Modelo de Redação: Crônica – As diferentes visões do amor nos dias de hoje

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você na Semana 43? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pela monitora Maria Carolina, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação. Confira!

Veja aqui a coletânea de textos completa para este tema e faça já a sua redação: Crônica – As diferentes visões do amor nos dias de hoje.


Dia desses, estava caminhando no parque Rondó para tentar eliminar as calorias da pizza da noite anterior e vi a Fatinha, a vizinha do 602. Não somos amigas, diga-se de passagem, mas, neste dia, eu não consegui desviar minha atenção sobre ela. Não era devido ao corpo malhado de academia ou pela cicatriz alarmante na testa e que escondida pela franja. O motivo era simples e acanhado: Ela estava de mãos dadas com uma menina. E estava apaixonadíssima. Pela sua namorada.

Eu não conhecia ninguém que tinha uma relação homo afetiva. As novelas têm apresentado isso de forma prosaica, mas a minha primeira impressão, ao vivo, foi de surpresa. Se pudessem me fotografar, ali mesmo, tenho certeza que me ajeitariam às obras surrealistas de Salvador Dalí. Tamanha foi a minha reação que, um senhor, andando por ali, percebeu e disse às meninas:

– Chega desta palhaçada! O que vocês querem é chamar a atenção do povo. – E fez cara de reprovação, olhando para mim como se fosse um apoio.

E eu continuava fixa, não fiz nada. Mas a Fatinha fez. A minha vizinha ergueu ferozmente a sua voz e disse:

– Senhor, deixe de adubar asneiras no mundo com essa sua boca. Me dê licença, porque a minha felicidade quer passar.

E eu ainda fiquei chocada. Uau, como a Fatinha era destemida…

Aí lembrei de Frida Khalo, pois se ela ainda estivesse viva, se orgulharia de ver tantas mulheres engajadas quem representam com coragem os traços da subjetividade humana, assim como os seus famosos quadros mexicanos: que expressam a dor de não ser compreendido e a necessidade de se expor ao mundo para evitar gritar em silêncio.

E não foi isso que a Fatinha fez? Na verdade, a maior demonstração de amor que se pode dar a alguém é amar livremente. Não é preciso rotular. Lembrei da Tia Rosa, que vive com 7 gatos. Lembrei da Carla, que sai às noites de sexta e oferece comida a crianças carentes. Eu fiquei sem reação porque estava perplexa. Porque o amor existe e está em todas as formas e gestos.

E o que aconteceu com o Senhor? Sei lá. Mas a Fatinha, sem saber, ganhou uma admiradora e me fez querer berrar ao mundo que o amor supera o discurso dos ignorantes. E sim, eu queria ser sua amiga e falar pra ela que são as pessoas que projetam barreiras, não o lirismo.

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