Tudo o que você precisa saber sobre o Fordismo e o surgimento do Keynesianismo

Você já sabe tudo sobre o Fordismo e o Keynesianismo? Vem descobrir com este resumo completo que vai te ajudar a lacrar na sua prova de geografia e no vestibular!

Surgimento do Fordismo

Estoque lotado com o carros do modelo Ford T.
Estoque lotado com o carros do modelo Ford T.

O Fordismo consiste em um modelo produtivo que foi implementado por Henry Ford em sua indústria automobilística. Este modelo surgiu na primeira metade do século XX e revolucionou a forma de se produzir, aumentando consideravelmente a produtividade industrial se comparada com o período anterior, em que a produção manufatureira predominava.

Este modelo rígido foi concebido por Frederick W. Taylor e posto em prática por Ford, racionalizando a produção e implementando medidas que visavam o aumento da produtividade sem que houvesse aumento dos custos de produção. Por exemplo, os gastos com salário dos trabalhadores, garantindo assim um lucro cada vez maior para os industriais.

Dentre as inovações implementadas pelo Fordismo destacam-se:

  1. A especialização da mão-de-obra: Acreditava-se que a repetição de uma mesma atividade levaria ao aprimoramento do trabalhador na atividade desempenhada por ele. Sendo assim, ocorreria um aumento da produtividade, pois o tempo de produção iria diminuir cada vez mais, já que o trabalhador se tornaria um especialista naquela função.
  2. Esteira de produção: Outro aspecto característico deste modelo foi a implementação da esteira de produção que aumentou a produtividade ao eliminar o tempo de deslocamento do trabalhador pela fábrica para pegar peças para a produção de um bem. Desta forma, o trabalho se tornou mecanizado – termo que refere-se tanto ao uso de máquinas quanto ao exercício de apenas uma função pelo trabalhador – e alienado, pois o trabalhador concentra-se apenas em sua função desconhecendo as outras que fazem parte do processo produtivo.
  3. Padronização: A padronização, ou seja, a uniformização da produção industrial aumentou a produtividade, pois os trabalhadores passaram a ser menos suscetíveis ao erro por estarem mais focados exercendo uma função sem variação, um exemplo disso foi a produção de carros do modelo Ford T preto.
  4. Produção em massa: Ao perceber que tudo que era produzido era vendido, era consumido pela população, a produção industrial cresceu cada vez mais até o momento em que atingiu um limite, a falta de mercado consumidor.

A crise de 1929 e o nascimento do Estado Keynesiano

Fila de desempregados no primeiro plano e no segundo plano um cartaz evidenciando o American Way of life.
Fila de desempregados no primeiro plano e no segundo plano um cartaz evidenciando o American Way of life.

Em um dado momento, mais especificamente durante a crise de superprodução de 1929, a produção não estava mais sendo absorvida pelo mercado. Neste momento, várias empresas faliram por ter o estoque cheio mas não ter quem consumisse seus produtos.

O Estado Norte-americano aumentou o mercado consumidor através do New Deal, criado por Keynes, medida que levou à criação de um Estado Keynesiano e do bem-estar social. Neste momento, o objetivo do Estado não é a preocupação com a qualidade de vida da população, mas sim aumentar o mercado consumidor.

Dentre as medidas do Estado Keynesiano destacam-se as seguintes:

  1. O pleno emprego: Segurança para os trabalhadores de que não haveriam demissões, apesar da crise e por sua vez a necessidade de corte de gastos. Caso ocorressem demissões haveriam outros postos de trabalho disponíveis. Esta medida aumentou o consumo.
  2. Diminuição da carga horária destinada ao trabalho.

Estas duas medidas reaqueceram a produção industrial ao formar um mercado consumidor. Isto originou o que ficou conhecido como o American Way of life, em que a população tinha dinheiro e passou a consumir muito.

A crise do Fordismo

Nas décadas de 1950 e 1960, o Fordismo viveu a sua era de ouro com um cenário de indústrias consolidadas somadas ao hábito de consumo já enraizado na sociedade. Além disso, as indústrias promoveram o crescimento urbano nas áreas em seu entorno, atraindo cada vez mais populações, comércios, serviços e outros. Neste momento, surgiram também os sindicatos, órgãos representativos das classes trabalhadoras que defendem os direitos das mesmas.

Apesar de um cenário de aparente estabilidade, com o aumento do salário dos trabalhadores – o ajuste salarial serviu na verdade para promover a venda do que estava acumulado em estoque –, a crise do modelo fordista na década de 1970 foi inevitável. Dentre as razões para a crise do modelo, encontram-se os estoques lotados, os produtos padronizados e duráveis e a grande pressão sindical. Como consequência, destaca-se o deslocamento das indústrias em direção aos países pobres e emergentes.

Cabe destacar que a crise do Fordismo não significou o fim deste modelo de produção, mas sim que ele deixou de ser o principal modelo utilizado, passando a exercer um papel secundário.

Exercícios

1. (ENEM) …Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes;…

Smith, Adam. A riqueza das nações. Investigação sobre a sua natureza e suas causas. Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985.

Jornal do Brasil, 19 de fevereiro de 1977.

A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações:

I – Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários.

II – O texto refere-se à produção informatizada, e o quadrinho, à produção artesanal.

III – Ambos contêm a idéia de que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário. Dentre essas afirmações, apenas:

a) I está correta.

b) II está correta.

c) III está correta.

d) I e II estão corretas.

e) I e III estão corretas.

2. Refere-se à distribuição espacial das indústrias:

I – Alguns setores industriais, como a petroquímica, a indústria automobilística e as metalurgias, vêm sendo transferidos para áreas menos desenvolvidas.

II – As indústrias avançadas ou de ponta, a exemplo da biotecnologia e da química fina, preferencialmente vêm sendo implantadas nos países centrais.

III – As indústrias que operam com grande tonelagem de matéria-prima, como a extrativa mineral, os estaleiros navais e as siderurgias, têm sido implantadas muito mais nos países centrais que nos periféricos.

a) se apenas a afirmação I estiver correta.

b) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas.

c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas.

d) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas.

e) se todas as afirmações estiverem corretas.

3. “Não faz muito tempo, ela era tida como a menina dos olhos do milagre econômico depois da Segunda Guerra Mundial, como pilar do emprego e do mercado de trabalho ou mesmo como matriz de um novo modo de vida: a indústria automobilística sempre foi muito mais que uma simples indústria entre outras. Ela representou, pura e simplesmente, o paradigma da cultura capitalista da combustão”.

Robert Kurz – “Folha de São Paulo” / 2001.

O texto apresenta algumas reflexões sobre o papel da indústria automobilística no desenvolvimento do capitalismo. São fatores que contribuíram para a redução da importância dessa indústria na era pós-fordista:

a) a padronização da produção e a contínua necessidade de ampliação da infra-estrutura em regiões densamente povoadas

b) a saturação física das cidades, que não comportam mais o aumento do número de veículos, e os movimentos sindicais fortalecidos

c) a introdução do consumo de massa e o custo ambiental decorrente da tecnologia do motor de combustão

d) a racionalização e automação da produção e a modernização dos transportes ferroviários

e) a diminuição drástica dos postos de trabalho no setor e as perspectivas futuras de exploração dos combustíveis fósseis

Gabarito

1. E

2. B

3. E

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