Vem conhecer a Modernidade, o Renascimento Artístico e a Reforma Protestante!

Você já sabe tudo sobre a Modernidade, o Renascimento Artístico e a Reforma Protestante? Vem descobrir neste resumo e garanta sua nota 10!

No período conhecido como Alta Idade Média, uma forte crise abalou a estrutura do feudalismo, até então modelo social, político e também econômico que vigorava no continente europeu. Este modelo descentralizado, baseado em relações de fidelidade e servidão, basicamente agrário, foi sacudido por uma necessidade de se ampliar o mercado com a centralização política e econômica. Essa grande necessidade de ampliação de mercado partiu de um novo segmento social: a burguesia.

Esta classe social apoiou famílias oriundas da nobreza a iniciar o processo de centralização, dando origem ao que chamamos de Estado Moderno. Porém, não foi somente no plano político que aconteceram essas transformações. No plano cultural, o “homem moderno” se distinguia daquele homem da Idade Média, e devemos isso as principais transformações culturais desse período de transição: o Renascimento Artístico e a Reforma Protestante.

Mudança de Pensamento entre a Idade Média e Idade Moderna

O período que compreende os séculos XV e XVI pode ser entendido como um “período de transição” para a Idade Moderna. Este período significou uma ruptura com a tradição cristã que se fortaleceu bastante durante a Idade Média. Essa tradição era fundamentada em Deus, colocando-o no centro de todos os acontecimentos daquele período. Chamamos esse costume medieval de Teocentrismo.

A crise do medievo não significou apenas um abalo do modelo feudal, mas também desse costume teocentrista. Passou-se então a valorizar mais o homem. O período em que o homem passou a ser mais valorizado é conhecido como Humanismo. A valorização do homem acabou influenciando na liberdade e na criatividade de uma série de artistas. É justamente neste momento em que se rompe com a visão sagrada e teológica na arte, na produção literária, no teatro e também nos valores sociais.

O homem passou a ser mais valorizado e ter mais importância na Idade Moderna
O homem passou a ser mais valorizado e ter mais importância na Idade Moderna

Renascimento Artístico

A ruptura com os costumes e a visão de mundo conhecida na Idade Média acabou influenciando uma série de artistas europeus. Esse novo momento das artes ficou conhecido como Renascimento Artístico e Cultural, pois na verdade, a arte renascia após um longo período medieval sem produção cultural, a chamada “noite dos mil anos”. Nota-se que este termo é pejorativo, pois, na Idade Média, houve, sim, produção artística e cultural, porém pautada em outras características, dentre elas a que vimos acima, o teocentrismo.

O Renascimento pode ser dividido em três etapas conhecidas como Trecento, Quattrocento e Cinquecento, com algumas pequenas variações. Porém, devemos assinalar que o berço do Renascimento é a Itália, devido à grande presença de nobres mercadores que patrocinavam esses artistas. Tal prática é conhecida como mecenato. Na fase do Cinquecento, com a crise de mercado que afetou a Itália devido às Grandes Navegações, o Renascimento se espalhou por outras regiões da Europa, como por exemplo: Espanha, Inglaterra e Holanda.

Quer saber uma maneira prática de entender as características do Renascimento: Veja abaixo!

Artistas do Renascimento

Leonardo da Vinci talvez seja o nome mais conhecido do período renascentista, porém, outros artistas foram importantes para que esse período ficasse bastante conhecido no momento de transição para a Idade Moderna. Giotto, Botticelli, Rafael Sanzio, Michelangelo, William Shakespeare, Miguel de Cervantes, dentre muitos outros fizeram parte desse período do Renascimento.

Respectivamente as obras de Michelangelo (Teto da Capela Sistina), Botticelli (Vênus) e Miguel de Cervantes (Don Quixote)
Respectivamente as obras de Michelangelo (Teto da Capela Sistina), Botticelli (Vênus) e Miguel de Cervantes (Don Quixote)

Reforma Protestante

Assim como a mudança de pensamento do homem moderno afetou a produção artística, as questões religiosas passaram a ser discutidas com o intuito de ser obter uma renovação dentro da Igreja Católica. Desde o nascimento da Idade Média, e por sua vez, a consolidação da Igreja Católica como a principal Igreja na Europa, uma série de práticas e vícios começaram a se espalhar por todo território europeu, manchando o ensinamentos primordiais do cristianismo.

A Igreja Católica combateu uma série de práticas e seitas que eram contrárias aos dogmas católicos com a sua principal arma: a Inquisição. Porém, no período de transição da Idade Média para a Idade Moderna, um movimento reformista surgiu dentro da Igreja Católica, dando origem a outras Igrejas chamadas de Protestantes.

Dogmas católicos e suas violações

As leis e tradições que não podem ser quebradas dentro da Igreja Católica são chamadas de dogmas. Para seguir a Igreja é necessário seguir seus dogmas, e naquele tempo, quem não seguisse esses dogmas poderiam ser perseguidos e até mortos pela Inquisição.

Porém, a Igreja Católica, com o passar do tempo, começou a violar seus próprios dogmas, corrompendo-os de tal maneira que beneficiasse muitos membros eclesiásticos. O perdão passou a ser vendido, muitos membros da Igreja colocavam seus parentes dentro do Clero para obter benefícios e objetos comuns eram vendidos como sagrados nas Igrejas para que ela pudesse enriquecer as custas do povo.

Luteranismo

Uma das figuras mais simbólicas a criticar essas violações praticadas pela Igreja Católica foi Martinho Lutero, na Alemanha. Lutero era considerado um forte crítico de muitos aspectos atrasados da Igreja Católica, e através da sua publicação, as “95 teses”, colada na porta da Igreja da cidade de Wittenberg, o religioso iniciou seu movimento reformista que viria a influenciar uma série de outros movimentos, mesmo que os demais divergissem em alguns pontos.

A briga de Lutero na Alemanha se expandiu, mesmo após a sua morte, levando a um forte confronto religioso na região do Sacro Império Romano-Germânico. Porém, com apoio de parte da nobreza, os luteranos conseguiram estabelecer um período de paz, conhecida por “Paz de augsburgo”. Esse tratado de paz é conhecido pelo seu príncipio de tolerância religiosa: “Cujus regio, ejus religio”, ou seja, “cada Rei com sua religião”.

Martinho Lutero
Martinho Lutero

Calvinismo

João Calvino teve uma atuação importante no combate as violações praticadas pela Igreja Católica na Suíça. Suas ideias se espalharam por outras regiões da Europa como por exemplo na França – sendo chamados de Huguenotes e tendo uma relação importante com a Invasão Francesa no RJ – e também na Inglaterra e Escócia – sendo chamados de Puritanos e Presbiterianos, respectivamente.

Apesar de combater a Igreja Católica, assim como Martinho Lutero, João Calvino possuía uma grande divergência em relação ao reformista alemão. Calvino acreditava na teoria da predestinação, ou seja, que o indivíduo ao nascer já estava predestinado a ser salvo, ou não. Para se salvar o indivíduo deveria trabalhar, pois somente o trabalha limpava a alma. Lutero acreditava na salvação pela fé.

João Calvino
João Calvino

Anglicanismo

A Inglaterra nos séculos XVI e XVII foi palco de uma série de transformações políticas, sociais e também religiosas. No que concerne a questão religiosa, o Rei Henrique VIII foi o responsável pela maior transformação na Igreja inglesa. Devido a um casamento não muito bem sucedido com Catarina de Aragão, o Rei, Henrique VIII, decidiu por se casar novamente, desta vez com Ana Bolena. O Papa Clemente VII não aceitou anular o casamento, e por conta desta atitude do Papa, Henrique VIII assinou o Ato de Supremacia, que rompia as relações com a Igreja Católica e fundava a sua própria, chamada de Igreja Anglicana. Henrique VIII tinha outros interesses em romper com a Igreja Católica, como por exemplo, apropriar-se das terras clericais e ampliar sua produção agrícola na Inglaterra.

Henrique VIII
Henrique VIII

A Reforma da Igreja Católica

Também chamada de contrarreforma, o movimento de reforma da Igreja Católica teve início no final da Idade Média devido a uma série de movimentos heréticos que se fortaleciam na Europa. Com o fortalecimento das igrejas protestantes na Europa os clérigos perceberam a necessidade de uma revisão nas práticas eclesiásticas. No entanto, a tomada de ações mais incisivas contra a fragmentação do poder religioso só se desenvolveram com depois da formação do Concílio de Trento. Uma das principais medidas tomadas pela Igreja foi no período da contrarreforma foi restabelecer o Tribunal do Santo Ofício, e a criação do Index, uma espécie de lista contendo os livros proibidos pela Igreja Católica.

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