5 dicas para não errar o uso da partícula "se" na sua prova

Você já deve saber que o uso da ambiguidade em um texto (aquelas palavrinhas que podem representar diferentes valores semânticos) pode lhe causar sérios problemas caso você não a utilize corretamente. Para descomplicar seu português e sua vida, você irá aprender cinco dicas de como utilizar a partícula se e diferenciar seus significados. Vamos lá?

1. O uso do “se” pode indicar pronome reflexivo.

Esse uso você já domina, né? Usamos o pronome para indicar uma ação que o próprio sujeito comete, ou seja, indica que a ação do sujeito se volta para ele mesmo.

2. O uso do “se” como pronome apassivador.

Este pronome serve para indicar que a frase está na voz passiva, ou seja, o sujeito sofre a ação praticada por outro agente. Outra dica importante é que o verbo tem que ser transitivo direto (aquele que necessita de complemento, um objeto) e que esteja na 3ª pessoa, a fim de que possa ser transformado em voz passiva.

Exemplo: Construíram-se novas escolas públicas.
Exemplo: Construíram-se novas escolas públicas.

OBS: Caso ainda tenha dúvidas na construção do pronome apassivador na voz passiva analítica, basta converter para a voz passiva.
Ficaria assim: Novas escolas públicas foram construídas.

3. O uso do “se” como índice de indeterminação do sujeito.

A indeterminação do sujeito é aquela na qual não conseguimos identificar quem realizou a ação. Neste caso, o “se” acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na terceira pessoa do singular. A oração também não poderá se converter em voz passiva analítica.

Exemplo: Necessita-se de bolsas novas.
Exemplo: Necessita-se de bolsas novas.

Repare que não conseguimos saber quem é o sujeito, devido ao uso da partícula “se” junto ao verbo e não conseguimos colocar a oração na voz passiva.

4. O uso do “se” como partícula de realce.

Em outras palavras, a partícula “se” só funciona para destacar, realçar aquilo que se diz e pode ser retirada da oração, sem que haja alteração de sentido.

5. O uso do “se” como conjunção subordinada condicional

Essa você já deve estar careca de saber! Usamos frequentemente e possui valor subjetivo. Pode expressar hipótese ou condição.

Agora, sem errar viu? Fique atento!
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