Redação: Interpretação do Tema e Planejamento da Redação

Prepare-se porque hoje tem aula de Redação! uhuuuuu! 😀
O professor Eduardo Valladares vai estar te esperando na aula de redação de hoje para te ensinar tudo sobre Interpretação do Tema e Planejamento da Redação! Quer saber os horários e baixar o material de apoio da aula? Confira tudo isso aqui embaixo:

Redação: Interpretação do Tema e Planejamento da Redação
Turma da Manhã: 9:00 às 10:00, com o professor Eduardo Valladares.

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Considerações Iniciais

Você já esteve ou se imaginou em uma situação-limite como o momento da realização da prova de Redação no vestibular? É fácil imaginar os “estágios” dessa ocasião tão peculiar em nossas vidas: certa tensão no ar, o silêncio imperando na sala, os minutos do relógio passando tão lenta e, ao mesmo tempo, tão rapidamente, num paradoxo angustiante. Nesse contexto, apenas um aspecto vem a sua mente: resolver a prova a todo custo! Escrever é a regra do jogo, e você deve fazer isso de forma consciente, constante e organizada. Então, você começa a escrever tudo aquilo que foi aprendido, todas as referências lidas, todas as reflexões feitas em sala de aula…  Enfim, tudo o que você sabe e que diga respeito ao tema proposto pela banca. Desse modo, a nota atribuída pelo corretor será boa, certo? Errado. Infelizmente, a melhor estratégia não é a descrita acima.

De fato, uma prova de Redação só será corrigida se houver um “caderno de respostas” devidamente preenchido. No entanto, os alunos têm a (falsa) impressão de que somente no momento em que a caneta é utilizada na folha de prova é que esta está sendo resolvida. Na verdade, a tarefa de produção textual é muito mais complexa, e necessita de uma fase “pré-textual” talvez até mais demorada que a fase de escritura em si.  Explique-se: do mesmo modo que um edifício ou uma viagem, para darem certo, devem ser pensados e planejados com antecedência (quantos pavimentos vão existir, o perímetro a ser construído, a disposição dos cômodos, entre outros, no caso do edifício; o meio de transporte utilizado, o número de dias, a programação a ser “conferida”, no caso da viagem), um texto também só produzirá o efeito esperado se tiver passado por uma fase de preparação.  Essa fase pode ser dividida, para fins didáticos, em quatro etapas distintas, que, se percorridas com o devido cuidado, permitirão ao candidato um gigantesco salto de qualidade no que tange à apreciação da banca. Vamos a elas?

As Etapas de Preparação

Etapa 1: Interpretação da proposta de tema

É preciso ressaltar, antes de tudo, que a primeira etapa talvez seja a mais importante de todas. Isso porque, se o candidato não tiver conseguido apreender na totalidade aquilo que a banca colocou em discussão, sempre será aplicado algum tipo de penalidade. Essa “falha” do vestibulando é o que chamamos de fuga ao tema. A fuga pode ser total ou parcial: no primeiro caso, a redação é anulada pela banca (como corrigir um texto que não versa sobre o que foi pedido? Como compará-lo com os demais?) e, obviamente, a nota correspondente é zero; no segundo caso, as possibilidades de erro são inúmeras, com as penalizações variando na mesma medida.

Para que esse tipo de problema não ocorra, é preciso que nos atenhamos a aspectos extremamente importantes, abaixo discriminados.

  • Dê atenção total a cada uma das palavras que compõem o tema. A banca teve cerca de um ano para pensar na proposta e, se aquelas palavras foram utilizadas, cada uma delas desempenha uma função específica dentro do contexto. Para que a apreensão dos sentidos da proposta seja completa – impedindo que ocorra fuga ao tema – esses sentidos específicos devem ser inter-relacionados para a composição do todo.

Observe os exemplos abaixo e perceba, com o auxílio de seu professor, as diferenças existentes entre cada proposta:

Tema 1 – Quais as causas para o aumento da violência que atinge aos brasileiros de todas as classes sociais?

Tema 2 – Quais os fatores que levam ao recrudescimento da criminalidade no Brasil?

  • Muito cuidado para não confundir tema e assunto. A falta de distinção pode levar o aluno a uma falha bastante grave. O assunto pode ser uma referência genérica ou um fato específico; o que o diferencia do tema é que este último é uma discussão direcionada, construída a partir do assunto escolhido. Para maior entendimento, observe os exemplos abaixo:

Ex. 1 – Assunto: consciência ecológica

Possível tema: o que deve ser feito para que a consciência ecológica aumente em todo o mundo?

Ex. 2 – Assunto: ataque terrorista às torres do World Trade Center

Possível tema: causas da intolerância no mundo contemporâneo

Em ambos os exemplos, fica clara a distinção entre tema e assunto. No primeiro, o assunto vem com uma referência genérica (consciência ecológica), enquanto o tema traz uma discussão mais direcionada, em que se questionam os meios a serem utilizados para que se aumente a consciência sobre o meio ambiente. No segundo, o caso do atentado terrorista é o assunto usado como pretexto para trazer à tona a verdadeira discussão: os motivos que fazem com que as manifestações de intolerância estejam tão presentes nos dias de hoje.

  • Genericamente, podemos dizer que existem três formas de se apresentar uma proposta de discussão temática para o candidato na ocasião do vestibular:a) Proposta compreendida a partir de um texto-base e/ou uma frase-tema.b) Proposta compreendida a partir de uma coletânea de textos, que dialogam entre si.

Observação: nos dois primeiros casos, muitas vezes, a frase-tema não está explícita e deve ser inferida pelo candidato com base nos textos da coletânea.

c) Proposta compreendida a partir de texto-não verbal ou de texto híbrido.

Abaixo estão elencados alguns exemplos desses modelos de proposição:

Modelo A

O Mundo para todos

“Durante debate recente nos E.U.A., fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.”

(Cristovam Buarque, em artigo publicado por meio eletrônico.)

Você é favorável à internacionalização de áreas e de bens culturais nacionais?

Modelo B

Na primeira gramática da língua portuguesa, escrita por Fernão de Oliveira em 1536, lemos que:

“[…] mui poucas são as coisas que duram por todas ou muitas idades em um estado, quanto mais as falas […] Nós, já agora, para fazer vocábulos de todo assim como digo não temos muita licença, mas, porém, se achássemos uma coisa nova em nossa terra, bem lhe podíamos dar um nome novo, buscando e fingindo voz nova, como poderiam ser as rodas ou moendas em que agora se fala e dizem que hão-de moer com nenhuma e pouca ajuda. Esta tal coisa nunca foi vista, portanto, não pode ter nome. Se agora de novo for achada, trará também voz nova consigo.” (pp.95-96)

Benjamim Costallat

 Quase quatrocentos anos depois, em 1923, o escritor carioca, Benjamim Costallat, escreveria em seu romance Mademoiselle Cinema, o delicioso trecho:

“O champagne salva muita cousa. Disfarça muita tristeza. No meio do jantar, a mulher já é outra. Ri, diz pilhérias. De sua testa foram varridas as rugas de melancolia…

Um jazz-band de negros ensurdece com sua alegria forçada as risadas também forçadas daquele fim de jantar.

Tudo ali é simetria — em cada mesa há um casal, um abat-jour colorido, um jarrinho de flores, uma garrafa de Pommery, e os garçons, silenciosos, servem as mesas simétricas, simetricamente vestidos de casaca preta.” (p.89)

Hoje, as relações entre a renovação do vocabulário e o contexto sociocultural continuam a despertar o interesse, gerando as mais diversas reações, conforme se lê nos três textos a seguir, extraídos de jornais:

“Portanto, a partir de agora, e até prova em contrário, apóio a utilização do termo Cimeira para a reunião de cúpula que acontecerá no Rio. Como vimos em cenas do capítulo anterior, o encontro virou Cimeira após discussões em inglês, numa decisão que ocorreu no Panamá. As tradutoras para o português eram nascidas em Portugal, summit virou cimeira e assim ficou. […] Nestes tempos em que as palavras só se perdem, é realmente vantajoso ganhar uma. Já gostei mais um pouco da tal cimeira.”

(Artur Xexéo, Jornal do Brasil, 25.06.99)

“Há um novo linguajar na praça, talvez filho da globalização, que me obriga a refletir, cada vez que o ouço […] Já havia me acostumado ao verbo‚ ‘deletar’, palavra de boa origem latina, mas importada pelos informatas, quando ouvi um avião de traficante dizer numa entrevista que seu chefe mandara ‘deletar o cara’. Até bem pouco tempo, o verbo deles era ‘apagar’.”

(Romildo Guerrante, Jornal do Brasil, 01.11.99)

Elio Gaspari, em sua coluna no O Globo de 17.10.99, reproduz trecho do projeto de lei do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP):

“Estamos a assistir a uma verdadeira descaracterização da língua portuguesa, tal a invasão indiscriminada e desnecessária de estrangeirismos — como ‘holding’, ‘recall’, ‘franchise’, ‘coffee-break’, ‘self-service’ — e de aportuguesamentos de gosto duvidoso. Em geral despropositados — como ‘startar’, ‘printar’, ‘bipar’, ‘atachar’, ‘database’.”
Reflita, numa dissertação de no máximo trinta linhas, sobre as questões levantadas pelos textos, considerando a afirmação do filósofo Mikail Bakhtine:

“A palavra será sempre o indicador mais sensível de todas as transformações sociais…”

Modelo C

MACHADO, Juarez. Jornal do Brasil, 1972.

a) Leia o cartum de Juarez Machado, reproduzido ao lado, como ponto de partida para o desenvolvimento do seu texto e reflita sobre as múltiplas possibilidades de interpretação que sugere.

b) Dê um título ao cartum de modo que traduza o assunto a ser desenvolvido.

c) Faça um resumo, de até três linhas, do assunto que você escolheu.

d) Redija o texto de acordo com o título e o assunto contido no resumo que você escreveu. A modalidade pode ser predominantemente narrativa, descritiva ou dissertativa, conforme sua preferência.

  • Por fim, deve-se ressaltar aqui o fato de os temas dos vestibulares poderem ser divididos em dois grandes grupos: os denotativos e os conotativos. Para melhor entendimento dessa distinção, resolva os exercícios propostos nesta apostila.

ETAPA 2: Listagem de ideias, exemplos, referências e argumentos.

Em síntese, nesta etapa você deve elencar em uma folha de ‘rascunho’ toda e qualquer referência que sobrevier acerca do tema abordado. É o que chamamos de brainstormtempestade cerebral. Esse trabalho possui dupla função: primeiro, impedir que uma boa ideia seja esquecida no momento de escritura do texto; segundo, permitir ao candidato que suas referências sobre o tema sejam mais bem visualizadas e, com isso, a organização das mesmas possa ser mais eficiente.

ETAPA 3: Organização e seleção das ideias.

Neste momento, você já “passou para o papel” todo o seu conhecimento sobre a proposta de tema. Como você está bem preparado, as referências são muitas e é praticamente impossível que todas elas façam parte do texto final, sob pena de este tornar-se muito superficial. Por isso, deve-se proceder à seleção das melhores ideias, organizadas e associadas entre si, de modo a que a máxima coerência possível seja obtida.

ETAPA 4: Roteirização

Trata-se do último momento pré-textual. Depois de todo o processo anterior, você já deve ter percebido que alguns “parágrafos” começam a se definir. Agora, é necessário preparar as linhas gerais da introdução, a ordem mais adequada para os parágrafos argumentativos que vão compor o desenvolvimento e o encaminhamento da conclusão.

Somente depois de observadas essas quatro etapas é que o candidato deverá começar a escrever. Lembre-se: quanto mais tempo for investido no planejamento do texto, menos tempo será gasto na escritura propriamente dita. Isso porque um texto bem planejado “flui” muito mais do que aquele feito “na hora” – em que o aluno acaba “empacando” inúmeras vezes.

EXERCÍCIOS

1. Com o auxílio de seu professor, esquematize o planejamento de uma redação, com cerca de 30 linhas, escrita para o seguinte tema: “Como se pode explicar o atual panorama de descrença na política?
2. Interprete os temas abaixo, todos de caráter denotativo:
a) Por que o brasileiro transgride as leis?
b) Em que medida a ética pode ser percebida nas relações sociais do brasileiro?
c) Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
d) Democracia e desigualdades sociais no Brasil.
3. Faça o mesmo que no item anterior. Agora, porém, os temas possuem caráter conotativo.

a) “Aquele que perde dinheiro,

       perde muito

       Aquele que perde um amigo,

       perde mais

       Aquele que perde a fé,

       perde tudo.”

b) “O mais triste de um passarinho engaiolado é que ele se sente bem”. Essa frase, de Mario Quintana, pode ser ampliada para o mundo em que vivemos, identificando um aspecto inerente aos seres humanos na atualidade. Disserte sobre essa frase, relacionando-a ao comportamento do homem contemporâneo.

REDAÇÃO EXEMPLAR

Observe agora uma redação nota 10 escrita para o tema da letra “a” do item 3:

Além da racionalidade

O homem contemporâneo, em razão das constantes mudanças que enfrenta ao longo de sua vida, é o ser mais complexo que existe e já existiu. Progredir rapidamente implica a dificuldade de compreensão desse processo tão comum atualmente. É por isso que a humanidade, no século XX, passa por tamanha crise, que muda valores e é capaz de produzir os mais diversos sentimentos. Entretanto, existem valores que, para o homem, persistem, como o dinheiro, e outros que precisam persistir, como a amizade e a fé.

Por mais românticos e idealistas que queiramos ou possamos ser, não há como negar que o dinheiro, há muito tempo, tornou-se indispensável. Isso porque ele é o alicerce não só de nosso sistema econômico, mas também de nossas relações sociais. Dessa forma, viver sem cédulas e moedas é tarefa impraticável hoje em dia, já que, além de serem responsáveis pela obtenção de gêneros de primeira necessidade, como alimentos, roupas e remédios, definem quem ou o que comanda os rumos do planeta. Por isso, considerando-se sua importância, perder dinheiro é um tanto grave.

Todavia, mais grave do que perder dinheiro, é perder amizade, já que o que pode proporcionar uma relação entre seres humanos não é passível de compra. Confiança, compreensão e amor talvez sejam mais vitais ao homem do que comida e poder, porque atravessar uma adversidade física ou material ainda é mais fácil do que superar a solidão e a falta de perspectiva frente às outras pessoas. Isso porque, para o primeiro tipo de problema, a solução pode não ser de obtenção imediata, mas existe. Já o segundo, nenhum de nós sabe solucionar.

Nesse sentido, é necessário analisar ainda a importância da fé. Ter fé significa acreditar em algo sem ter provas concretas de que realmente existe ou irá acontecer. Excetuando-se o campo religioso, já que nem todas as pessoas possuem necessariamente uma religião, pode-se dizer que a fé do homem se aplica, principalmente, ao futuro. Todos precisam acreditar na melhora de seu futuro para continuar lutando pela vida. Perder a fé significa, portanto, perder o sentido da vida, que é a premissa de nossa existência. O que mais pode haver para se perder, então, depois da fé?

Pode-se dizer, portanto, que o ser humano é complexo, na medida em que sua existência implica não apenas sua sobrevivência, como no caso de outros animais. Lidar com esperança e medo e compreender as relações que estabelecemos ao longo da vida é uma tarefa que vai além, até mesmo, da racionalidade. É por isso que ter fé é tão importante, visto que ela cria condições para continuarmos lutando frente às adversidades.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Texto 1

Mal-entendidos

Dividimos a História em eras, com começo e fim bem definidos, e mesmo que a ordem seja imposta depois dos fatos – a gente vive para a frente mas compreende para trás, ninguém na época disse “Oba, começou a Renascença!” – é bom acreditar que os fatos têm coerência e sentido, e nos dêem lições. Só que podemos aprender a lição errada.

Falamos nos loucos anos vinte, quando várias liberdades novas começavam a ser experimentadas, e esquecemos que foi a era que gerou o fascismo. O espírito da “Era do Jazz” de Scott Fitzgerald foi o espírito totalitário, e prevaleceram não os passos do “Charleston” mas os passos de ganso. A leitura convencional dos anos 40 é que foram os anos em que os Estados Unidos salvaram a Europa dela mesma. Na verdade, a Segunda Guerra salvou os Estados Unidos. Completou o trabalho do New Deal de Roosevelt e acabou com a crise econômica que sobrara dos anos 30, fortalecendo a sua indústria ao mesmo tempo que os poupava da destruição que liquidou com a Europa, e inaugurou o keynesianismo militar que sustenta a sua economia até hoje. O fim da Segunda Guerra foi o começo da Era Americana. Os americanos salvaram o mundo – e ficaram com ele. Os plácidos e sem graça anos 50 não foram tão aborrecidos assim. Foram os anos do “existencialismo”, de revoluções na arte e na literatura, do nascimento do rockenrol… Já nos fabulosos anos 60, enquanto as drogas, o sexo e a comunhão dos jovens pela paz e contra tudo o que era velho tomava conta das praças e das ruas, o conservadorismo careta se entrincheirava no poder – Nixon nos Estados Unidos, os generais aqui – e Margaret Thatcher começava a sua própria revolução. O que foi que aconteceu mesmo nos anos 60?

Nos anos 70 e 80 também houve um desencontro entre a percepção e a realidade, ou continuou o mal-entendido das décadas passadas. E quando fizerem a leitura do fim dos anos 90 e deste começo de milênio, qual será a conclusão errada? A que o mundo está se tornando mesmo uma aldeia global ou está se dividindo cada vez mais entre ricos e pobres, entre inteligência excludente, burrice generalizada e estupidez institucionalizada? Com as maravilhas conseguidas pela ciência e a técnica estamos vivendo o auge do ideal iluminista ou estamos em plena regressão obscurantista, com o fundamentalismo religioso e o espírito tribal em guerra aberta contra a razão? E no Brasil? O que é que está acontecendo, exatamente? Daqui a 30 anos saberemos. Ou talvez não.

(Verissimo, jornal o Globo, 13 de fevereiro de 2005)

1. Verissimo afirma que “a gente vive para a frente mas compreende para trás”. Explique.

2. De acordo com o autor, ao analisar os fatos históricos, a lição aprendida pode não ser a mais acertada. Partindo da leitura integral do texto, pode-se afirmar que ele defende esse ponto de vista? Justifique.
3.Para construir sua argumentação, Verissimo opta por uma estratégia bastante interessante, a qual se repete cada vez que ele fala de uma década. Caracterize-a.

4. O que o autor quis dizer com a expressão “passos de ganso”, no 2o período do 2o parágrafo?
5. Pode-se dizer que o uso de travessões no 1o parágrafo e ao final do 2o parágrafo possui a mesma finalidade? Por quê?
6. Ao caracterizar algumas décadas, Verissimo utiliza termos que explicitam sua visão – e às vezes até mesmo a visão coletiva – sobre elas. Destaque 3 exemplos.

7. Ao final do 2o parágrafo, Verissimo deixa uma pergunta: “O que foi que aconteceu mesmo nos anos 60?” Qual a sua intenção ao fazer isso?

8. O último parágrafo do texto levanta uma série de questões a respeito dos anos 90 e do início do milênio. Partindo da postura adotada pelo autor ao longo do texto, é correto afirmar que ele não vê uma saída positiva? Fundamente com uma passagem do texto.

Gabarito

1. O ser humano tende sempre a viver projetando o futuro, preparando para o que ainda está por vir, mas, para entender o funcionamento de tudo, busca sempre respostas no passado.

2. Sim, pois toda a sua argumentação tem como base as interpretações equivocadas do significado de cada década, o que comprova, dentro de sua visão, que isso pode, de fato, ocorrer.

3. Ele trabalha com oposições, apresentando como cada década ficou conhecida historicamente e o que ocorreu em cada uma delas.

4. Passos lentos e curtos.

5. Não. No 1o caso, ele utiliza como forma de inserir um comentário paralelo, uma opinião do autor. No 2o caso, a ideia é acrescentar uma informação a mais sobre um termo já mencionado, substituindo os parênteses.

6. Possibilidades: “loucos” / “plácidos” / “sem graça” / “aborrecidos” / “fabulosos”

7. Resposta pessoal. Sugestão: ele insinua que os acontecimentos dos anos 60 não são tão significativos, apenas reproduções do que acontece em toda década.

8. Sim, ele apresenta uma visão negativa. Isso pode ser comprovado quando ele utiliza “qual será a conclusão errada?”, colocando como inevitável sua ocorrência.

PRINTS DA AULA – RAFAEL CUNHA

PRINTS DA AULA – EDUARDO VALLADARES

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