Português: Gêneros Textuais – Jornalístico e Propagandístico

Hoje tem aula sobre Gêneros Textuais – Jornalístico e Propagandístico com o professor Eduardo Valladares! 🙂 Use esse post para conferir os horários das aulas e baixar o material de apoio!


Português: Gêneros Textuais – Jornalístico e Propagandístico
Turma da Noite: 18:30 às 19:30, com o professor Eduardo Valladares.

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Material de Aula ao Vivo
Lista de Exercícios

MATERIAL DE AULA AO VIVO

O Texto Jornalístico

Para darmos início ao estudo do texto jornalístico, foram selecionadas duas questões do ENEM de 2011. Acompanhe a resolução de cada questão e o respectivo comentário.

1. O que é possível dizer em 140 caracteres?

Sucesso do Twitter no Brasil é oportunidade única de compreender a importância da concisão nos gêneros de escrita.

A máxima ‘menos é mais’ nunca fez tanto sentido como no caso do microblog Twitter, cuja premissa é dizer algo — não importa o quê — em 140 caracteres. Desde que o serviço foi criado, em 2006, o número de usuários da ferramenta é cada vez maior, assim como a diversidade de usos que se faz dela. Do estilo “querido diário” à literatura concisa, passando por aforismos, citações, jornalismo, fofoca, humor etc., tudo ganha o espaço de um tweet (“pio” em inglês), e entender seu sucesso pode indicar um caminho para o aprimoramento de um recurso vital à escrita: a concisão.

Disponível em: http://www.revistalingua.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010 (adaptado)

O Twitter se presta a diversas finalidades, entre elas, à comunicação concisa, por isso essa rede social:
a) é um recurso elitizado, cujo público precisa dominar a língua padrão.
b) constitui recurso próprio para a aquisição da modalidade escrita da língua.
c) é restrita à divulgação de textos curtos e pouco significativos e, portanto, é pouco útil.
d) interfere negativamente no processo de escrita e acaba por revelar uma cultura pouco reflexiva.
e) estimula a produção de frases com clareza e objetividade, fatores que potencializam a comunicação interativa.

2. É água que não acaba mais
Dados preliminares divulgados por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apontaram o Aquífero Alter do Chão como o maior depósito de água potável do planeta. Com volume estimado em 86 000 quilômetros cúbicos de água doce, a reserva subterrânea está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá. Essa quantidade de água será suficiente para abastecer a população mundial durante 500 anos, diz Milton Matta, geólogo da UFPA. Em termos comparativos, Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água do Aquífero Guarani (com 45 000 quilômetros cúbicos). Até então, Guarani era a maior reserva subterrânea do mundo, distribuída por Brasa, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Época. Nº623. 26 abr. 2010.

Essa notícia, publicada em uma revista de grande circulação, apresenta resultados de uma pesquisa cientifica realizada por uma universidade brasileira. Nessa situação específica de comunicação, a função referencial da linguagem predomina, porque o autor do texto prioriza
a) as suas opiniões, baseadas em fatos.
b) os aspectos objetivos e precisos.
c) os elementos de persuasão do leitor.
d) os elementos estéticos na construção do texto.
e) os aspectos subjetivos da mencionada pesquisa.

Em ambas as questões, são trabalhados textos jornalísticos, que, embora tratem de assuntos bastante distintos, apresentam muitas semelhanças entre si. Perceba:

– A linguagem utilizada é clara e objetiva.
– O vocabulário é predominantemente formal e escrito em norma culta– apesar de o teor de cada assunto permitir que o autor se utilize, por vezes, de uma linguagem mais técnica.
– A postura do emissor (ou jornalista, no caso) é aparentemente neutra e impessoal.
– A linguagem utilizada é denotativa, com predomínio da função referencial.
– O objetivo de ambos os textos é informar/levar conhecimento de mundo ao leitor.
Essas são, sem dúvida, as principais marcas de um texto jornalístico “padrão”.

Veja mais um exemplo:

Rua Mena Barreto entra em obras semanas após a via ser recapeada, diz leitor
Canteiro é da Ceg, que informou ter recuperado a pista. Serviço definitivo será em 15 dias
RIO – Uma obra realizada na Rua Mena Barreto, em Botafogo, despertou a atenção do leitor Luis Buendia. Segundo ele, o canteiro foi instalado pouco depois de a via ser recapeada e ganhar nova sinalização no asfalto. Ele, que não entende a falta de planejamento, diz que após esse tipo de intervenção no bairro é comum deixarem as pistas desniveladas.
— O asfalto na Mena Barreto foi instalado em fevereiro desse ano e terminaram de pintar as faixas na primeira semana de março. Parece piada. A Ceg fez dois imensos buracos, e o pior é que a reposição sempre é de péssima qualidade, afundando com tempo. Não consigo entender a falta de planejamento e de fiscalização — contou o leitor por e-mail.
Procurada, a Ceg informou que executou a recomposição provisória no local e que a definitiva, seguindo as mesmas características da via antes da obra, será concluída nos próximos 15 dias. A companhia diz que a intervenção na área foi para modernizar a rede de gás e está à disposição dos moradores pela sua central de emergência, pelo telefone 0800-0240197.

(Extraído de http://oglobo.globo.com/eu-reporter/rua-mena-barreto-entra-em-obras-semanas-apos-via-ser-recapeada-diz-leitor-15570616. 12/03/2015)

O Texto Propagandístico

3.

O anúncio publicitário está intimamente ligado ao ideário de consumo quando sua função é vender um produto. No texto apresentado, utilizam-se elementos linguísticos e extralinguísticos para divulgar a atração “Noites do Terror”, de um parque de diversões.

O entendimento da propaganda requer do leitor:
a) a identificação com o público alvo a que se destina o anúncio.
b) a avaliação da imagem como uma sátira às atrações de terror.
c) a atenção para a imagem da parte do corpo humano selecionada aleatoriamente.
d) o reconhecimento do intertexto entre a publicidade e um dito popular.
e) a percepção do sentido literal da expressão “noites do terror”, equivalente à expressão “noites de terror”.

Como se pode perceber, o texto publicitário sempre é dirigido a um leitor ou a um público-alvo (genérico ou específico), com o objetivo de persuadir. Para que isso seja possível, a linguagem propagandística costuma apresentar-se de modo sugestivo, muitas vezes misturando o formal e o informal, o culto e o coloquial. Além disso, a linguagem verbal e a não-verbal unem-se, garantindo a adesão do leitor.

Veja mais alguns exemplos:

(Textos extraídos da internet)

Procure resolver os exercícios propostos para treinar o reconhecimento dessas características em questões de vestibular.

TUDO VERDE NA GROELÂNDIA

As geleiras da Groelândia estão derretendo tão rapidamente que, em alguns lugares, os níveis glaciais baixaram 10 metros num único ano. A constatação é de um grupo de cientistas da fundação Gary Comer, entidade americana que estuda as mudanças bruscas do clima no planeta. Para os pesquisadores, o território dinamarquês se tornou um laboratório gigante das transformações ambientais. O recuo do gelo e o desnudamento das rochas deram espaço a liquens e até a plantas mais desenvolvidas, além de resgatarem traços da agricultura viking extinta no século 15, quando a temperatura caiu tanto que nenhuma civilização resistiu ali. Hoje, a novidade ressuscita o verde e os fazendeiros. O aparente bom pasto é apenas a ponta de um grande problema ecológico.

(Terra, ed. 162, out. 2005, p.25.)

4. “A constatação é de um grupo de cientistas da fundação Gary Comer, ENTIDADE AMERICANA QUE ESTUDA AS MUDANÇAS BRUSCAS DO CLIMA NO PLANETA.” O enunciado destacado tem a função de:
a) referir-se aos Estados Unidos.
b) explicar as mudanças bruscas no clima.
c) caracterizar as mudanças climáticas.
d) explicar o que vem a ser a fundação Gary Comer.
e) referir-se aos cientistas e suas habilidades.
Enquanto um misto de tragédia e pantomima se desenrola aos nossos olhos atônitos, escrevo esta coluna meio ressabiada: como estará o Brasil quando ela for publicada, isto é, em dois dias? Estamos no meio de um vendaval desconcertante: numa mistura entre público e privado como nunca se viu, correntes inimagináveis de dinheiro sem origem ou destino declarados jorram sobre nós levando embora confiança, ética e ilusões.
O drama é que não somos arrastados por “forças ocultas” ou ventos inesperados. Devíamos ter sabido. Muitos sabiam e vários participaram – embora apontem o dedo uns para os outros feito meninos de colégio: “Foi ele, foi ele, eu não fiz nada, eu nem sabia de nada, ele fez muito pior”. Espetáculo deprimente, que desaloja de seu acomodamento até os mais crédulos.
Se mais bem informados, poderíamos ter optado diferentemente em várias eleições – mas nos entregamos a miragens sedutoras e ideias sem fundamento. Agimos como cidadãos assim como fazemos na vida: omissos por covardia ou fragilidade, por fugir da realidade que assume tantos disfarces. Deixamos de pegar nas mãos as rédeas da nossa condição de indivíduos ou de brasileiros, e isso pode não ter volta. Fica ali feito um fantasma pérfido: anos depois, salta da fresta, mostra a língua, faz careta, ri da nossa impotência. Não dá para voltar, nem sempre há como corrigir o que se fez de errado, ou que deixou de ser feito e causou graves mazelas.

(Lya Luft, É hora de agir. VEJA, 27 de julho de 2005.)

5. Quanto à organização das ideias no texto,
a) obedece à lógica de um texto de natureza jornalística, que tem o dever de informar sem expressar o ponto de vista do autor ou do jornal.
b) segue o modelo da crônica de costumes, com foco na percepção irônica da vida em sociedade.
c) observa o modelo clássico do texto literário, optando por tratar de temas universais em linguagem filosófica.
d) funda-se na relação entre apreciações de cunho pessoal e argumentos baseados em fatos.
e) centra-se na discussão da vida nacional, adotando o ponto de vista de observador que se abstém de expor avaliações.

NEM MÉDICO COMPREENDE LETRA DE COLEGA

“Nem mesmo os médicos conseguem, muitas vezes, entender o diagnóstico escrito pelos colegas durante o atendimento a pacientes. É isso que mostra uma pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O estudo comparou prontuários médicos e comprovou que a letra ilegível impede que médicos da mesma especialidade cheguem a um diagnóstico igual sobre o quadro clínico do paciente.
A pesquisa foi tese de mestrado do fisioterapeuta Maurício Merino Nunes, do Departamento de Informática em Saúde. Ele avaliou o grau de entendimento de prontuários feitos por médicos ortopedistas do grupo de joelho do Cete (Centro de Traumatologia do Esporte) da Unifesp.
O prontuário deve ser compreendido por outros profissionais para que seja possível dar continuidade ao tratamento de um paciente. “Se o médico não tem a informação adequada, existe a possibilidade de não fazer o tratamento correto”, afirmou Nunes, autor da tese. A legibilidade dos prontuários médicos é exigida no código de ética da profissão.
A ilegibilidade da letra do médico pode acarretar uma advertência ao profissional. A necessidade de o prontuário ser compreensível faz parte do Código de Ética Médica e de uma resolução do Conselho Federal de Medicina.”

(Folha de S. Paulo, 09.07.2005. Adaptado.)

6. A frase – “Se o médico não tem a informação adequada, existe a possibilidade de não fazer o tratamento correto…”

O correto entendimento da frase permite afirmar que
a) o médico deve prescindir da informação adequada para realizar o tratamento correto.
b) a informação adequada é uma das condições essenciais para a realização do tratamento correto.
c) a informação adequada é uma consequência da realização do tratamento correto.
d) a informação adequada inviabiliza a realização do tratamento correto.
e) o médico não considera importante a realização do tratamento correto sem que haja informação adequada.

7. Leia os textos a seguir:

I – A SITUAÇÃO DE UM TRABALHADOR
Paulo Henrique de Jesus está há quatro meses desempregado. Com o Ensino Médio completo, ou seja, 11 anos de estudo, ele perdeu a vaga que preenchia há oito anos de encarregado numa transportadora de valores, ganhando R$ 800,00. Desde então, e com 50 currículos já distribuídos, só encontra oferta para ganhar R$300,00, um salário mínimo. Ele aceitou trabalhar por esse valor, sem carteira assinada, como garçom numa casa de festas para fazer frente às despesas.

(O Globo, 20/07/2005.)

II – UMA INTERPRETAÇÃO SOBRE O ACESSO AO MERCADO DE TRABALHO
Atualmente, a baixa qualificação da mão de obra é um dos responsáveis pelo desemprego no Brasil.

A relação que se estabelece entre a situação (I) e a interpretação (II) e a razão para essa relação aparece em:
a) II explica I – Nos níveis de escolaridade mais baixos há dificuldade de acesso ao mercado de trabalho.
b) I reforça II – Os avanços tecnológicos da Terceira Revolução Industrial garantem somente o acesso ao trabalho para aqueles de formação em nível superior.
c) I desmente II – O mundo globalizado promoveu desemprego especialmente para pessoas entre 10 e 15 anos de estudo.
d) II justifica I – O desemprego estrutural leva a exclusão de trabalhadores com escolaridade de nível médio incompleto.
e) II complementa I – O longo período de baixo crescimento econômico acirrou a competição, e pessoas de maior escolaridade passam a aceitar funções que não correspondem a sua formação.

RICOS CONSOMEM MAIS PÃO E MENOS ARROZ

Rio de Janeiro – Folhapress

O rendimento familiar tem efeito significativo sobre a composição da alimentação. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2002-2003, quanto mais rico é o brasileiro, menor a proporção de carboidratos e maior a de gorduras.
Na prática, famílias com rendimento superior a cinco salários mínimos por pessoa comem menos arroz (11,53% das calorias totais). Entre os mais pobres, com renda de até um quarto de salário mínimo por integrante, o percentual sobe para 23,71%.
Itens como pão francês, biscoito e refrigerantes têm comportamento inverso. O consumo de pão francês praticamente triplica entre os de renda mais alta e fica em 6,57%. Os que ganham menos têm no alimento apenas 2,29% das calorias totais.
CALORIAS

A substituição de alimentos na rotina dos mais ricos não significa necessariamente uma melhora nutricional. Famílias com rendimento superior a cinco salários mínimos por pessoa consomem 52,19% das calorias totais em carboidratos, um percentual abaixo do mínimo necessário, de 55%.

(Jornal Gazeta do Povo, 17/12/2004.)

8. Assinale a afirmação correta:
a) Há possibilidade de inverter a ordem do texto, trocando de lugar entre si o segundo e o terceiro parágrafos.
b) As informações para a redação desse texto foram obtidas num estudo realizado pelo próprio redator.
c) A função desse texto é informar e defender um ponto de vista sobre a importância da alimentação saudável.
d) O objetivo desse texto é divulgar a informação, por isso não apresenta opinião sobre o assunto.
e) “Aumenta o consumo de pão e diminui o de arroz” seria outra possibilidade de título para esse texto.

O QUE FAZ VOCÊ FELIZ?

A lua, a praia, o mar
A rua, a saia, amar…
Um doce, uma dança, um beijo,
Ou é a goiabada com queijo?

Afinal, o que faz você feliz?

Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde,
Arroz com feijão, matar a saudade…
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis
Ou são os sonhos que te fazem feliz?

Um filme, um dia, uma semana
Um bem, um biquíni, a grama…
Dormir na rede, matar a sede, ler…
Ou viver um romance? O que faz você feliz?

Um lápis, uma letra, uma conversa boa
Um cafuné, café com leite, rir à toa,
Um pássaro, ser dono do seu nariz…
Ou será um choro que te faz feliz?

A causa, a pausa, o sorvete,
Sentir o vento, esquecer o tempo,
O sal, o sol, um som
O ar, a pessoa ou o lugar?

Agora me diz,
O que faz você feliz?

(Anúncio publicitário do Grupo Pão de Açúcar, veiculado na Revista VEJA, edição de 21 de março de 2007)

9. Podem-se destacar alguns elementos que caracterizam o texto como propaganda de uma rede de supermercados. Assinale a alternativa que cumpre melhor esse intento.
a) Referência explícita a produtos industrializados, tais como “saia”, “doce”, “goiabada”, “queijo”, todos potencialmente à venda em supermercados.
b) Apelo à ideia de que a felicidade depende de elementos naturais, tais como “lua”, “praia” e “mar”, aonde só se chega por meio das relações de compra e venda da sociedade de consumo.
c) Menção aos atos de “dormir cedo e acordar tarde”, que evocam, por oposição e contraste, o ciclo do trabalho, base da vida voltada para as necessidades do consumo.
d) Citação dos sonhos, em “ou são os sonhos que te fazem feliz?”, para simbolizar tudo aquilo que a noção do consumo leva as pessoas a almejar.
e) Evocação da liberdade, na figura do pássaro, em “um pássaro, ser dono do seu nariz”, a qual sugere abandonar as limitações das pessoas compelidas a consumir mais.

Estamos comemorando a entrega de mais de mil imóveis. São mais de 1000 sonhos realizados. Mais de oito imóveis são entregues todo dia. Quer ser o próximo? Então vem para a X Consórcios. Entre você também para o consórcio que o Brasil inteiro confia.

10. No contexto em que se encontra, a pergunta – Quer ser o próximo? – mostra-se ambígua.
a) Explique por quê.
b) Mostre como desfazer a ambiguidade, reescrevendo a pergunta.

Brasil

Seu destino é crescer.

Nosso turismo já é um produto de exportação com prestígio no mundo inteiro.
Antes, para o resto do mundo, éramos apenas o país do Carnaval e do futebol. Isso há muitos anos. Agora é diferente, agora o país tem rumo. Com o PNMT – Programa Nacional de Municipalização do Turismo -, mais de 1.200 cidades turísticas estão sendo preparadas para que se tornem melhores para os turistas e para quem vive nelas. Treinamos e capacitamos mais de 500 mil profissionais, nas diversas áreas ligadas ao turismo em todo o Brasil. Leis do tempo do Império foram atualizadas, abrindo novos horizontes, principalmente para o turismo marítimo. Só em 2001 tivemos 30 dos maiores transatlânticos do mundo navegando pelo nosso litoral. Com o cenário brasileiro modernizado e mais atraente, de 2 milhões passamos para 5 milhões de turistas estrangeiros recebidos anualmente. O turismo traz os benefícios de um maravilhoso produto de exportação, ajudando a combater nossas dificuldades sociais com a geração de mais emprego, mais renda e divisas para o país.

Consulte seu agente de viagens.

(Embratur, Ministério do Esporte e Turismo, Governo do Brasil.)

11. Analisando as informações apresentadas no texto e a forma como estão organizadas, podemos afirmar que:
1) o texto começa por estabelecer uma oposição entre diferentes momentos da história do turismo no Brasil.
2) o discurso predominante é visivelmente triunfalista e pretende ser altamente convincente.
3) na concepção do autor do texto, o Carnaval e o futebol possibilitaram novos rumos para o incremento da economia brasileira.
4) o vocábulo ‘turismo’ e outros seus cognatos ocorrem várias vezes e, assim, marcam o tópico principal que dá unidade ao texto.
5) a voz que fala pelo texto se expressa na primeira pessoa do plural, do início ao fim, embora não apareçam as marcas explícitas do pronome pessoal.

Estão corretas apenas:
a) 1, 2, 3 e 5
b) 1, 2, 4 e 5
c) 2, 3, 4 e 5
d) 3 e 4
e) 1 e 2
Gabarito

1. E
A norma que limita o uso de 140 caracteres na emissão de mensagens do Twitter exige a produção de frases claras e objetivas, o que potencializa a comunicação interativa, como se afirma em [E].

2. B
A função referencial existe na generalidade das mensagens e é determinada pelo contexto: o emissor tem a intenção de informar, de referir, de descrever uma situação, um estado de coisas, um acontecimento. Como o artigo publicado na revista “Veja” tem o objetivo de informar o leitor sobre a importância da dimensão do Aquífero Alter do Chão, o autor faz uso de linguagem objetiva e precisa, como se afirma em [B].

3. Letra“D”
O dito popular “Quem é vivo sempre aparece” é distorcido propositalmente no texto publicitário para que a frase provoque estranheza no leitor e ao mesmo tempo faça referência à diversão das “Noites do Terror”.

4. D

5. D

6. B

7. E

8. D

9. A

10. a) A pergunta mostra-se ambígua, pois, vindo logo após ” mais de oito imóveis entregues todo dia”, leva a associar, erroneamente, próximo a imóvel: próximo imóvel a ser entregue. Com a leitura da sequência, aparece o significado da pergunta visado pelo anúncio: o próximo é referência ao leitor, o próximo a receber um imóvel (ou a realizar um sonho, a comemorar). Diante do contexto anterior, a falta de determinação da palavra “próximo” ocasiona a ambiguidade.

b) Quer ser o próximo a realizar um sonho? Quer ser o próximo que realizará (ou: que vai realizar) um sonho?
Quer ser o próximo a receber um imóvel? Quer ser o próximo que receberá (ou: que vai receber) um imóvel?
Quer ser o próximo a ser contemplado com um imóvel? / Quer ser o próximo que será (ou: vai ser) contemplado com um imóvel?

11. B

LISTA DE EXERCÍCIOS

1. 

Considerando-se o texto de Walcyr Carrasco e observando-se o comentário que a personagem Liberdade faz na tirinha, é certo afirmar que ela se revoltará contra uma velhice que seja
a) semelhante àquela que o narrador concebera a partir de sua educação, contrária ao que se viu na exposição.
b) oposta à vivida pelas pessoas que se aposentam e passam a lamentar pelo que não fizeram.
c) do mesmo tipo daquela vivenciada pela mãe de um amigo do narrador, depois de enviuvar.
d) animada, como a da senhora na exposição, que comentou sobre o vestido de veludo bordado.
e) cheia de ocupações e tarefas, como a da senhora de cabelos grisalhos, disposta ainda a aprender.

O mundo já dispõe de informação e tecnologia para resolver a maioria dos problemas enfrentados pelos países pobres, mas falta implementar esse conhecimento na escala necessária. Foi a partir desse pressuposto que a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou no Brasil o Projeto do Milênio das Nações Unidas. A novidade propõe um conjunto de ações práticas para que o mundo alcance os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015, abrangendo áreas como renda, educação, saúde, meio ambiente.
“Uma grande mudança nas políticas globais é necessária em 2005, para que os países mais pobres do mundo avancem para alcançar os Objetivos”, alerta o projeto. Se forem alcançados, mais de 500 milhões de pessoas sairão da pobreza e 250 milhões não passarão mais fome.
O relatório do Projeto recomenda que cada país mapeie as principais dimensões da extrema pobreza e faça um plano de ação, incluindo os investimentos públicos necessários. Recomenda também que os governos trabalhem ativamente com todos os segmentos, particularmente com a sociedade civil organizada e o setor privado.
“Este triunfo do espírito humano nos dá a esperança e a confiança de que a extrema pobreza pode ser reduzida pela metade até o ano de 2015, e até mesmo eliminada totalmente nos próximos anos. A comunidade mundial dispõe de tecnologias, políticas, recursos financeiros e, o mais importante, coragem e compaixão humana para fazer isso acontecer”, diz o coordenador no prefácio do relatório.

(Texto adaptado da revista Fórum número 24, de 2005)

2. Segundo o texto,
a) a adoção de medidas em todo o mundo tem como base o que já foi feito no ano passado para atingir as metas contra a fome propostas pela ONU.
b) a ONU lançou o Projeto do Milênio das Nações Unidas porque reconhece que, apesar de disponíveis, os recursos para solucionar problemas associados à pobreza ainda não foram utilizados.
c) independentemente do que cada país pobre possa fazer para resolver os problemas decorrentes da miséria, a ONU propõe-se garantir o envio de recursos financeiros para viabilizar o Projeto.
d) existe a expectativa de que a sociedade civil lance mão das ajudas internacionais, para que não aumentem as mazelas decorrentes da pobreza mundial.
e) há uma relação de dependência entre o sucesso do Projeto e os mais nobres sentimentos humanos, pois, sem coragem e compaixão, aquele se inviabilizará.
O PROBLEMA NERUDA
7Há cem anos nasceu o poeta mais popular de língua espanhola, 6com uma obra cuja força lírica supera todos os seus defeitos.
Sem dúvida, 8há um “problema Pablo Neruda”. 2Foi 11o outro grande poeta chileno, 10seu contemporâneo Nicanor Parra (depois de passar 1toda uma longa vida injustamente à sombra de 13Neruda), quem 12o formulou com maliciosa concisão: “Existem duas maneiras de refutar Neruda: uma é não lê-lo; a outra, lê-lo de má-fé. Tenho praticado as duas, 9mas nenhuma deu resultado”. A frase de Parra descreve o dilema de várias gerações de leitores. 3Ninguém duvida, ou nega seriamente, que Neruda, cujo centenário de nascimento se comemora no dia 12 deste mês, seja um grande poeta – dos maiores do século 20. 4Mas quase todos os 16leitores mais exigentes preferem outros poetas, enquanto os mais fiéis nerudistas admiram incondicionalmente o pior de uma 15vasta obra muito desigual da 14sua qualidade5. Entre matronas sentimentais, Neruda parece quase naufragar sob o peso de sua popularidade. Mas sempre volta a emergir, triunfante e definitivo, de toda leitura de boa-fé.

Adaptado de: ESTENSSORO, Hugo. Bravo, v. 7, nº 82, p. 65, jul. 2004.

3. Em que consiste, essencialmente, o “problema Neruda”, referido no texto?
a) Na inveja de Nicanor Parra, que passara “toda uma longa vida injustamente à sombra de Neruda” (ref. 1).
b) Na qualidade da vasta obra de Neruda, muito desigual.
c) Na impossibilidade de se encontrar uma maneira eficiente de negar o valor da obra de Neruda
d) No dilema, de várias gerações de leitores, de entender Neruda.
e) No peso da popularidade de Neruda.

ESCREVO-LHE ESTA CARTA…
Um ano depois, programa de alfabetização no Acre apresenta resultados acima da média e, como prova final, bilhetes comoventes

Repleto de adultos lançado recém-lançado-alfabetizados, o Teatro Plácido de Castro, na capital do Acre, Rio Branco, quase veio abaixo com a leitura do bilhete escrito pela dona de casa Sebastiana Costa para o marido: “Manoel, eu fui para aula. Se quiser comida esquente. Foi eu que escrevi”. Atordoada com os aplausos, a franzina Sebastiana desceu do palco com a cabeça baixa e os ombros encurvados.
Casada há trinta anos e mãe de oito filhos, ela só descontraiu um pouco quando a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comentou que o bilhete não precisava ser interpretado como um desaforo, embora passasse um sentimento de libertação. Alfabetizada apenas aos dezessete anos, a ministra Marina conhece como poucos o drama daqueles que não são capazes de decifrar o letreiro de um ônibus ou de rabiscar uma simples mensagem.

(Revista ISTO É)

4. O título “Escrevo-lhe esta carta…”
a) contém ironia, uma vez que o bilhete citado no texto não é propriamente uma carta.
b) resulta de um procedimento intertextual, pois retoma uma expressão frequente na linguagem das cartas.
c) refere-se também ao texto do autor da reportagem, redigido por ele como se fosse uma carta.
d) termina com reticências para deixar subentendido o sarcasmo do autor da reportagem.
e) imita a variedade linguística que caracteriza o bilhete reproduzido na reportagem.

“A criação de um modelo capaz de resgatar um débito histórico de aprendizado da leitura e da escrita envolve vários setores da sociedade – o poder público, iniciativa privada, universidades, voluntariado – e exige um esforço maior do que a soma da potencialidade de cada uma das partes envolvidas. A redução do analfabetismo deve estar necessariamente atrelada a outras políticas sociais. Deve fazer parte do programa dos governos de países onde os índices são tão alarmantes como a fome ou a mortalidade infantil. A criação de fórum próprio para tratar da questão do analfabetismo como um problema social deve influir no surgimento de fórmulas que permitam a inclusão social de milhões de pessoas.”

(SIQUEIRA, Regina Esteves de. Isto É. 8 ago. 2004. p. 58.)

5. Sobre a inclusão social, é correto afirmar:
a) A inclusão corresponde a um movimento que elimine as barreiras causadas pelo analfabetismo e localize estratégias que propiciem a aprendizagem.
b) A inclusão é motivada pela expectativa de garantir aos analfabetos oportunidades ocupacionais como um modo de aliviar seu distanciamento do mercado de trabalho.
c) A inclusão deriva de um conjunto de medidas que visam a abolir os mecanismos que impedem as inscrições de analfabetos em séries iniciais de ensino.
d) A inclusão representa o anseio de compensar os analfabetos com alguns benefícios sociais, de forma que a falta de acesso à leitura seja um problema menos grave.
e) A inclusão constitui um processo de reunir os analfabetos em determinado espaço físico particular para que eles sejam expostos a um programa intensivo de alfabetização.

Portal do Assinante Estadão. Aqui não há visitantes, só gente de casa.

O Portal do Assinante Estadão é um lugar dedicado especialmente a você, 24 horas por dia, feito para as pessoas se sentirem em casa. Veja alguns privilégios: entrega em dois endereços, transferência temporária, interrupção de entrega, promoções exclusivas do Clube do Assinante, informações sobre o jornal. Entre sem bater, fique à vontade e acesse. Afinal, a casa é sua.
6. No texto,
a) a expressão “gente de casa” poderia ser substituída, sem prejuízo do sentido original, pela expressão “donos da casa”.
b) “Afinal” pode ser substituído, sem que haja alteração do sentido original, por “finalmente”.
c) expressões utilizadas comumente para visitantes bem-vindos são empregadas para transmitir os conteúdos de “aproximação”, “familiaridade”.
d) “Afinal” pode ser substituído, sem que haja alteração do sentido original, por “portanto”.
e) em “feito para as pessoas se sentirem em casa”, o termo “as pessoas” tem como referência “visitantes” e “assinantes”, que, por sua vez, têm sentidos opostos.

Reflorestar as margens dos rios Pinheiros e Tietê, arborizar praças, ruas e escolas, criar novos parques, melhorar a qualidade do ar e da vida das pessoas, aumentar a consciência ecológica dos adultos e das futuras gerações. (…) Logo, logo você vai ver o Pomar em cada canto da cidade. Projeto Pomar. Concreto aqui, só os resultados.

(Adaptado de ISTO É, 19/9/2001)

7.

Considerada no contexto do anúncio, a imagem pretende indicar, principalmente,
a) a integração da cidade com a natureza.
b) a confusão do trânsito urbano.
c) a ausência de consciência ecológica típica das cidades grandes.
d) a sofisticação representada pelos bairros mencionados nas placas.
e) a impossibilidade de conjugar urbanização e arborização.

8. O Programa Mulheres está mudando. Novo cenário, novos apresentadores, muito charme, mais informação, moda, comportamento e prestação de serviços. Assista amanhã, a revista eletrônica feminina que é a referência do gênero na TV.
a) Por que não está adequada a vírgula empregada após a palavra “amanhã”?
b) A inclusão de uma vírgula após o termo “feminina” alteraria o entendimento da frase. Nesse caso, o que seria modificado em relação ao significado de “revista eletrônica feminina”?

9. Business Intercontinental da Iberia.
Mais espaço entre as poltronas.
Viajar virou sinônimo de relaxar. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. Além disso, você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. Business Intercontinental da Iberia. Sorria.

Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio, só NÃO ocorre o uso de
a) termos técnicos.
b) trocadilhos.
c) apelo direto ao leitor.
d) enumeração acumulativa de vantagens.
e) expressões em inglês.

Quando a gente deixa as crianças experimentarem, se sujarem, elas aprendem mais e se desenvolvem melhor.
É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação.
Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem, removendo manchas de gordura como nenhum outro.
Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe, assim como você, que seu filho precisa de liberdade para aprender.

Novo Omo Multi Ação.
Porque não há aprendizado sem manchas.

ISTOÉ, de 7 jun. 2000.

10. Acerca da organização das frases, é possível afirmar que
( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”, pelo fato de causar incoerência.
( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem, se sujarem”, apresentado na abertura do texto, serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal.
( ) os vocábulos “elas” e “se”, apresentados no primeiro período do texto, remetem à expressão “as crianças”.
( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com a frase “Novo Omo Multi Ação”.

A palavra e a publicidade
Hoje em dia, a publicidade tem sob sua responsabilidade o dicionário da linguagem universal. Se ela, a publicidade, fosse Pinóquio, seu nariz daria várias voltas ao mundo.
“Encontre a verdade”: a verdade está na cerveja Heineken. “Você deve apreciar a autenticidade em todas as suas formas”: a autenticidade está na fumaça dos cigarros Winston. Os sapatos esportivos Converse são “solidários” e a nova câmera Canon chama-se Rebelde: “Para que você mostre do que é capaz”. No novo universo da computação, a empresa Oracle proclama a revolução: “A revolução está em nosso destino”. A Apple propõe a liberdade: “Pense diferente”. Comendo hambúrgueres Burger King, você pode manifestar seu inconformismo: “Às vezes, é preciso romper as regras”. Contra a inibição, Kodak, que “fotografa sem limites”. A resposta está nos cartões Diners: “A resposta correta em qualquer idioma”. Os cartões Visa reafirmam a personalidade: “Eu posso”. Os automóveis Rover permitem que “você expresse sua potência”, e a empresa Ford bem que gostaria que “a vida fosse tão bem feita” como seu modelo mais recente. Não há melhor amiga da natureza que a Shell: “Nossa prioridade é a proteção do meio ambiente”, Os perfumes Givenchy oferecem “eternidade”, os perfumes Dior2, “fuga”; os lenços Hermes, “sonhos e lendas”. 3Quem não sabe que a “chispa da vida” brilha em quem bebe Coca-Cola? Se alguém quiser saber, as fotocópias Xerox, “para compartilhar o conhecimento”. Contra a dúvida, os desodorantes Gillette: “Para ter confiança em você mesmo.”

[Eduardo Galeano. “Algumas estações da palavra no inferno”, In: PALAVRA, nº 6, 9/99, p. 82 (com adaptações).]

11. Com relação ao texto, julgue os itens a seguir.
(1) O trecho ” ‘Encontre a verdade’: a verdade está na cerveja Heineken” pode ser substituído por “‘encontre-a’: ela está na cerveja heineken”, sem que se alterem as relações de ideias e a clareza da mensagem transmitida.
(2) No segundo parágrafo, os dois pontos foram usados várias vezes pelo autor como recurso para estabelecer relações de sentido consideradas verdadeiras.
(3) A vírgula foi empregada duas vezes para indicar a elipse do verbo SIGNIFICAR (ref. 2).
(4) A expressão “Quem não sabe” (ref. 3) tem a finalidade de explicitar que todo mundo sabe brilhar, destacar-se.

Gabarito

1. A
2. B
3. C
4. B
5. A
6. C
7. A
8. a) O termo “amanhã” está deslocado da estrutura frasal. Caberia, pois, mais uma vírgula para enfatizar. Ou então, suprimir a vírgula, já que se trata de um termo breve.
b) Se pusesse uma vírgula a oração deixaria de ser adjetiva restritiva e passaria a ser adjetiva explicativa. Com a vírgula, entende-se que há uma única revista. Sem a vírgula, entende-se que há mais de uma revista.
9. B
10. F V V V
11. F F F F

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