Modelo de Redação: Brasileiro – protagonista ou plateia da própria história?

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você na semana 3? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pela monitora Gianne Frade, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação. > Veja aqui a coletânea de textos completa para este tema e faça já a sua redação: Brasileiro – protagonista ou plateia da própria história?


Há cinco séculos, Pedro Álvares Cabral ancorava no solo que veio a se chamar Brasil. De lá para cá, reinados, inconfidência, proclamação, golpe militar, impeachment e uma série de outros eventos importantes vieram a compor o que chamamos de nossa história, que encontramos nos livros de toda criança em fase escolar. O brasileiro sempre esteve inserido nesse processo, ora como ator principal, ora como espectador. Cabe, porém, refletir sobre a posição de agora: estaríamos em um processo de transição entre uma e outra?

É imprescindível, para entendermos nosso atual papel, pensarmos no período em que fomos plateia. O Brasil é fruto de uma colonização europeia e foi, então, por muito tempo, dependente e mero reprodutor do sistema econômico, político e da cultura da metrópole. Sendo assim, fomos acostumados a venerar o que não é nosso. Isso explica o comportamento e o pensamento de alguns que enxergam com lentes de aumento tanto os nossos problemas quanto as qualidades das nações exteriores – os portadores da síndrome de vira-latas.

Estamos vivendo, contudo, uma época de mudanças, em que o movimento de tomar as rédeas da situação está crescendo. Isso porque aqueles que veem no Brasil a sua casa, os que não desejam deixá-la, têm trabalhado para resolver as pendências, fruto até mesmo da nossa formação dependente. A força dos movimentos populares, como, por exemplo, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), tem crescido e inspirado a população a solucionar os problemas por si mesma, ainda que demore outros cinco séculos. Buscando transformações, os cidadãos abrem a porta de suas casas e vão às ruas, lutando por seus direitos e cobrando ações do governo.

Estamos, portanto, deixando as arquibancadas de lado e subindo no palco do nosso próprio espetáculo. É preciso, porém, que os novos brasileiros cresçam nesse meio, entendendo a necessidade e participando ativamente do que está sendo realizado. Nesse sentido, é importante que as escolas trabalhem esse imaginário de lutas e de nacionalidade nas nossas crianças usando História ou outros meios pedagógicos. Além disso, os governos precisam dar mais abertura para os movimentos populares que vêm crescendo, de forma que suas reivindicações sejam ouvidas e as respostas possam ser percebidas. Só assim o povo poderá, finalmente, como um Cabral do século XXI, descobrindo uma nova era, aterrar em um Brasil renovado.

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