Redação: Análise de Redações do ENEM

Hoje tem aula de Redação com Análise de Redações do ENEM com o professor Rafael Cunha! <3
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Redação: Análise de Redações do ENEM
Turma da Noite:  19:45 às 20:45, com o professor Rafael Cunha

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Material de Aula ao Vivo

MATERIAL DE AULA AO VIVO

Acompanhe agora a análise de algumas redações de alunos feitas para os exames do ENEM:

Redação 1
Tema: O trabalho infantil na realidade brasileira
Nota: 10,0

Quadro-negro

As três leis de Newton, a bioacumulação ou, ainda, a quebra da bolsa de Nova Iorque são exemplos de assuntos sobre os quais muitas crianças brasileiras jamais ouviram falar. Isso se deve, principalmente, porque em vez de estarem sentadas em carteiras escolares, sacam enxadas, procuram qualquer tipo de emprego. Esquecidos, em uma sociedade capitalista, esses “pequenos adultos” tentam ajudar como podem suas famílias – ou apenas a si mesmos.
De fato, para se entender o problema do trabalho infantil em nosso país, é necessário ressaltar a recorrente pressão dos familiares sobre essas crianças. Seja na cidade – onde o custo de vida é elevadíssimo, seja no campo – onde as condições são subumanas -, os filhos atuam como mão-de-obra fundamental para a sobrevivência de todos. Desse modo, cortar cana ou vender balas em sinais de trânsito acabam por distanciar a criança do seu real desenvolvimento. O governo pode e deve, nesse caso, atuar de modo eficiente, criando políticas públicas de manutenção escolar em troca de bonificações financeiras para as famílias.
Podemos observar, ainda, a reação da sociedade sobre o assunto. Porque vivemos no capitalismo, tendemos a nos tornar pessoas individualistas, que preferem se abster de situações consideradas incômodas. Eça de Queiroz já disse que “dói mais uma dor de dente que uma guerra na China”, o que se aplica perfeitamente à atualidade. Mantendo essa postura de negligência, contribuímos para a perpetuação da problemática. Devemos, no entanto, reivindicar os direitos de todos os cidadãos e reclamar com as autoridades quando eles não forem respeitados.
Nesse contexto, percebemos que a atuação não efetiva dos órgãos públicos possui papel importantíssimo no agravamento da questão. Como ninguém parece se incomodar, o governo se acomoda. Ainda que haja algumas ações pontuais e contextualizadas, o problema maior é estrutural. As constantes fraudes, os desvios de verba e a precária fiscalização impedem que medidas menos paliativas sejam, de fato, empregadas. A mídia deve contribuir sempre, exercendo sua função social e atuando como “cão de guarda” da sociedade: investigando, alertando e denunciando abusos e posturas pouco éticas.
Fica claro, portanto, que o trabalho infantil, ainda hoje, constitui uma terrível realidade brasileira para a qual tentamos ao máximo fechar os olhos. Entretanto, é necessário que tentemos eliminá-lo, denunciando quando existirem práticas e exigindo a participação eficaz do poder público. Este deve dar o direito ao acesso a uma vida digna, com perspectivas de melhoria na qualidade de vida a todos os cidadãos. Só então os brasileiros poderão, finalmente, se ver livres desse quadro negro – no pior sentido do termo.

Redação 2
Tema: O trabalho infantil na realidade brasileira
Nota: 9,0

Crianças Lideram o Desenvolvimento

No lugar de bonecas, martelos e pregos. No lugar da escola, sinais de trânsito. No lugar de leitura, recolhimento de latas de alumínio. Diariamente, observamos um obstáculo ao desenvolvimento brasileiro: o trabalho infantil. Este reflete as disparidades econômicas regionais e é um fator de agressão aos direitos da criança e, muitas vezes, dos adolescentes. Precisamos, juntos, combater esse mal, a fim de proporcionar o progresso da sociedade brasileira.
O primeiro malefício causado pelo trabalho infantil é o prejuízo da formação crítica do indivíduo. Valores éticos e morais, assim como a capacidade de formar opiniões próprias e a auto-avaliação são obtidos na convivência com família e escola, o que é comprometido pela a rotina de trabalho. Esse desenvolvimento é essencial para que exista uma sociedade que exerça seus direitos e deveres; e uma sociedade ativa e consciente é pré-requisito ao desenvolvimento brasileiro.
Paralelamente à formação crítica, é, também, comprometido o aprendizado técnico. O trabalho precoce acaba por reduzir o rendimento escolar e, muitas vezes, leva a desistências dos jovens em relação aos estudos. A conseqüência é a dificuldade na obtenção de um emprego, já que o capitalismo exige cada vez mais profissionais qualificados. Assim, a situação de pobreza permanece, o que poderá levar os futuros filhos desses jovens a seguir o mesmo caminho. Apenas superando esse círculo vicioso poderemos alcançar o desenvolvimento social e econômico.
Por fim, um país desenvolvido é aquele que, prioritariamente, respeita os direitos de seus cidadãos. No caso das crianças, especialmente, é dever de toda a sociedade brasileira, juntamente com o governo, zelar por esses direitos. A violação destes leva ao crescimento de jovens e adultos que percebem como normal o desrespeito às normas jurídicas, o que pode elevar índices de criminalidade, freando o progresso nacional.
Nessa perspectiva, cabe a nós, todos os brasileiros, lutar contra o trabalho infantil. Por parte do governo, o investimento em educação, saúde, condições de habitação, alimentação e lazer é essencial. Por parte do povo, podemos agir através de organizações não-governamentais, contribuindo com nossos conhecimentos e com nosso amor pelas crianças brasileiras e pelo nosso país, para construirmos um futuro melhor.
Redação 3
Tema: O trabalho infantil na realidade brasileira
Nota: 7,0

A criança sem infância

A chegada da primeira revolução industrial popularizou o trabalho infantil. A necessidade de complementação da renda familiar e a busca pelo lucro dos burgueses foram os motivos básicos para isso. Hoje, essa prática se perpetua no Brasil de maneira anacrônica, visto que as causas da exploração são as mesmas do século passado. A miséria e a ganância na realidade brasileira, nesse sentido, devem ser analisadas para que se compreenda a existência do trabalho infantil aqui.
Os baixos salários e o elevado desemprego faz com que os pais estimulem seus filhos a entrar muito cedo no mercado de trabalho. Isso porque há a necessidade de obtenção de dinheiro imediato e a escola passa a ser um investimento de difícil concretização para a sociedade mais carente. Por isso, faz-se necessária a ampliação de projetos como a Bolsa escola, que garante a permanência da criança na escola, ao mesmo tempo que dificulta o seu acesso prematuro ao mercado de trabalho. Assim, além da dignidade, a criança aumenta a sua perspectiva de obtenção de um emprego melhor no futuro.
Existem também aqueles que se aproveitam da desigualdade social para elevar mais seu padrão de vida. De forma ilegal, contratam crianças para trabalhar na agricultura ou vendas, e até organizam o turismo sexual com meninas, por exemplo. Atividades como essas ultrapassam o desrespeito ao estatuto da criança e do adolescente e chegam a ferir a moral de toda uma sociedade. Nesse sentido, é imprescindível que ela reaja, denunciando gananciosos e cobrando punição efetiva, que serviriam de exemplo aos outros.
O trabalho infantil foi condenado por nós desde sua criação e, por isso, deve ser combatido. Atingindo suas causas através de uma aliança entre o Estado e a sociedade, podemos erradicar esse tipo de exploração e reverter essa situação. Dessa forma poderemos no futuro ver as crianças brasileiras em um quadro muito melhor do que estamos presenciando hoje.

Redação 4
Tema: Liberdade e abusos dos meios de comunicação
Nota: 10,0

Mutualismo

São várias as opiniões sobre o papel que devem exercer, assim como são comuns as críticas aos abusos que muitos cometem quando o assunto é meios de comunicação. Há séculos, livros ainda eram escritos à mão e, por isso, muito raros e desejados. Passando pela grande invenção de Gutenberg, a imprensa, até os dias atuais, o culto à informação só tem crescido. É tamanha a ânsia por ver e saber que muitas pessoas perdem a noção do que é realmente necessário, deixando-se levar por interesses maiores daqueles que vivem para informar, ou em alguns momentos transformar, mentes vulneráveis. Excessos devem ser controlados, sem nunca comprometer a liberdade de informação.
A maior parte dos meios de comunicação em massa é controlada por empresas privadas. É, por esse motivo, veiculado somente o que atende os interesses de seus proprietários. Tais empresários visam ao lucro, e por isso não hesitam em exibir cenas fortes e violentas em horários que crianças estão acordadas, ou apelar para qualquer assunto que atraia espectadores. Assim, o Estado deveria criar um órgão eficiente que acompanhasse todos os passos da imprensa brasileira. Para evitar que seja o retorno da DIP e com isso a instituição da censura, pode-se, então, apoiar organizações não governamentais, como o Observatório da Imprensa, que já realiza esse trabalho para o bem da sociedade.
Esta, por sua vez, também possui o seu papel no combate ao abuso dos meios. Pesquisas afirmam que temas como sexo e violência atraem a atenção do público, tanto que já há até uma banalização desses assuntos. As pessoas já acham normal ver estampado nos jornais o número de mortos na última guerra do tráfico, ou que um programa de TV tenha como fundamento invadir a privacidade de um grupo de pessoas e filmar suas vidas ininterruptamente, transformando o voyerismo e o crime em assuntos comuns e rotineiros. Cabe a todo cidadão discernir entre o que acrescenta e o que é meramente apelativo. Se cada um não der mais credibilidade aos assuntos inadequados e inúteis, certamente estes deixarão de ser vinculados, já que não mais serão lucrativos. A liberdade estará garantida, bem como o patrimônio moral de todos.
As universidades também possuem um papel vital nessa preservação. Elas devem instruir melhor os alunos de carreiras como jornalismo e publicidade sobre o verdadeiro papel de um profissional da imprensa. É certo que o mesmo deve retratar a realidade, e esta é muitas vezes de violência, corrupção e escândalos. Entretanto, com a educação correta ele possuirá consciência de como os assuntos devem ser passados, sem recorrer á banalização ou à sede pelo capital. O homem é facilmente corrompido pelo dinheiro, sendo de fato difícil negar quando as condições para o enriquecimento, ascensão profissional e até a fama são favoráveis, mesmo colocando em xeque a ética. Todavia, é muito mais provável o bom senso e a moral prevalecerem com a instrução correta.
Dessa maneira, pode-se perceber que, assim como na Biologia, em que o mutualismo é a relação harmônica em que um necessita do outro para sobreviver, é necessária uma mobilização de todas as partes para o combate ao abuso dos meios de comunicação. Isso, é claro, preservando sempre a liberdade de expressão. Além disso, é indiscutível que se faz coerente uma reciclagem em todos os setores da comunicação voltada para as massas, para que se possa alcançar não só a preservação, mas a valorização dos princípios fundamentais da ética. Gutenberg, e toda a humanidade, agradecem.

Redação 5
Tema: O poder de transformação da leitura

Transformação silenciosa

Na modernidade, ao mencionar a expressão “meios de comunicação”, logo surgem à memória comum veículos como os canais televisivos, as linhas de telefonia móvel e a rede mundial de computadores, porém, os livros, quando lembrados, tardam a sê-lo. A leitura, no entanto, constitui um importante meio de transmissão de informações e, portanto, um poderoso transformador social. Fato esse que pode ser comprovado através de suas abrangências individual e interpessoal.
A convivência com a leitura inerente, não apenas a livros e revistas, mas às mais simples propagandas resulta em maior afinidade com a língua nacional. O hábito de ler provoca um domínio sobre o meio de comunicação escrito e mesmo falado, sendo os possuidores desse hábito seres de expressão mais fácil e de maior qualidade.
Os livros devem ser encarados como elementos difusores de informações e, nesse sentido, percebe-se o caráter paradoxal do momento da leitura como causador de simultâneos isolamento e aproximação. Ao se fechar em seu universo de interpretação e imaginação individuais, o leitor está, ao mesmo tempo, apreendendo conhecimento alheio. Desse modo, ler é aprofundar os próprios conceitos e, por consequência, o senso crítico e a capacidade de reflexão.
Além disso, a leitura possui uma ação em âmbito nacional. Uma vez que representam a propagação de dados, os textos podem ser utilizados como objetos de conscientização popular, trabalhando como verdadeiros formadores de opinião. A existência da lista de livros proibidos pela Igreja Católica da Idade Média – o Index – e do “Livro Vermelho” da teocracia chinesa constitui um retrato de organizações buscando fortalecer seus poderes através do direcionamento da leitura popular.
Assim, a vastidão do poder de transformação da leitura pode ser compreendida ao notar as suas ações como difusor de conhecimento e como influenciador comportamental. O Estado e a iniciativa privada devem, então, reconhecer o valor dos livros e investir neles em proporção a esse reconhecimento. Apostar na leitura é ganhar uma educação mais abrangente e uma mudança social de base – objetivos prováveis daquele que conhece a própria realidade social, daquele que lê.

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