Resumo: eu ou mim?

Olá, pessoal!

Para hoje, a equipe Descomplica separou um resuminho sobre o emprego dos pronomes eu e mim. Parece fácil, mas muita gente ainda se enrola com eles… Então, nada melhor que começar o ano tirando essas dúvidas pequenas… O texto foi retirado do site Mundo Vestibular. Não perca tempo, leia e aprenda tudinho!

O emprego dos pronomes eu e mim. Apesar de simples, o emprego dos pronomes eu e mim ainda pega a moçada pelo pé.Veja o exemplo:

a. Depois da reunião, fiquei na sala. O professor deixou um texto para eu ler.

b. Depois da reunião, fiquei na sala. O professor deixou um texto para mim ler.

A grande vilã é a preposição para. Ela adora armar ciladas. Nós, desatentos, entramos na dela como patinhos recém-saídos da casca do ovo. Depois, na hora de conferir o gabarito, a ficha cai. Adeus, preciosos pontinhos! O remédio? Nada melhor que a prevenção. No caso, refrescar a memória.

— Mim ou eu?, provocava o professor brincalhão.

E completava:

— Lembrem-se: mim não faz nem acontece.

A explicação não deixava dúvidas:

— O pronome mim tem fobia ao isolamento. Anda sempre – sempre mesmo – acompanhado de preposição. Pouco seletivo, aceita qualquer uma de braços abertos e coração em festa:

Dirigiu-se a mim. Jurou inocência ante mim e os demais amigos.

Paulo depôs contra mim.Revelou o segredo só para mim.

Confirmou tudo perante mim. Não há nada entre mim e o diretor.

O eu joga em outro time. Pertence à equipe dos autosuficientes. Todo-poderoso, escolheu para si a função de sujeito. Para não deixar dúvida, registrou a posse em cartório.Veja exemplos: O diretor deixará o relatório para eu redigir (quem redige? Eu, sujeito). Pediu para eu responder à carta (quem responde? Eu, sujeito).Deixou os filhos para eu cuidar (quem cuida? Eu, sujeito).

Viu? Diante da preposição para, abra os olhos e afine os ouvidos. Ela introduz uma oração reduzida de infinitivo? Se a resposta for sim, o pronome vem seguido de verbo (no infinitivo, claro). É o caso da questão do simulado: O professor deixou um texto para eu ler.

PARECE, MAS NÃO É

Há uma construção pra lá de ardilosa. Parece viciada, mas não é. Ela lança mão de recurso legítimo da língua — mudar de lugar na oração. Os pouco atentos imaginam que se trata do tal mim que faz e acontece. Falso. Veja a construção da armadilha:

Ler é fácil para mim.

Para mim ler é fácil.

Viu? Os períodos estão certinhos da silva. Mas muitos, numa primeira leitura, poderão considerar o mim sujeito. Como evitar a confusão? A vírgula ajuda: Para mim, ler é fácil.

É isso. Aplica-se à língua a regra aplicada à mulher de César. A primeira-dama dos romanos não só tinha de ser honesta. Tinha de parecer honesta. A língua não só tem de ser correta. Tem de parecer correta.

Então, pessoal, por essa semana é só! Até mais!

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