Tema de Redação: A cultura de assédio no Brasil

Tema de Redação: A cultura de assédio no Brasil

O Tema de Redação da Semana 19 de 2017 já está liberado! Quer saber qual é? Confira abaixo o tema e a proposta de redação, com a coletânea de textos, para você treinar a sua escrita e garantir uma boa nota do vestibular!

Vai ficar de fora? Confira o tema A cultura de assédio no Brasil

Confira, abaixo, a proposta de redação.


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A cultura de assédio no Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Texto 2

A Organização Internacional do Trabalho – OIT – definiu o assédio como atos de insinuações, contatos físicos forçados, convites impertinentes, desde que apresentem umas das características a seguir: a) ser uma condição clara para dar ou manter o emprego; b) influir nas promoções na carreira do assediado; c) prejudicar o rendimento profissional, humilhar, insultar ou intimidar a vítima. Cumpre ressaltar que não é necessário o contato físico para configuração do crime de assédio sexual, pois até mesmo expressões e comentários podem caracterizar o assédio. As maiores vítimas são as mulheres, mas há também, embora menos frequentes, casos de homens que são assediados por mulheres no ambiente de trabalho e, também, casos de assedio entre pessoas do mesmo sexo.

Disponível em http://elisabeteamaro.jusbrasil.com.br/artigos/121816588/assedio

Texto 3

Uma pesquisa online realizada pelo blog Think Olga, na campanha Chega de Fiu Fiu contra o assédio no espaço público teve como uma de suas conclusões mais significativas o fato de que as mulheres possuem um medo real de caminhar nas ruas, devido à sua condição de gênero. Um risco de ter sua integridade ameaçada, apenas por ser mulher.

Nessa pesquisa, de 7.762 participantes, 99,6% afirmaram que já foram alvos de algum tipo de assédio nas ruas. Esse dado mostra que há um problema sistêmico em relação ao tratamento que a mulher recebe na sociedade. Basicamente, o assédio público ameaça a integridade psico-física da mulher e restringe suas liberdades constitucionais como, por exemplo, o direito de ir e vir [já que muitas evitam ir para determinados lugares, ou mudam de caminho porque sabem que em determinados lugares sofrerão mais assédio], mas é extremamente naturalizado pela sociedade e ainda por cima, é observado como comportamento padrão dos homens.

Mesmo após décadas de luta do movimento feminista para a conquista do espaço público pelas mulheres, principalmente, no âmbito trabalhista, as ruas ainda refletem a cultura do estupro e do machismo, por meio da invasão do espaço privado, do medo causado e do cerceamento da liberdade — seja de comportamento, de vestimenta ou de mobilidade — das mulheres. O assédio nas ruas, em suas diversas expressões é, sobretudo, uma violência de gênero que impede o alcance de um Estado Democrático ideal, onde realmente exista justiça social e igualdade entre os indivíduos. O direito das mulheres à participação na vida pública exige que elas tenham segurança para tal. Enquanto não houver espaço para as mulheres nas ruas, não há que se falar em igualdade de direitos, em justiça social e, muito menos, em vivência democrática de fato.

Disponível em https://medium.com/revista-agora/assédio-nas-ruas-78592c9adc92#.230otu9y3.

Texto 4

“Eu ainda veria esse dia! Dia em que nós mulheres não teríamos mais medo de denunciar. Quem nunca foi assediada?”

A declaração acima da apresentadora Sandra Annenberg, de 48 anos, mostra como o apoio a denúncia da figurinista Susllem Tonani, de 28 anos, sobre o assédio sexual do ator José Mayer, de 67 anos, inflou o debate em locais onde tentaram silenciá-lo. A figurinista informou a todas as instâncias da Rede Globo sobre o abuso que vinha sofrendo, mas a emissora só se pronunciou após a denúncia publicada no blog #agoraquesãoelas ter viralizado.

Annenberg e outras mulheres, como as cantoras Luiza Possi e Valeska Popozuda, estão na capa da revista Veja desta semana, com seus relatos de abuso sexual.

O trabalho foi o ambiente mais citado nos relatos à revista. A ex-consulesa da França Alexandra Loras, de 40 anos, por exemplo, pediu dicas a um diretor de como melhorar ao não ter passado em um teste para trabalhar na televisão, o diretor ajudou, mas queria algo em troca. “Ao receber minha negativa, respondeu que eu era manipuladora. Isso é muito comum em vários meios de imprensa — na França, no Brasil, em todo o mundo.”

No caso de Sandra Annenberg, não ter compactuado com o assédio fez com que ela perdesse muitas oportunidades. “Agora não é hora de lamentar o passado, mas de comemorar o presente e olhar para o futuro que deixaremos para as nossas filhas e filhos, um futuro (ainda de muita luta!) de igualdade, sem seres superiores nem inferiores e em que todos tenham as mesmas oportunidades para mostrar seus talentos.”

Em novembro de 2014, Juliana Faria, do coletivo Think Olga, de empoderamento às mulheres e responsável pelo documentário Chega de fiu fiu’, resumiu a importância de não se calar: “Dizer não ao assédio é não aceitar mais que mulheres sejam vistas como objetos sexuais passivos ou como vítimas frágeis do poder dos homens.”

Disponível em: http://www.huffpostbrasil.com/2017/04/08/efeito-ze-mayer-o-impacto-da-denuncia-de-famosas-sobre-assedio\a_22031458/_

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