• Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • Trocar contraste

Thaís Albuquerque, do A Vida Medicina, fala sobre mudanças de rotina!

 

Quem diria, há um mês, a reviravolta que as nossas vidas dariam. Eu imagino o que você esteja sentindo e te asseguro que estou vivendo exatamente o mesmo que você: dificuldade para me concentrar nos estudos, várias perguntas sem respostas e um medo crescente em relação a pandemia, quarentena, dentre muitas outras palavras que entraram no nosso vocabulário nos últimos dias, não é mesmo?

post - blog descomplica a vida medicina

Março definitivamente não foi um mês fácil. Duvido você encontrar uma pessoa sequer que não tenha se abalado minimamente pelo tsunami COVID 19. O vírus invisível com formatinho de coroa invadiu o Brasil e nos deixou, literalmente, com falta de ar. Há pouco mais de um mês sua principal preocupação era “só” estudar e/ou trabalhar e agora nos vemos deixando quase todos os nossos interesses individuais de lado pra lidar com o coletivo, pra sustentar tudo aquilo que justamente constrói a nossa subjetividade. Inclusive, se pudermos tirar já uma grande lição de tudo que vivemos até agora, é que definitivamente não nascemos pra viver sozinhos e que juntos, devidamente higienizados, mantendo 1,5 m de distância uns dos outros, podemos ir muito mais longe.

Eu poderia ficar linhas e linhas discorrendo sobre as dificuldades, os impactos político e sociais, sobre os dados de infeção e óbitos, mas vou me ater a enxergar o copo meio cheio.

No meio do caos encontramos pessoas repletas de solidariedade, querendo ajudar idosos a não saírem de casa, inúmeros influenciadores criando conteúdo pra conscientizar sobre a importância do cuidado com a higiene, com a proteção das pessoas do grupo de risco. Claro que não é fácil passar por tudo isso, ninguém quer ver seus direitos questionados e sua liberdade tolhida de uma maneira tão abrupta. Nunca chegamos perto de viver algo assim, então é óbvio que teremos medo. Assim como é óbvio que a noção de coletividade que todos nós trazemos dentro da gente e o nosso instinto de sobrevivência, nos faz não dar mais as mãos porque elas são potencialmente contaminadas, mas nos faz insistir nas práticas que podem conter a disseminação mais rápida do vírus. Vi uma série de empresas liberando canais, cursos gratuitos, lives no YouTube e no Instagram com o intuito de te  orientar, te entreter e manter dentro de você a chama da esperança acesa de que dias melhores virão porque não há mal nenhum que dure pra sempre, eu te garanto.

Eu separei alguns tópicos pra te ajudar a se fortalecer enquanto o nosso dia a dia não se restabelece:

  • VOCÊ PRECISA SE CUIDAR: física e mentalmente. Mais ainda se você quiser fazer medicina, só assim a gente consegue cuidar de outras pessoas. Esse é um dos meus valores que tento trazer para quem me acompanha: um futuro médico deve se preocupar com a sua saúde em primeiro lugar, para cuidar então do maior número de pessoas possíveis. Eu precisei me afastar um pouco de toda situação que estamos vivendo para reunir minhas forças, me organizar e conseguir escrever esse texto pra você.
  • TENHA RESPONSABILIDADE COM VOCÊ MESMO: Quando um motivo de força maior tira a gente da nossa rotina (e, acredite, nosso cérebro, nosso convívio social, nossas relações são em grande parte funcionais, porque fazem parte de uma rotina) nós precisamos ter responsabilidade para criar uma nova rotina ou voltar a rotina que já estávamos habituados. Por mais difícil que seja sair da nossa antiga zona de conforto, você vai precisar se adaptar. Posso te contar uma coisa boa? VOCÊ VAI CONSEGUIR. Por que adaptação é uma das melhores características que temos pra continuar existindo enquanto espécie.
  • AVALIE O IMPACTO NO SEU PLANEJAMENTO: é importante que você tenha conhecimento de todos os impactos que esse período de reclusão teve no seu planejamento de estudos, contabilizar quais matérias não foram estudados e reorganizar o seu cronograma daqui pra frente. É nosso papel avaliar hoje o impacto disso no seu futuro e minimizar as consequências negativas. Pra isso você pode fazer uma planilha, uma lista com matérias atrasadas, separe um dia da semana só pra focar no que ficou pra trás, com base na relevância daquele assunto para suas provas, o que acha?

Até onde sabemos, todos os vestibulares continuam previstos e, por isso, você não deve deixar de estudar e viver a quarentena como se estivesse de férias. É um momento bem diferente. Não estamos em época de relaxamento, mas, entendo caso você ainda precise de alguns dias para entender, assimilar a gravidade da situação, digerir o impacto disso no seu momento de hoje e depois retomar as suas atividades, buscando a maior qualidade de vida possível.

Se você já é aluno do Descomplica, provavelmente já está estudando em casa e sabe da importância de se concentrar nos estudos. Talvez sua rotina mude um pouco, por ter mais pessoas em casa, como seus familiares que também precisam realizar o isolamento social e quarentena. E é muito importante que você converse com eles sobre a importância de manter sua rotina, de que o tempo vai passar e que você precisa aproveitar cada minuto até os vestibulares acontecerem da forma mais produtiva possível. Tente reservar horários para alternar entre estudos e suas responsabilidades e o tempo com a sua família, com seus amores, porque eles são seus verdadeiros tesouros.

Se você ainda não é aluno do Descomplica, talvez essa seja uma boa hora pra complementar os estudos ou até mesmo iniciar os estudos, de uma forma totalmente segura, eficiente, acessando a maior plataforma de estudos online do Brasil.

Vou ficando por aqui com uma despedida mais simples do que o de costume: lavem as mãos, se cuidem e cuidem daqueles que estão ao seu redor. NÃO DEIXEM DE ESTUDAR, precisamos de você pra reconstruir o mundo melhor.

Com amor,
Thais Albuquerque