Quais as funções da introdução de uma redação?

Finalmente chegamos à estrutura dissertativa. Este é o momento de conhecer cada uma das funções de cada um dos parágrafos e começar, de fato, a escrever o texto dentro dos moldes e exigências do ENEM. Todo mundo sabe que o texto dissertativo-argumentativo precisa ter um início, um meio e um fim, os famosos parágrafos de introduçãodesenvolvimentoconclusão, né? O nosso resumo de hoje foca o primeiro parágrafo, aquele que abre o texto, que, pela interpretação de sua etimologia (intro + dução), tem o papel de levar o leitor para dentro da redação. Você sabe tudo o que precisa aparecer neste parágrafo?

Objetivo

Como já foi dito, o parágrafo de introdução tem o objetivo de levar o leitor para dentro do texto. Como estamos falando de uma redação de vestibular, que discute um tema proposto, as primeiras linhas do texto são responsáveis por mostrar tudo o que será dito, argumentado, fundamentado durante os outros parágrafos. Dessa forma, o primeiro parágrafo tem duas funções fundamentais para o entendimento do texto: contextualização apresentação de uma tese. Vamos falar sobre cada uma delas?

A contextualização

A primeira função é simples: se há um tema a ser discutido, precisamos apresentá-lo já nas primeiras linhas. O início do parágrafo, então, introduz a temática analisada, e isso pode ser feito de muitas formas: você pode apresentar uma contextualização histórica – o ENEM gosta muito de comparações com outras épocas -, uma frase importante, música, um livro ou qualquer outra obra que possa ser relacionada ao tema – a chamada contextualização cultural – e até diversas imagens, “flashes” que possam ilustrar aquela proposta – a famosa contextualização “fotográfica”. As formas são muitas, mas essas são muito interessantes na prova do ENEM. Fique de olho na nossa aula ao vivo! Lá mostraremos formas de construir cada uma dessas contextualizações. Vamos ver um exemplo?

A tese

Na aula ao vivo, no resumo e na monitoria de Redação, você já aprendeu o que é uma tese, certo? A tese é o ponto de vista central do seu texto. Todos os argumentos, todas as ideias e até as propostas de intervenção apresentados no texto terão conexão com essa parte da introdução do seu texto. Há duas formas mais comuns de se formular uma tese: de forma sintéticaanalítica. A tese sintética é aquela que deixa tudo bem sugerido, que não expõe argumentos. Gosta de fazer surpresas, sabe? Nela, você pode sintetizar o seu ponto de vista por meio de uma palavra ou até uma expressão. Nada fica muito claro – apenas o seu ponto de vista, é óbvio.

A outra maneira de apresentar o seu posicionamento é por meio da tese analítica. Como o nome já diz, esse tipo de tese analisa, organiza cada um dos pontos que serão apresentados ao longo do texto. Confie em mim: esse modelo é muito mais interessante na prova do ENEM. Com ele, tudo o que será dito na sua redação fica “mastigadinho” para o leitor já na introdução, o que é um grande presente para quem tem pouquíssimos minutos para ler a sua redação, né? Invista nela! Vamos ver um exemplo!

Note que, nas partes destacadas, o autor apresenta dois pontos que, sem dúvidas, serão tratados ao longo desse texto – a questão da falta de incentivo e do mercado. Se você terminar de ler a nossa redação exemplar, neste link, perceberá que é muito fácil encontrar esses dois trechos da tese desenvolvidos nos dois parágrafos de desenvolvimento. Esta é uma tese analítica.

E aí, descomplicamos? A importância do primeiro parágrafo da redação é inegável, né? Se na conclusão podemos dizer que o texto é fechado “com chave de ouro”, aqui na introdução é fácil admitir que precisamos abrir com chave de ouro também. De preferência, com a mesma chave da conclusão. Mas isso é papo pra outro resumo! 😛 Vamos dar uma olhada em alguns exercícios? Eles irão te ajudar muito!

Bom texto e bom 1000!

Exercício

  1. O tema da Redação do ENEM de 2012 foi: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI. Comente como a autora do trecho abaixo introduziu o tema:

Durante, principalmente, a década de 1980, o Brasil mostrou-se um país de emigração. Na chamada década perdida, inúmeros brasileiros deixaram o país em busca de melhores condições de vida. No século XXI, um fenômeno inverso é evidente: a chegada ao Brasil de grandes contingentes imigratórios, com indivíduos de países subdesenvolvidos latino-americanos. No entanto, as condições precárias de vida dessas pessoas são desafios ao governo e à sociedade brasileira para a plena adaptação de todos os cidadãos à nova realidade.

Autora: Gabriela Araújo Attie

Bons estudos!

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