Modelo de Redação: O desafio da Aids na juventude contemporânea

Modelo de Redação: O desafio da Aids na juventude contemporânea

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você na semana 39? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pelo monitor Bernardo Soares, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação.

Veja aqui a coletânea de textos completa para este tema e faça já a sua redação: O desafio da Aids na juventude contemporânea.


“A médio prazo iremos todos enlouquecer, se passarmos a ver no outro uma possibilidade de morte”. A frase é de Caio Fernando Abreu, importante escritor brasileiro que, morto pela aids, refletiu em muitas de suas crônicas sobre o sentimento causado pela possível contaminação do vírus na juventude de sua época. De fato, durante muito tempo, o HIV assustou grande parcela da população mundial; hoje, porém, muito por desconhecerem essa época ou verem garantia em métodos de tratamento modernos, os jovens não parecem mais ter tanto medo da transmissão, que cresce e é perigosa. A fim de resolver esse problema, é necessário, então, entender melhor suas causas e tratá-las na raiz.

Em primeiro lugar, é importante perceber que o fato de a sociedade não falar abertamente sobre a aids, atualmente, gera consequências nocivas à saúde coletiva. Isso porque a falta de divulgação de casos, meios de transmissão e, principalmente, tratamentos torna a doença, de certa forma, menos importante e a deixa fora da preocupação dos jovens. Ao afirmar que o vírus “não se pega só no Carnaval”, o presidente do Fórum de ONGs Aids, Rodrigo Pinheiro, mostra que a campanha precisa ser diária, chamando as pessoas ao debate e, principalmente, mostrando as consequências de relações sexuais sem qualquer prevenção.

Convém destacar, também, a segurança passada pela diversidade e modernidade dos tratamentos, o que, de certa maneira, tranquiliza a juventude e estimula o pouco cuidado com a transmissão. O fato de os avanços científicos terem proporcionado uma qualidade de vida maior aos indivíduos portadores do vírus ameniza os perigos da aids e, na sociedade de hoje, ofusca a cura ainda impossível. Poder conviver com a doença, para os jovens, é um sinal de que as consequências se tornaram comuns, o que banaliza uma enfermidade que não é crônica como as outras, mas que mata e precisa ser evitada.

Torna-se evidente, então, que a questão da aids, hoje, apesar de parecer controlável para os jovens, é perigosa e deve ser divulgada quanto a isso. Primeiramente, a mídia, grande difusora de informações, pode trabalhar campanhas com relação à divulgação de tratamentos e, principalmente, meios de transmissão do vírus durante todo o ano. O governo, em parceria com as escolas, poderia criar programas de conscientização e implantar disciplinas de educação sexual que, em seus programas, discutissem a questão da doença. As ONGs, por fim, podem pressionar os outros três agentes para que mantenham o alerta sobre os perigos da aids diariamente, de forma que, em pouco tempo, não enlouqueçamos mais, mas, na verdade, cuidemos de algo que, a curto prazo, não enlouqueça o homem e o mantenha vivo.

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