Modelo de Redação: O Jeitinho Brasileiro em Discussão no Século XXI

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você sobre jeitinho brasileiro? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pela monitora Caroline Tostes. Assim, você se inspira e compara com a sua própria redação.

Quer saber como ficaria uma redação mediana sobre esse tema? Confira abaixo!


A capacidade de contornar situações e a recorrência de manobras previamente elaboradas, cujo fim é esquivar-se de problemas, configuram o chamado Jeitinho Brasileiro, no Brasil. Com raízes culturais que remontam à colonização do país, o jeitinho, embora também relacionado à capacidade do povo tupiniquim se adaptar aos acontecimentos mais inesperadas, se sobressai negativamente.

Precisamos enfatizar que a violação das convenções sociais, além de configurar um desvio de conduta, está na contramão dos ideais igualitários desejados por todos. Situações encaradas como parte do cotidiano se mostram nocivas e contribuem para a manutenção de um sistema corruptível e desigual. A banalização de atos egoístas e transgressores, como furar filas, burlar blitz da lei seca, dar ou aceitar troco errado e comprar produtos falsificados, legitima a aceitação de grandes corrupções que de tempos em tempos vêm à tona nos noticiários.

O jeitinho brasileiro não pode ser encarado como totalmente negativo.  Habilidade e engenho para lidar com situações difíceis e até mesmo impossíveis constituem uma estratégia de sobrevivência social para muitos, se o alarmante atual cenário político e econômico do Brasil for levado em consideração. Existe um sentimento muito forte e comum aos brasileiros de buscar alegria e ferramentas alternativas para lidar com situações adversas. Mesmo que possa parecer controverso, é necessário encarar que essa característica adquirida no berço é um fenômeno muito mais complexo que uma simples dicotomia pode explicar e representar.

Há uma complexidade nessa ocorrência social que demonstra uma necessidade de avaliação por diferentes ângulos e considerações. Para tanto, é primordial que haja maior rigor e punição àqueles que praticam atos ilícitos, inibindo a cultura de impunidade; também lutar por uma sociedade mais igualitária, sendo ativo na busca por seus direitos e não atuando de forma conivente e/ou omissa aos casos de corrupção de pequenas e grandes proporções; por sua vez, transmitir valores aos jovens, para que estes se tornem cidadãos conscientes, formadores de um novo círculo virtuoso, capaz de alterar o cenário de banalização de crimes, constituindo um Brasil no qual o Jeitinho não seja mais visto como característica inerente e enraizada no brasileiro.

Análise da redação

Introdução

A capacidade de contornar situações e a recorrência de manobras previamente elaboradas, cujo fim é esquivar-se de problemas, configuram o chamado Jeitinho Brasileiro, no Brasil. Com raízes culturais que remontam à colonização do país, o jeitinho, embora também relacionado à capacidade de o povo tupiniquim se adaptar aos acontecimentos mais inesperados, se sobressai negativamente.

Comentário

A introdução está inadequada por apresentar falhas no desenvolvimento dos períodos. A contextualização não está completa e não deixa clara a apresentação do tema. Há repetições desnecessárias e redundâncias em “o chamado Jeitinho Brasileiro, no Brasil”. A tese se encontra sem posicionamento definido, como se a ideia fosse interrompida abruptamente.

Sugestão de reescritura

A capacidade de contornar situações que por vezes se mostram insolúveis e a recorrência de manobras previamente elaboradas, que nem sempre se enquadram na legalidade, cujo fim é esquivar-se de problemas, configuram o chamado Jeitinho Brasileiro, pauta em inúmeros estudos sociológicos sobre o Brasil. Com raízes culturais que remontam à colonização do país, o jeitinho, embora também relacionado à capacidade de o povo tupiniquim se adaptar aos acontecimentos mais inesperados, se sobressai negativamente, uma vez que muitos buscam obter vantagens pessoais transgredindo regras.

Desenvolvimento 1

Precisamos enfatizar que a violação das convenções sociais, além de configurar um desvio de conduta, está na contramão dos ideais igualitários desejados por todos. Situações encaradas como parte do cotidiano se mostram nocivas e contribuem para a manutenção de um sistema corruptível e desigual. A banalização de atos egoístas e transgressores, como furar filas, burlar blitz da lei seca, dar ou aceitar troco errado e comprar produtos falsificados, legitima a aceitação de grandes corrupções que de tempos em tempos vêm à tona nos noticiários.

Comentário

A coesão entre os períodos está comprometida pela falta de conectivos. Eles também contribuem para a dissociação entre o parágrafo introdutório e o desenvolvimento 1.

Sugestão de reescritura

Primeiramente, é necessário enfatizar que a violação das convenções sociais, além de configurar um desvio de conduta, está na contramão dos ideais igualitários desejados por todos. Dessa maneira, situações encaradas como parte do cotidiano se mostram nocivas e contribuem para a manutenção de um sistema corruptível e desigual. Por isso, a banalização de atos egoístas e transgressores, como furar filas, burlar blitz da lei seca, dar ou aceitar troco errado e comprar produtos falsificados, legitima a aceitação de grandes corrupções que de tempos em tempos vêm à tona nos noticiários.

Desenvolvimento 2

O jeitinho brasileiro não pode ser encarado como totalmente negativo.  Habilidade e engenho para lidar com situações difíceis e até mesmo impossíveis constituem uma estratégia de sobrevivência social para muitos, se o alarmante atual cenário político e econômico do Brasil for levado em consideração. Existe um sentimento muito forte e comum aos brasileiros de buscar alegria e ferramentas alternativas para lidar com situações adversas. Mesmo que possa parecer controverso, é necessário encarar que essa característica adquirida no berço é um fenômeno muito mais complexo que uma simples dicotomia pode explicar e representar.

Comentário

Ausência de conectivos configura erro de coesão entre os períodos. Não há conexão com o parágrafo anterior.

Sugestão de reescritura

Por outro lado, o jeitinho brasileiro não pode ser encarado como totalmente negativo. Haja vista que a habilidade e o engenho para lidar com situações difíceis e até mesmo impossíveis constituem uma estratégia de sobrevivência social para muitos, principalmente se o alarmante atual cenário político e econômico do Brasil for levado em consideração. Existe, assim, um sentimento muito forte e comum aos brasileiros de buscar alegria e ferramentas alternativas para lidar com situações adversas. Mesmo que possa parecer controverso, é necessário encarar que essa característica adquirida no berço é um fenômeno muito mais complexo que uma simples dicotomia pode explicar e representar.

Conclusão

Há uma complexidade nessa ocorrência social que demonstra uma necessidade de avaliação por diferentes ângulos e considerações. Para tanto, é primordial que haja maior rigor e punição àqueles que praticam atos ilícitos, inibindo a cultura de impunidade; também lutar por uma sociedade mais igualitária, sendo ativo na busca por seus direitos e não atuando de forma conivente e/ou omissa aos casos de corrupção de pequenas e grandes proporções; por sua vez, transmitir valores aos jovens, para que estes se tornem cidadãos conscientes, formadores de um novo círculo virtuoso, capaz de alterar o cenário de banalização de crimes, constituindo um Brasil no qual o Jeitinho não seja mais visto como característica inerente e enraizada no brasileiro.

Comentário

A falta de conectivo conclusivo provoca falha na primeira função da conclusão, que é evidenciar que o texto acabou. Dessa forma, fica parecendo que é mais um parágrafo de desenvolvimento, com apresentação de mais uma argumentação. A falta de agentes transformadores torna a proposta de intervenção incompleta. É necessário apontar quem e o que deve ser feito.

Sugestão de reescritura

Fica claro, portanto, que há uma complexidade nessa ocorrência social que demonstra uma necessidade de avaliação por diferentes ângulos e considerações. Para tanto, é primordial que haja, por parte do governo, maior rigor e punição àqueles que praticam atos ilícitos, inibindo a cultura de impunidade; também é papel do indivíduo lutar por uma sociedade mais igualitária, sendo ativo na busca por seus direitos e não atuando de forma conivente e/ou omissa aos casos de corrupção de pequenas e grandes proporções; por sua vez, cabe a família transmitir valores aos jovens, para que estes se tornem cidadãos conscientes, formadores de um novo círculo virtuoso, capaz de alterar o cenário de banalização de crimes, constituindo um Brasil no qual o Jeitinho não seja mais visto como característica inerente e enraizada no brasileiro.

Redação exemplar

A capacidade de contornar situações que por vezes se mostram insolúveis e a recorrência de manobras previamente elaboradas, que nem sempre se enquadram na legalidade, cujo fim é esquivar-se de problemas configuram o chamado Jeitinho Brasileiro, pauta em inúmeros estudos sociológicos sobre o Brasil. Com raízes culturais que remontam à colonização do país, o jeitinho, embora também relacionado à capacidade de o povo tupiniquim se adaptar aos acontecimentos mais inesperadas, se sobressai negativamente, uma vez que muitos buscam obter vantagens pessoais transgredindo regras.

Primeiramente, é necessário enfatizar que a violação das convenções sociais, além de configurar um desvio de conduta, está na contramão dos ideais igualitários desejados por todos. Dessa maneira, situações encaradas como parte do cotidiano se mostram nocivas e contribuem para a manutenção de um sistema corruptível e desigual. Por isso, a banalização de atos egoístas e transgressores como furar filas, burlar blitz da lei seca, dar ou aceitar troco errado e comprar produtos falsificados legitima a aceitação de grandes corrupções que de tempos em tempos vêm à tona nos noticiários.

Por outro lado, o jeitinho brasileiro não pode ser encarado como totalmente negativo. Haja vista que a habilidade e o engenho para lidar com situações difíceis e até mesmo impossíveis constituem uma estratégia de sobrevivência social para muitos, principalmente se o alarmante atual cenário político e econômico do Brasil for levado em consideração. Existe, assim, um sentimento muito forte e comum aos brasileiros de buscar alegria e ferramentas alternativas para lidar com situações adversas. Mesmo que possa parecer controverso, é necessário encarar que essa característica adquirida no berço é um fenômeno muito mais complexo que uma simples dicotomia pode explicar e representar.

Fica claro, portanto, que há uma complexidade nessa ocorrência social que demonstra uma necessidade de avaliação por diferentes ângulos e considerações. Para tanto, é primordial que haja, por parte do governo, maior rigor e punição àqueles que praticam atos ilícitos, inibindo a cultura de impunidade; também é papel do indivíduo lutar por uma sociedade mais igualitária, sendo ativo na busca por seus direitos e não atuando de forma conivente e/ou omissa aos casos de corrupção de pequenas e grandes proporções; por sua vez, cabe a família transmitir valores aos jovens, para que estes se tornem cidadãos conscientes, formadores de um novo círculo virtuoso, capaz de alterar o cenário de banalização de crimes, constituindo um Brasil no qual o Jeitinho não seja mais visto como característica inerente e enraizada no brasileiro.

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