Tema de Redação: Desastres ambientais - Qual o preço do desenvolvimento?

O Tema de Redação da Semana 2 já está liberado! Quer saber qual é? Confira abaixo o tema sobre desastres ambientais e a proposta de redação, com a coletânea de textos para você treinar a sua escrita e garantir uma boa nota no vestibular!

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Confira a proposta de redação:


A partir da leitura dos textos de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “Desastres ambientais: qual o preço do desenvolvimento?”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos.

Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Textos de apoio para o tema “Desastres Ambientais: Qual o preço do desenvolvimento?”

TEXTO I

Vários crimes contra a natureza são dolorosamente memoráveis. O primeiro a chamar atenção mundial foi a destruição da bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, que matou pelo menos 150 mil japoneses e deixou o ambiente radioativo por décadas. Outra tragédia nuclear, a explosão de um reator na usina de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, tirou a vida de 10 mil pessoas e afetou milhares de quilômetros de mata nativa.

Há ainda tristes lembranças como o derramamentos de óleo no mar do Alasca, em 1989, e na costa espanhola, no ano passado, além do vazamento de gases tóxicos em Bhopal, na Índia, em 1984, considerado o pior acidente químico da história.

Em nosso mosaico de desastres ecológicos, entraram fatos causados pelo homem que provocaram grande dano à natureza em um curto espaço de tempo.

“São catástrofes sérias por causa das perdas de vidas, mas são desastres pontuais. As verdadeiras tragédias ambientais ocorrem durante décadas e destroem ecossistemas locais”, afirma a naturalista Dejanira de Franceschi de Angelis, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro (SP). Exemplos disso são o avanço do buraco na camada de ozônio ou do efeito estufa, que podem comprometer a vida no planeta.

Há ainda o desmatamento das florestas brasileiras. Nos 503 anos de colonização, a Mata Atlântica perdeu 93% de sua cobertura original. Em um tempo bem menor – cerca de 30 anos – sumiram 20% da área da Amazônia e 80% do cerrado. “Esse último ecossistema deve levar milhões de anos para se recompor”, diz o biólogo José Maria Cardoso da Silva, da ONG Conservation International.

Disponível em: Mundo Estranho)

TEXTO II

Não é inesperado o que aconteceu em Mariana. Primeiro, pelos alertas dados pelo Ministério Público de Minas Gerais e por especialistas. Segundo, porque a mineração é uma atividade altamente agressiva e de elevado risco ambiental. A Vale está fazendo furos e deixando rejeitos em Minas Gerais há 70 anos. Não pode, diante de um desastre dessa proporção, soltar uma nota lacônica como se não fosse sua obrigação agir imediatamente.

A atividade mineradora no mundo inteiro tem uma série de procedimentos já consolidados ao longo do tempo para prevenir e mitigar desastre. Neste caso, se vê a cada novo passo da investigação que as empresas foram displicentes na prevenção e não demonstraram ter um plano de ação preparado para o caso de desastre. Prevenção e mitigação de danos é o mínimo que se pode exigir de uma empresa que lida com atividade de alto risco.

Disponível em: Blog da Miriam Leitão, O Globo.

TEXTO III

TEXTO IV

“Foi um acidente” — dizem. Acidente é quando o freio falha e um carro bate contra outro. Acidente é quando alguém escorrega numa casca de banana e cai de costas. Grandes desastres ambientais, como os que ocorreram em Chernobyl, Fukushima, Bhopal ou em Minamata, não são acidentes. São o resultado quase inevitável de políticas públicas equivocadas ou de estratégias privadas gananciosas, ou de ambas as coisas.

Impressionou-me o depoimento de uma mulher do povo Krenak: “O rio já sabia que ia ser morto”, disse ela: “Quando a sujeira veio, ele foi subindo chorando, fazendo barulho. E minha mãe chorando junto”. Se o rio conhecia o seu destino, quem o matou também deveria conhecer — e com décadas de avanço.

Disponível em: Coluna José Eduardo Agualusa, O Globo.

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