Modelo de Redação: O Hábito da Leitura

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você no Plano de Estudos da Semana 5? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pelo monitor Bernardo Soares, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação.

Além disso, é importante que você saiba que o ensino que vai te levar a uma redação nota 1000 vai ser reforçado a partir da semana que vem! Nesta terça-feira começa o Aquecimento de Redação, grátis no youtube! Vamos discutir um tema por semana e o primeiro é “A igualdade de Gêneros em questão no século XXI“. Esperamos por você!

Vamos, então, ver um modelo de redação do tema do plano de estudos da semana passada?

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            Certa vez, Paulo Freire, importante educador e filósofo brasileiro, destacou a necessidade de a leitura ser um ato de amor. Em outra ocasião, Jorge Luis Borges, poeta argentino, apontou o ato de ler como uma forma de felicidade. De fato, durante séculos, tal atividade foi fonte de conhecimento e desenvolvimento da sociedade, trazendo importantes ensinamentos a quem a tinha como um hábito. Entretanto, nos dias de hoje, tal avidez tem perdido seu espaço no meio social, vítima de uma falta de incentivo por parte dos setores responsáveis por criá-lo e do próprio mercado, que desestimula um hábito crucial na vida da população.

Em um primeiro plano, é importante analisar o problema pela sua raiz: a educação. Instituições de ensino, hoje, não incentivam mais a leitura diária. É fato que ainda há escolas e universidades de ensino mais tradicional que adotam livros para o ano letivo e trabalham seu conteúdo em sala de aula, mas, em sua grande maioria, os principais agentes responsáveis pela criação do hábito na sociedade não se preocupam mais com a leitura. O foco do ensino hoje está nos concursos e, uma vez que as provas não cobram mais o conhecimento acerca de determinadas histórias, não há incentivo para a sua adoção. O problema, porém, não se resume à negligência.

Enquanto as instituições não fazem a sua parte, o mercado mostra a que veio: a cada dia, o preço dos livros em lojas físicas fica maior. Diante de um mercado digital que ainda cresce pouco no mundo, crescimento que ajudaria a amenizar o problema, o já baixo número de consumidores diminui ainda mais pelos altos valores. Prova disso é a diversificação de produtos por parte de livrarias renomadas em prol de não perderem seu lugar no comércio, como muitas “megastores”. A escassez na venda de livros traz prejuízos compensados por eletrônicos, CDs, DVDs e brinquedos. Nesse sentido, o incentivo, que já era pouco, é posto em xeque pela própria precificação.

Torna-se evidente, portanto, que setor privado e instituições de ensino em nada ajudam na resolução do problema, que só cresce, sendo necessário, então, que se recorra a outros agentes sociais, de forma que estimulem uma ação por parte dos omissos. Em primeiro lugar, o governo, em parceria com as ONGs, pode criar campanhas de doação de livros, a fim de incentivar a adoção das leituras habituais sem custo por parte das escolas. Além disso, a mídia pode auxiliar as principais livrarias na divulgação de seus lançamentos, para que as vendas aumentem e, então, seus preços sejam reduzidos. Só assim, estimulando o hábito de ler na raiz, amor e felicidade na leitura pregados pelos dois grandes autores serão, finalmente, características do leitor contemporâneo.

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