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É realmente f*da passar na Fuvest?

A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) já divulgou o calendário do vestibular que irá selecionar os próximos bixos da Universidade de São Paulo (Usp). A instituição é citada constantemente nos rankings de melhores instituições de ensino superior do país. Inclusive, alguns dos seus cursos são classificados como alguns dos melhores do mundo. Toda essa importância faz com que a seleção para entrar na instituição seja muito concorrida. O vestibular pode ser até um pouco intimidador, mas fica tranquilo que super dá para passar na Fuvest, sim!

SE LIGA AQUI COMO FAZER A REDAÇÃO PERFEITA PARA PASSAR NA FUVEST

O Descomplica convocou uma das nossas ex-alunas da turma de 2016, a Ingrid Benício, bixete de Letras na Usp, para contar um pouco como sobre o método dela de preparação para esse vestibular. A Ingrid também passou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj) e na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC – Minas), ambas no curso de Letras. Então, fica ligado nessas dicas porque a prova tá chegando. Nós queremos ver todo mundo na faculdade ano que vem!

Manual do candidato

Você pode tirar a maioria das suas dúvidas em um só lugar:  o Manual do Candidato. Todos os anos, a Fuvest divulga esse documento alguns meses antes da primeira fase do vestibular. Ler o manual na íntegra é essencial para saber as alterações que podem ter sido feitas para o seu ano de provas! Por exemplo, a fundação mudou a lista de leituras obrigatórias já para o próximo vestibular.

Além disso, o manual do candidato tem informações extras que podem ajudar na sua preparação para o vestibular. Dá para conferir os critérios de correção da redação, por exemplo. Saber exatamente o que a banca avaliadora espera de você é crucial para garantir sua vaga na faculdade, já que no vestibular da Fuvest a redação compõem 12,5%  da sua média total. Pratique seus textos tentando colocar essa metodologia em prática. Assim, ficará mais fácil de produzir uma boa redação no momento da prova.

Os candidatos também podem saber os métodos de preenchimento de vagas de cada programa da Fuvest. Mesmo que a prova feita e aplicada pela fundação seja o modelo de seleção mais expressivo na Usp, algumas vagas são destinadas a outros métodos de avaliação. Existem ainda o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o PASUSP, o  Programa de Avaliação Seriada da universidade, entre outros.

Outro detalhe importante que você pode encontrar no manual é a descrição de cada curso de graduação que a Usp oferece. O documento especifica tudo: desde as matérias específicas que são cobradas na segunda fase até as áreas de atuação em que você poderá trabalhar depois que se formar. Muitos vestibulandos ficam muito confusos na hora de se inscrever nos vestibulares porque não tem certeza do curso que querem fazer. Essa parte do manual pode te ajudar a decidir que carreira seguir.

Organização é a palavra de ordem

O roteiro de matérias da Fuvest é extenso. Super dá para estudar todo o conteúdo até as datas da provas de primeira e segunda fase, porém você precisa seguir à risca um cronograma de estudos que planeje toda a sua preparação para o vestibular. A Ingrid dividiu o seu ano em dois semestres. Durante o primeiro, a estudante de Letras intercalava as aulas online com alguns afazeres domésticos.  Sempre seguindo a sequência de aulas, leitura da matéria daquele dia e finalizando com exercícios.

“A partir do segundo semestre, quando começa o Empurrão para o ENEM, minhas horas-aula aumentaram. Além de toda a rotina normal, eu assistia as aulas do programa no período da noite e também comecei a acompanhar as aulas específicas sobre as leituras obrigatórias que caem no vestibular da Fuvest”, afirma Ingrid. Porém, mesmo que a rotina de estudos seja puxada, também é importante organizar até o seu momento de descanso!

Estudar sem parar não é efetivo porque seu cérebro preciso de intervalos de tempo para absorver o que você aprendeu. A Ingrid disse que não fazia nada relativo ao vestibular nos domingos. Aos sábados, ela aproveitava para estudar a matéria que acumulava durante a semana. “No final de semana, eu também aproveitava para responder um número maior de exercícios de Matemática, já que tinha dificuldade nessa matéria”, complementa a estudante. Lembre-se sempre: organização é tudo, mesmo nos momentos de lazer!

As leituras obrigatórias

Um dos grandes diferenciais da Fuvest é a sua lista de leituras obrigatórias. Em ambas as fases do vestibular, os candidatos precisam responder algumas questões sobre os livros especificados. Mas, não se iluda porque ficar só nos resumos não vai te dar garantia de nada nessas provas. A Fuvest elabora perguntas de profundidade justamente para saber quais candidatos estudaram a fundo as obras da lista. Só acerta quem leu tudo, principalmente na segunda fase que é composta por questões dissertativas!

Logo no começo do ano, a Ingrid reservava um parte do dia para se dedicar ao estudo dessas obras: “Como eu sabia que teria um adicional de leituras obrigatórias, então, tive que encaixar um tempinho para essas leituras no meu planejamento. Os títulos obrigatórios foram liberados um mês após meu início no Descomplica. Por causa desse ‘atraso’, eu organizei exatamente a quantidade de páginas que eu leria por dia para que toda elas fossem finalizadas um mês antes do vestibular”, compartilha a estudante.

Além disso, as questões do vestibular da Fuvest também abordam outros fatores que dizem respeitos às obras, como o contexto social em que o livro foi escrito, história da vida do autor, escola literária que a história faz parte, entre outros pontos. É muito importante que o candidato também se dedique bastante ao conteúdo de literatura para poder compreender as questões por completo. “Eu sempre lia os livros depois das aulas do Diogo. Diga-se de passagem que essa foi a minha parte favorita de estudar para o vestibular”, afirma.

Bendita seja a redação

Como falamos, a redação compõem 12,5% da sua nota total no vestibular. Isso é muita coisa considerando que esse valor é composto por apenas uma prova. Não dá para vacilar nesta parte tão decisiva da seleção e você precisa de muito foco para aprender a fazer um bom texto. Durante o primeiro semestre, a Ingrid fazia uma redação por semana: “Na sexta-feira, como eu tinha mais facilidade com as aulas que tinha naquele dia (no meu cronograma eram Português/Filosofia ou Português/Literatura), eu optava por produzir a redação da semana neste dia e enviar para a correção do Descomplica”.

Já a partir do segundo semestre, sua rotina de estudos foi ficando cada vez mais intensa. “Depois do ENEM e das provas da primeira fase, comecei a me preparar para as provas dissertativas que faria em janeiro”, afirma Ingrid, “precisei estudar para a redação de ambas as provas que eram diferentes do modelo ENEM que eu conhecia. Segui num ritmo com muito mais de prática até o início da segunda fase da Fuvest”, termina.

Uma característica da Fuvest como banca é elaborar provas de um certo nível de complexidade. Isso vale para todas as matérias, inclusive a redação. O gênero textual cobrado é o dissertativo-argumentativo.  As propostas, em geral,  abordam temas sociais. Os candidatos já tiveram que expor seus pontos de vista sobre “Consumo”, “Utopia” e “Participação Política”, por exemplo. Também não é raro os textos de apoio fazerem referência a conceitos de políticos, de filósofos e de sociólogos.  Por isso, praticar muito é imprescindível! Confira bons modelos de redação para servir de orientação enquanto você estiver estudando. 😉

Simule a prova na sua casa

Por fim, outro ponto super importante na sua preparação para o vestibular da Fuvest é fazer questões de provas passadas, tanto objetivas quanto discursivas. Quanto mais você praticar, mais familiarizado com o modelo da banca você estará. Fazer simulados é também um super trunfo no seu estudo. Além de se adequar às questões, você começa a analisar quanto tempo você leva para terminar a prova.

É super comum que nos primeiros simulados você não consiga fazer a prova toda, mas isso é só falta de prática. Conforme você se acostuma com o modelo de prova, vai ficar mais fácil usar o tempo ao seu favor. A própria Ingrid refazia provas de anos passados de quinze em quinze dias, justamente para manter uma constância na hora de avaliar o seu desempenho. Mas, fique tranquilo você não tenha acesso ao algum tipo de simulado pago ou disponibilizado pelo seu cursinho. Dá para simular a prova perfeitamente na sua casa. Apenas busque um local tranquilo em que não vão haver interferências, mantenha algum relógio por perto para cronometrar o tempo e fazer igual ao dia de prova.

Curtiu? O que achou das dicas da Ingrid? Conta para gente aqui nos comentários como tem sido a sua rotina de estudos para passar na Fuvest. A gente ama saber como os nossos alunos se preparam para o vestibular! Vamos juntos, firme e forte, rumo à aprovação? 😉