A República Democrática no Brasil: De Dutra à JK

A chamada República Democrática no Brasil consiste no período de 1946 (com o fim do Estado Novo de Vargas) até 1964 (com o golpe civil-militar). Essa república teve início devido à pressão para que Vargas deixasse o poder e convocasse eleições, deixando assim o poder.

Jornal noticiando a renúncia de Vargas
Jornal noticiando a renúncia de Vargas

* Governo de Eurico Gaspar Dutra (1946/1951)



Dutra chegou ao poder através das primeiras eleições diretas desde que as mulheres ganharam direito ao voto, ou seja, a primeira com efetiva participação feminina. Ele suspendeu a Constituição de 1937, do Estado Novo, mas manteve as leis trabalhistas e a nova constituição, de 1946, se aproximando muito da Constituição de 1934. Enfrentou greves de trabalhadores e o crescimento do comunismo, ambos apoiados pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro). Num cenário complexo de Guerra Fria se alinha aos EUA e coloca o PCB na ilegalidade, além de romper com o bloco socialista. No mais, ele abriu as importações com o objetivo de modernizar o parque industrial brasileiro, entretanto os brasileiros passaram a importar supérfluos, o que fez com que muitas empresas nacionais falissem. Devido a isso seu “estilo” de governo foi chamado de “entreguismo”.

Selo com o rosto do presidente Dutra
Selo com o rosto do presidente Dutra

* Governo de Getúlio Vargas (1951/1954)



Nesse retorno de Vargas à presidência, ele manteve sua política peculiar, o nacionalismo varguista, tornando a restringir as importações, o que não foi visto com bons olhos num cenário de Guerra Fria. Em 1952 ele criou o BNDE (ainda sem o S, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), que investiu na indústria, energia e transporte. Em 1953, ele cria a Petrobrás (Slogan: “O petróleo é nosso!”), se negando a dar a exploração do petróleo brasileiro para os norte-americanos, o que também não agradou devido ao contexto. Além disso, o PCB passou a apoiá-lo por suas atitudes nacionalistas, devido ao temor de um novo governo “entreguista”. No dia 5 de Agosto de 1954, ocorre o Atentado a Rua Toneleiros contra Lacerda (principal opositor de Vargas), que acusa o presidente publicamente. Devido a pressões sociais e à acusação de assassinato, Vargas, que disse que “Só morto deixaria o Catete”, comete suicídio: “Serenamente dou um passo para a eternidade e saio da vida para entrar na história” (Carta de Suicídio). Sua morte, segundo historiadores, atrasou em 10 anos o golpe militar, já que o povo foi em massa às ruas chorar a morte de seu “pai”.

Jornal noticiando o suicídio do presidente
Jornal noticiando o suicídio do presidente

* Governo Juscelino Kubitschek (1959/1961)



Juscelino com seu governo no modelo nacional desenvolvimentistabaseou-se na ideia do tripé econômico (indústria de base, bens de consumo duráveis e bens de consumo não-duráveis). Além disso, veio com o slogan de 50 anos em 5, ou seja, desenvolver em 5 anos o que seria feito em 50. Construiu Brasília, hoje capital do país, e criou a SUDENE para desenvolver o Nordeste. Endividou Fortemente o Brasil. J.K era conhecido como o presidente Bossa Nova, por “governar para a classe média”.

Presidente na construção de Brasília
Presidente na construção de Brasília

* Governo de Jânio Quadros (1961)



Com o slogan “Varre, varre vassourinha” Jânio propunha acabar com a corrupção no Brasil. Apostando numa política moralista e conservadora, ele mantinha uma política externa independentista, ou seja, não se alinhou a nenhum bloco, o que preocupou os norte-americanos. Ele enviou seu vice Jango à China comunista causando grande temor e instabilidade em seu governo. Devido a pressões externas e interna, Jânio renuncia e se inicia a Campanha da Legalidade, para que Jango assuma o poder.

* Governo João Goulart (1961/1964)



Jango começa seu governo com uma fase parlamentar com tensões sociais e políticas, com a formação da UDN, CGT e das Ligas Camponesas. Em resposta, sanciona o Estatuto do Trabalhador do Rural e amplia as leis trabalhistas. Ele cria o plano trienal com propostas de reformas de base, inclusive a agrária, restringe a remessa de lucros e propõe a nacionalização empresarial. Em 1964 fez um comício na Central do Brasil (RJ) tentando mobilizar as massas para pressionar o Congresso a aprovar as reformas e foi taxado de comunista pela oposição. Em resposta os paulistas foram às ruas na Marcha da Família com Deus pela Liberdade em favor da propriedade privada, da família e de uma intervenção militar no país. Além disso, houve um motim de marinheiros no qual Jango oferece perdão para os revoltosos, sendo acusado de passar por cima da hierarquia militar. Em  meio a esse cenário caótico, Jango sofre o golpe civil-militar.

Jango era popular em meio a população
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