Saiba tudo sobre Ambiguidade, Polissemia, Tipos de Discurso e Intertextualidade!

Ainda tem dúvidas sobre Ambiguidade, Polissemia, Tipos de Discurso e Intertextualidade? Vem cá que a gente resolve todas!

1. Ambiguidade

Ambíguo é tudo aquilo que pode ter mais de um sentido.

Você sabia que ambiguidade também pode ser chamado de “Anfibologia”?

Anfibologia vem do grego amphibolia e é considerado um vício de linguagem. É a duplicidade de sentido em uma construção sintática, quando permite mais de uma interpretação.

A ambiguidade pode ser proposital ou não. Quando não é proposital, pode-se chamar de ato falho ou acontecer por descuido de quem fala ou escreve na organização sintática.

Ex.: Matarei o porco do meu tio hoje. (Matarei o animal que pertence ao meu tio? Ou, além de xingar meu tio, ainda cometerei um assassinato?)

Existem dois tipos de ambiguidade, a lexical e a estrutural.

a) Ambiguidade Lexical

Quando uma determinada palavra pode assumir mais de um significado, como acontece com a polissemia

Ex.: Pedi o prato mais caro!

b) Ambiguidade Estrutural

Quando a ambiguidade é provocada pela posição das palavras em um enunciado, gerando má compreensão.

Ex.: Ana ficou chateada com minha irmã por sua casa estar desarrumada. (A casa de quem está desarrumada? De Ana ou de minha irmã?)

A palavra “sua” pode referir-se tanto à casa de Ana quanto à de minha irmã, causando a ambiguidade.

2. Polissemia

Você sabia que existe um termo oposto a “Polissemia”? Monossemia é quando uma palavra assume apenas um significado.

A palavra “polissemia” é originária do grego polysemos, que significa “algo que tem muitos significados”.

A palavra “vela”, por exemplo, dependendo do contexto, pode significar a vela de um barco, uma vela feita de cera para iluminar ou pode ser uma conjugação do verbo “velar” (Ela vela por seu filho durante o sono).

Jamais pense nisso!
Jamais pense nisso!

Existe bastante confusão entre polissemia e homonímia. Para desfazer a confusão, basta prestarmos atenção em alguns pontos.

A palavra “manga” possui significados e conceitos completamente diferentes: uma fruta ou a parte de uma camisa. Não há relação entre um significado e outro, o que constitui homonímia.

Muito menos pense nisto!
Muito menos pense nisto!

Já a palavra “letra” pode significar um elemento básico do alfabeto, o texto de uma canção ou a caligrafia de uma pessoa, neste caso, temos a polissemia, uma vez que todos os significados estão relacionados ao mesmo conceito: “a escrita”.

3. Tipos de Discurso

Podemos ter três tipos de discurso em um texto: o Discurso Direto, o Discurso Indireto e o Discurso Indireto Livre.

a) Discurso Direto

Ocorre quando a reprodução da fala dos personagens é feita fielmente, sem interferência do narrador.

b) Discurso Indireto

Ocorre quando o narrador interfere na fala do personagem explicando o que foi dito. Não existe a fala própria do personagem.

c) Discurso Indireto Livre

Quando ocorrem, simultaneamente, os dois tipos de discurso: há intervenção do narrador, assim como a fala dos personagens, porém não existe o uso do travessão.

4. Intertextualidade

Ocorre intertextualidade quando existe referência explícita ou implícita de um texto em outro. Existem duas formas de intertextualidade: a paráfrase e a paródia.

a) Paráfrase

Quando as palavras são alteradas, mas a ideia do texto original continua a mesma.

A artista Jane Perkins recria a Mona Lisa a partir de fragmentos de objetos sem adicionar a isso um efeito cômico ou crítico, logo, é uma paráfrase da obra de Leonardo DaVinci.
A artista Jane Perkins recria a Mona Lisa a partir de fragmentos de objetos sem adicionar a isso um efeito cômico ou crítico, logo, é uma paráfrase da obra de Leonardo DaVinci.

b) Paródia

Quando existe a ideia de contestar ou ridicularizar outro texto, ocorrendo choque de interpretação.

Maurício de Souza apresenta um tom cômico à obra de Renoir, “Rosa e Azul”, através de suas personagens Magali e Mônica.
Maurício de Souza apresenta um tom cômico à obra de Renoir, “Rosa e Azul”, através de suas personagens Magali e Mônica.
Continue estudando
artigo
Post do blog

Conheça 4 exemplos de intertextualidade encontrados na “Canção do Exílio”

Todo aluno do Descomplica já ouviu falar na “Canção do Exílio”, obra prima de Gonçalves Dias, escritor da primeira fase do Romantismo e constantemente usadas nos exercícios da língua português dos principais vestibulares do Brasil.
artigo
Post do blog

4 tirinhas que irão acabar com suas dúvidas entre ambiguidade e polissemia!

Ainda tem dúvidas sobre ambiguidade e polissemia? Vem dar uma olhada nessas quatro tirinhas para ficar por dentro de tudo!