Segunda Lei de Mendel e Interação Gênica: Tudo que você precisa para arrasar no vestibular

18/08/2017 Larissa Coelho

A Segunda Lei de Mendel também pode ser conhecida como Lei da Segregação Independente.

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Gregor Mendel

Conheça a Segunda Lei de Mendel

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Selo do centenário da morte de Gregor Mendel, paida Genética.

Anteriormente, vimos na Primeira Lei de Mendel que as características são definidas por um par de genes, e que esse par é formado por um gene doado pela mãe e um gene doado pelo pai. Expressando, dessa forma, a característica fenotípica de acordo com sua dominância, salvo algumas exceções.

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No entanto, Mendel foi além. Ele queria estudar também a transmissão simultânea de duas ou mais características para observar se havia um fator de interdependência entre elas.

Em um de seus experimentos com ervilhas, ele considerou tanto a cor da semente (amarela ou verde), expressada pelo par de alelos Vv, quanto a textura dela (lisa ou rugosa), cujo par de alelos será Rr. Os traços dominantes são a cor amarela e a textura lisa, ao cruzar duas plantas homozigotas para essas características (uma amarela lisa VVRR e uma verde rugosa vvrr), verificou-se que todos os descendentes da geração F1 eram sementes amarelas lisas heterozigotas (VvRr). Na autofecundação da geração F1 (VvRr x VvRr), obteve-se, como F2, quatro tipos de semente: amarelas e lisas, amarelas e rugosas, verdes e lisas e verdes e rugosas.

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Nesta imagem, observa-se os cruzamentos realizados por Mendel e as características observadas.

Na proporção fenotípica, pode-se observar 9 sementes amarelas lisas, 3 sementes amarelas rugosas, 3 sementes verdes lisas e uma semente verde rugosa. Isso configura a proporção fenotípica padrão da Segunda Lei de Mendel, 9:3:3:1, no cruzamento entre heterozigotos.

A conclusão de Mendel com esses experimentos é que os fatores se segregam de maneira independente para características diferentes, ou seja, são posteriormente combinados ao acaso. A Segunda Lei de Mendel também pode ser conhecida como Lei da Segregação Independente.

Interação Gênica

As diferentes cores de pele são um exemplo de interação gênica.

Na Primeira Lei de Mendel, podia-se observar um gene determinando uma característica. Na interação gênica, o que acontece é que um par de genes ou mais interagem juntos para a expressão de uma única característica, e fazem isso de maneiras diferentes. Já a pleiotropia funciona de maneira oposta: um gene determina diversas características.

Genes Complementares

A crista das galinhas é um exemplo de genes complementares, ou Herança Qualitativa.

Diversos genes não-alelos se unem para expressar uma única característica qualitativa. Também pode ser conhecido como Herança Qualitativa. No caso da crista das galinhas, os genes R e E determinam o tipo de crista. gerando formatos diferentes de acordo com os alelos.

Epistasia

Um exemplo de epistasia é o albinismo.

Na epistasia, um gene é capaz de inibir um gene que não é seu alelo. Quando o alelo epistático é o alelo dominante, é uma epistasia dominante. Quando o alelo epistático é o par de recessivos, é uma epistasia recessiva.

O albinismo é um exemplo de epistasia recessiva, já que o par de alelos recessivos é capaz de inibir a expressão dos genes que determinam a produção de melanina.

Herança Quantitativa

Quadro de fenótipos e genótipos da cor da pele humana.

A herança quantitativa, ou poligenia, corre quando genes não-alelos agem de maneira aditiva para a expressão de uma característica. Na herança quantitativa, a distribuição fenotípica não tem uma diferenciação tão clara e segue um padrão de curva binomial.

Isso quer dizer que a maior parte dos indivíduos vai estar no fenótipo intermediário, enquanto os extremos serão mais raros.

Na espécie humana, diversas características são representadas assim, e o exemplo mais utilizado é a cor da pele.

Quanto mais genes aditivos, mais escura será a pele. Um indivíduo sem genes aditivos é considerado branco, passando por diferentes tipos de mulato, até chegar na pele negra.

É importante citar que este é o ponto de vista BIOLÓGICO referente apenas à cor da pele! Sociologicamente falando, diversos outros fatores culturais contam para a identidade do indivíduo. Esse padrão genético refere-se apenas à quantidade de melanina que a pessoa possui.

Pleiotropia

Na anemia falciforme, de acordo com a Segunda Lei de Mendel, há a alteração de um único aminoácido, que resulta na formação de uma hemácia defeituosa, em formato de foice, ao invés de disco. Quando o indivíduo apresenta apenas um alelo para a anemia falciforme, ele apresenta o traço falciforme, ou seja, metade das hemácias são normais e metade são falciformes.

Porém, quando o indivíduo tem ambos os alelos, aí sim ele tem anemia falciforme, e suas hemácias não capazes de carregar o oxigênio com tanta eficácia, determinando, assim, uma falta de energia neste anêmico. Essas hemácias também coagulam muito facilmente, aumentando a probabilidade de infartos e derrames.

Por fim, essas hemácias também são imunes à malária, uma doença que destrói as hemácias. Sendo assim, em áreas com grande ocorrência de malária, é comum encontrar pessoas com traço falcêmico, já que isso entra como uma vantagem evolutiva, trazendo certa imunidade à malária. Ou seja, um único gene determinou diversas características.

Quer Que Desenhe? – Genética

Antes de partir para os exercícios, aproveite para conferir o “Quer Que Desenhe?” sobre Genética para ficar craque nessa matéria! 👇

EXERCÍCIOS

1) Na interação gênica, os casos de epistasia recessiva acontecem em camundongos que possuem pelagem aguti, preta ou albina. No cruzamento do duplo heterozigoto aguti AaPp x AaPp, sabendo-se que o alelo “P” condiciona a cor aguti, o alelo “p” condiciona a cor preta e o alelo “A” permite a manifestação da cor enquanto “a” a inibe, pode-se afirmar corretamente que a proporção mendeliana fenotípica clássica de 9:3:3:1 é alterada para:

a) 12:3:1.

b) 15:1.

c) 13:3.

d) 9:3:4.

2) Um pesquisador, estudando a cor da plumagem em periquitos australianos, observou que, cruzando casais homozigóticos (machos de plumagem verde com fêmeas de plumagem branca), todos os descendentes F1 apresentavam plumagem verde. Do cruzamento dos indivíduos F1 foi obtida uma proporção F2, conforme mostrado no quadro abaixo.

Com base nos dados do quadro acima podemos afirmar.

I. Na determinação da cor das penas de periquitos australianos, três pares de alelos interagem.

II. No exemplo citado, tem-se um caso de polialelia (alelos múltiplos), em que a herança da cor da plumagem se dá nos moldes do grupo sanguíneo, sistema ABO.

III. Entre os indivíduos F2 de fenótipo verde é esperado que 4/16 sejam heterozigóticos para os locos que determinam a plumagem acima referida.

IV. A probabilidade de obter-se dois periquitos brancos, a partir do cruzamento de um casal heterozigótico, (genotipicamente igual ao do exemplo dado), é de aproximadamente 0,004.

V. Periquitos australianos de plumagem branca são homozigóticos aabb.

Estão corretas:

a) III, IV e V.

b) I, III, IV.

c) I, V.

d) Apenas V.

e) III, IV.

3) Em determinado tipo de herança com efeito cumulativo de 6 (seis) poligenes, a quantidade de classes fenotípicas encontradas é:

a) 2 (duas), porque este tipo de herança funciona de acordo com as regras do monoibridismo.

b) 3 (três), porque cada par de poligenes é responsável por uma classe fenotípica.

c) 6 (seis), porque cada poligene é responsável por uma classe fenotípica.

d) 7 (sete), porque o número de classes fenotípicas é igual ao número de poligenes mais um.

GABARITO

1) D

2) A

3) D

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Larissa Coelho

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