Atualidades: Tensão na Coreia do Norte

29/11/2017 Isadora Bombonatti
Exercito norte-coreano. Fonte: R7

Exército norte-coreano. Fonte: R7

Desde da sua proclamação de independência, a Coreia do Norte está envolvida em conflitos de vários níveis. Este ano foi um período cheio de polêmicas para a Coreia do Norte. A principal delas é sobre o programa nuclear desenvolvido no país. Desde o começo de 2017, a Coreia tem realizado teste de mísseis de médio alcance e isso tem preocupado a comunidade internacional. A verdade é que ainda estão rolando alguns impasses por lá que não tem previsão de serem resolvidos. Se você não conferiu as notícias ou ficou um pouco perdido, fica tranquilo que vamos te explicar tudo aqui. Partiu descomplicar essa questão de vez? 😉

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Como tudo começou

No século passado, em 1910, o Japão dominou o território coreano. Nessa época, a Coreia ainda não havia sido dividido em duas. O império japonês estava em um período de alta expansão e tentava colonizar todas as localidades que conquistava. Porém, esse jogo virou quando o Japão perdeu a Segunda Guerra Mundial enquanto lutava junto dos Aliados do eixo.

Devastado, o país retirou suas tropas das suas colônias. Mesmo assim, depois de mais de 30 anos sob colonização de um país vizinho, a Coreia ainda não se viu livre de algum tipo de dominação. Em 1945, tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética ocuparam uma banda da península coreana. A parte norte ficou sob o controle socialista, enquanto a sul ficou sob o domínio norte-americano. Assim, surgiram as Coreias do Norte e do Sul que nós conhecemos hoje.

A Guerra da Coreia

Um ano depois da divisão da península coreana, já em 1946, Kim Il-Sung assumiu o cargo de presidente e fundou o Partido Comunista da Coreia do Norte. As ações de Sung foram ganhando cada vez mais expressividade. Ao ponto que, em 1948, a República Popular Democrática da Coreia foi proclamada e as tropas soviéticas se retiraram do recém-formado país.

Não tardou muito para o que lado sul também proclamasse independência da dominação norte-americana e iniciasse um conflito com sua vizinha do Norte. Entre 1950 e 1953, o mundo assistiu as atrocidades cometidas na Guerra da Coreia. O confronto foi dado como encerrado após o Armistício de Panmunjon. O acordo estabeleceu os limites entre as duas Coreias, a partir de uma zona desmilitarizada de 4 km de largura ao longo do paralelo 38 – uma linha imaginária baseada em relação à posição da linha do Equador. Por mais que o armistício tenha um caráter oficial, ainda há muitos estudiosos que não consideram a Guerra da Coreia como confirmada por conta da eterna tensão que ainda existe entre os dois países.

Desenvolvimento do programa nuclear

No começo dos anos 90, ambas as Coreias integraram a Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, a Coreia do Norte concordou em ser inspecionada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) neste mesmo período. A partir desse momento, questões sobre o programa nuclear na Coreia do Norte são sempre retomadas pela agenda internacional como uma questão de segurança mundial.

Em 2002, a Coreia do Norte admitiu que desenvolvia um projeto secreto de armas nucleares, confirmando as suspeitas da comunidade internacional e as preocupações dos países vizinhos. No ano seguinte, a nação retirou-se do Tratado de Não-Proliferação Nuclear e, em 2006, a Coreia do Norte realizou o primeiro de muitos testes nucleares.

2017: uma nova período de tensão?

A tensão piorou do começo de 2017 para cá, quando dois acontecimentos específicos serviram como a “gota d’água” para o começo de um conflito maior. Em fevereiro, o irmão de Kim Jong-un, atual líder da Coreia do Norte, foi assassinado no aeroporto da Malásia. Kim Jong-nam fazia públicas declarações de que o governo do irmão infringe gravemente os Direitos Humanos.

A Comunidade Internacional, incluindo o governo sul-coreano, acredita que a morte foi encomendada por Jong-un. Além disso, a Coreia do Norte lançou um míssil de médio alcance que atingiu o território marítimo do Japão. O recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que interferiria visto que a Coreia do Norte era uma eminente ameaça internacional.  

Desde então, o governo norte-coreano anunciou na rede nacional de televisão que está desenvolvendo um míssil de alcance intercontinental. O Hwasong-14 (ICBM) seria capaz de cruzar o Mar Atlântico e atingir o território do Alasca, um estado norte-americano. Trump continua se manifestando na sua conta do Twitter que não irá hesitar em tomar as devidas providências para “acabar” com a Coreia do Norte.

Essa tensão faz com que os demais países vizinhos, como o Japão, procurem desenvolver seu próprio armamento nuclear para se proteger caso o conflito comece. A ONU tentou se posicionar estabelecendo várias sanções à Coreia do Norte, que inclusive teve apoio da China nesses decisões, porém isso não foi o suficiente para cessar os testes nucleares. Resta esperar para saber qual será o final desses acontecimentos.

Isadora Bombonatti

Isadora Bombonatti escreveu 55 artigos

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