3 Erros cometidos com as formas nominais que nunca mais passarão despercebidos aos seus olhos.

Competência: Área 8 – Compreender e utilizar a língua portuguesa, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade

Habilidade: H27 – Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.

Formas nominais são aquelas que não apresentam flexão de tempo e modo. Essas desempenham as funções próprias dos nomes (lembrando que nome, na gramática, é o termo utilizado genericamente para os substantivos, adjetivos e advérbios). São elas: infinitivo, gerúndio e particípio.

1. Infinitivo

Indica a ação verbal propriamente dita, sem situá-la no tempo. Pode ter valor substantivo. O elemento mórfico que caracteriza o infinitivo é a desinência –r. Ex.: Lutar é preciso, amar o próximo é necessário.

“Me solta que vou DAR na cara dessa égua.”
“Me solta que vou DAR na cara dessa égua.”

Eu dou, tu dás, ele dá… A locução verbal acima é uma locução verbal de infinitivo, logo, VOU DAR.

Principalmente em redes sociais, vemos muitos casos de confusão entre presente do indicativo e infinitivo como: “Ela estar me esperando” ou “Vou está viajando”.  O melhor é procurar escrever corretamente, mesmo em redes sociais, para não cair no erro de usar esta forma em uma redação ou resposta.

2. Particípio

Indica uma ação concluída e pode ter valor adjetivo, concordando com o substantivo ou pronome a que se refere. Sua desinência é –do, mas é sempre bom lembrar que há, na língua portuguesa, particípios regulares e irregulares.

Ex.: Paulo havia acendido a lareira./ A lareira foi acesa por Paulo.

“…tinha PEGADO um biscoito;…”
“…tinha PEGADO um biscoito;…”

O erro acima é cometido pelo fato de, normalmente, utilizarmos as locuções verbais de particípio com o particípio irregular. Ex.: “foi pego” e não “foi pegado”, “tinha feito”, “foi pago”… Nas locuções de particípio onde o verbo auxiliar seja “ter” o“ “haver”, usa-se o particípio regular quando houver. Ex.: “havia pegado”, “tinha pagado”, “tinha tragado”, “havia trazido” etc.

3. Gerúndio

É a forma verbal que indica o processo verbal em curso. Pode equivaler a um adjetivo ou a um advérbio. Não pode ser flexionado. O elemento mórfico que o caracteriza é a desinência –ndo.

Pelo jeito, todo o processo acima vai levar um tempão!
Pelo jeito, todo o processo acima vai levar um tempão!
Perceba a diferença, a telefonista vai estar trabalhando durante todo o período.
Perceba a diferença, a telefonista vai estar trabalhando durante todo o período.

O fato de o gerúndio ser uma forma nominal pode ser melhor entendido através da língua inglesa. A oração, em português, “Está chovendo!” não pode ser traduzida, literalmente, para “Is raining!” O correto é “It’s rainning!” “It” é o chamado sujeito expletivo, não existem orações sem sujeito em inglês, logo, “raining” é um estado do sujeito, seu predicativo, seu adjetivo. O mesmo acontece em português. Em “Ela está comendo”, “comendo” é a situação em que o sujeito se encontra. “Está” é verbo de ligação, sendo assim, a forma verbal “comendo” funciona como predicativo do sujeito, sendo, por isso, uma forma nominal.

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