundação decidiu que a lista de leituras obrigatórias definida no ano passado seria válida para os vestibulares 2017, 2018 e 2019, mas, mesmo assim, fez a mudança de última hora. A declaração é da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade de São Paulo (USP).

Alice Dayrell Caldeira Brant foi uma autora mineira filha de pai inglês e mãe brasileira, nascida em 1880. Naquela época, a educação das meninas era super rígida. Incentivada pelo pai a escrever um diário para organizar a sua rotina, Alice aproveitava essa brecha na sua rotina para escrever comentários espertinhos sobre seus professores e situações que aconteciam na sua vida. Mais que tudo, o diário era uma forma de uma adolescente de 15 anos expressar sua opinião em uma época em que as minas não tinham voz.

Anos depois, seu diário foi publicado em 1942 com o título de “Minha Vida de Menina”. Só gente importante, como o crítico literário Roberto Schwarz, aprovou o livro. Mais do que isso, o especialista disse que “Minha Vida de Menina” é tão importante quanto obras de Machado de Assis, por representar muito bem a realidade do Séc. XIX. O livro ainda ganhou adaptação para o cinema e foi traduzido para a língua inglesa pela poetisa Elizabeth Bishop.

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