29 possíveis temas para redação no Enem

Venha entender a abordagem temática da prova do Enem e aproveite para treinar possíveis temas.

29 possíveis temas para redação no Enem

Não existe melhor forma de garantir uma boa nota na redação dos vestibulares senão praticar. Por isso, veremos neste post como os temas que foram abordados pela prova do Enem desde 2009.

Além disso, veja aqui algumas propostas de redação que acreditamos ser bastante importantes para você treinar e não se surpreender na hora da prova.

1. Por dentro do Enem

A prova do Enem já existe há bastante tempo. No entanto, desde 2009 o exame passou a valer como porta de entrada para algumas das muitas universidades brasileiras. Dessa forma, é razoável pensarmos que ele sofreu algumas modificações desde então. Porém, se analisarmos as provas dos últimos anos, veremos que ela desenvolveu um determinado padrão - o que é muito interessante e acaba facilitando a vida dos estudantes, pois podemos nos basear nos modelos anteriores durante a preparação.

Nesse sentido, vamos, então, entender como funciona a redação do Enem. Veremos que, ainda a abordagem varie ano a ano, sempre encontraremos uma temática com uma abordagem social que pode ser estendida aos eixos temáticos de comunicação, tecnologia, educação, política, cultura, questões sociais, economia e meio ambiente.

Entendido isso, vamos dar uma olhada nos temas que caíram nos últimos 11 anos do Exame Nacional.

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1.1) Temas já abordados pela prova

  • 2009 - “O indivíduo frente à ética nacional.”
  • 2010 - “O trabalho na construção da dignidade humana.”
  • 2011 - “Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado.”
  • 2012 - “O movimento imigratório para o Brasil no século XXI.”
  • 2013 - “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”
  • 2014 - “Publicidade infantil em questão no Brasil”
  • 2015 - “A persistência da violência contra a mulher no Brasil.”
  • 2016 - “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil.”
  • 2016 - “Caminhos para combater o racismo no Brasil.” (2ª aplicação).
  • 2017 - “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil.”
  • 2018 - “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.”
  • 2019 - “Democratização do acesso ao cinema no Brasil.”

Todas essas propostas podem ser encontradas no próprio site do Inep e no site do Descomplica.

1.2) Como se preparar, então?

A partir do que já vimos, entendemos a importância do estudo de eixos temáticos. Para se destacar na redação de qualquer vestibular e, principalmente na do Enem, é necessário trazer uma boa argumentação bem fundamentada com um ótimo repertório. Por isso, a pesquisa e a seleção de informações são essenciais ao longo do ano para que você esteja preparado para falar sobre qualquer tema.

Uma dica é sempre ter um caderno de anotações e dividi-las por eixos temáticos. Além disso, não se esqueça do quanto redações exemplares e nota mil são boas fontes de inspiração. Ah, mas podemos copiar argumentos de outras pessoas? Desde que você adapte ao seu modelo de redação e não fique preso a um modelo de outra pessoa, com certeza!

Outro ponto importante - que você mesmo notará ao longo da escritura de textos - é que existem diversas referências e argumentos que podem ser utilizadas em mais de um tema. Por exemplo, imaginem os temas “Os efeitos da obsolescência programada na sociedade” e “A questão do lixo na sociedade brasileira”: esses dois temas apresentam abordagem em comum. A própria questão da obsolescência programada é um argumento para a problemática do lixo e vice-versa.

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2. Possíveis temas

Listaremos, aqui, alguns temas que achamos interessantes dentro de alguns eixos temáticos. Percebam, também, que um tema, normalmente, envolve mais de um eixo.

2.1) Eixo temático de “Educação”

  • O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
  • O preconceito linguístico e seus efeitos em discussão no Brasil
  • A prática do bullying nas escolas brasileiras
  • A violência nas escolas em questão no Brasil
  • Tecnologias na educação: democratização efetiva ou ilusória?

2.2) Eixo temático de “Política”

  • O panorama da descrença no sistema político
  • As manifestações populares no Brasil como ferramenta de mudança social
  • A exploração trabalhista na sociedade moderna
  • As redes sociais como meio de ativismo

2.3) Eixo temático de “Comunicação”

  • Os efeitos das fake news na sociedade brasileira contemporânea
  • Internet sem riscos é possível?
  • Os impactos da propaganda no contexto brasileiro
  • Os efeitos da exposição exagerada no ambiente virtual

2.4) Eixo temático de “Saúde”

  • O perigo do aumento das doenças sexualmente transmissíveis no Brasil
  • Desafios para a vacinação do Brasil no século XXI
  • Os efeitos da alimentação irregular no Brasil
  • A questão das drogas como desafio no Brasil
  • O desafio de combater epidemias no Brasil

2.5) Eixo temático de “Meio ambiente”

  • Os desafios de uma educação ambiental
  • Os perigos da obsolescência programada
  • O excesso de lixo no cenário brasileiro e os problemas para o meio ambiente

2.6) Eixo temático de “Cultura”

  • As manifestações de violência nos estados brasileiros de futebol
  • O esporte como ferramenta de inclusão social
  • O legado da cultura do funk para o processo de identidade brasileira

2.7) Eixo temático de “Questões sociais”

  • A questão dos povos indígenas no Brasil contemporâneo
  • A xenofobia em discussão no Brasil
  • Fome no Brasil: como enfrentar esse problema?
  • O sistema prisional brasileiro e seus efeitos no século XXI
  • Políticas afirmativas e sua eficácia no Brasil

3. Vamos praticar!

Aqui vão duas propostas com textos de apoio, no modelo Enem, para vocês treinarem para a prova.

3.1) Tema I:

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema O preconceito linguístico e seus efeitos em discussão no Brasil. Apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I

Texto I

https://www.todoestudo.com.br/portugues/preconceito-linguistico

Texto II

Variação linguística é o movimento comum e natural de uma língua, que varia principalmente por fatores históricos e culturais. Modo pelo qual ela se usa, sistemática e coerentemente, de acordo com o contexto histórico, geográfico e sociocultural no qual os falantes dessa língua se manifestam verbalmente. É o conjunto das diferenças de realização linguística falada pelos locutores de uma mesma língua. Tais diferenças decorrem do fato de um sistema linguístico não ser unitário, mas comportar vários eixos de diferenciação: estilístico, regional, sociocultural, ocupacional e etário.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Varia%C3%A7%C3%A3o_lingu%C3%ADstica

Texto III

O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo… Também a gramática não é a língua.

A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma culta. Essa descrição, é claro, tem seu valor e seus méritos, mas é parcial (no sentido literal e figurado do termo) e não pode ser autoritariamente aplicada a todo o resto da língua — afinal, a ponta do iceberg que emerge representa apenas um quinto do seu volume total. Mas é essa aplicação autoritária, intolerante e repressiva que impera na ideologia geradora do preconceito linguístico.

BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico – o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002

Texto IV

“Sou filha de empregada doméstica e cresci ouvindo minha mãe, que tinha baixa escolaridade, falar. Quando ingressei na escola, estranhei a forma como as pessoas falavam. Era muito diferente da minha. Então, procurava ficar quieta, pois tinha medo de ser corrigida pela professora”. Essa é uma narrativa de uma estudante do curso de Pedagogia que me fez refletir sobre o preconceito linguístico dentro da escola, sobre o sofrimento e exclusão das crianças quando submetidas à avaliação equivocada da linguagem “certa” e a “errada”.

“Quem fala errado não sabe nada”. Com base nesse mito tão bem discutido por Marcos Bagno, no livro Preconceito Linguístico, a mãe que fala “mode que” em lugar de “por causa de” tem tratamento diferenciado na escola. A criança que diz “nós vai” é muitas vezes corrigida, em alto e bom som.

Precisamos superar práticas pedagógicas que, muitas vezes, amordaçam os alunos e ridicularizam suas linguagens, em um apagamento intencional de suas heranças biográficas.

Disponível em: https://novaescola.org.br/blogs/questao-de-ensino/e-preciso-combater-o-preconceito-linguistico-na-escola/

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3.2) Tema II:

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema Mobilidade urbana no século XXI: os desafios do ir e vir na sociedade brasileira. Apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I

Texto II

http://www.ivancabral.com/2014/03/charge-do-dia-imobilidade-urbana.html

Texto II

O mês de maio começou e com ele a Campanha Maio Amarelo, movimento nacional que nasceu para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito. A iniciativa acontece simultaneamente em todo o mundo. Durante o período, várias ações são realizadas pelos órgãos de trânsito e instituições públicas e privadas.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos aproximadamente 1,3 milhões de pessoas morrem vítimas da imprudência ao volante. Dos sobreviventes, cerca de 50 milhões vivem com sequelas. O levantamento foi feito em 2009 em 178 países. Além disso, o trânsito é a nona maior causa de mortes do planeta.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre as principais causas dos acidentes com mortes ocorridos em 2016 estão falta de atenção (30,8% dos óbitos registrados); velocidade incompatível (21,9%); ingestão de álcool (15,6%); desobediência à sinalização (10%); ultrapassagens indevidas (9,3%); e sono (6,7%).

https://www.metrojornal.com.br/foco/2017/05/01/brasil-e-o-quinto-pais-mundo-em-mortes-no-transito-segundo-oms.html

Texto III

Em meio à crescente frota de automóveis nas grandes cidades do país, as bicicletas lutam para conquistar espaço. Levantamento feito pelo G1 junto às prefeituras das 26 capitais do Brasil mostra que, juntas, elas possuem 1.118 km de ciclovias – o que representa apenas 1% do total da malha viária das cidades (97.979 km de ruas).

O Brasil tem hoje cerca de 70 milhões de bicicletas, mas quase não há lugares exclusivos e seguros para se trafegar, especialmente nas metrópoles. Para o especialista em mobilidade Alexandre Delijaicov, da Universidade de São Paulo (USP), o problema é que não é dada prioridade a quem realmente precisa. “Mais de um terço das viagens no país é feita a pé, a maior parte por uma população que não tem dinheiro para se locomover. Não construir calçadas mais largas e ciclovias é um absurdo”, diz.

O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) diz que há um estímulo ao uso do carro por todos os lados. “Trata-se de um urbanismo mercantilista, que só colabora para piorar a construção coletiva da coisa pública.”

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2014/03/ciclovias-representam-apenas-1-da-malha-viaria-das-capitais-no-pais.html

Texto IV

O rodízio municipal de veículos de São Paulo ou também chamado de Operação Horário de Pico pela CET é uma restrição à circulação de veículos automotores na cidade de São Paulo. Implantado de forma experimental a partir de 1996 com o propósito de melhorar as condições ambientais reduzindo a carga de poluentes na atmosfera, se consolidou como um instrumento para reduzir congestionamentos nas principais vias da cidade, nos horários de maior movimento. Para mitigar os efeitos dos congestionamentos no trânsito e na qualidade do ar da cidade, a Prefeitura de São Paulo estendeu o rodízio para a circulação dos caminhões dentro do Centro Expandido a partir do dia 30 de junho de 2008.

O rodízio foi estabelecido pela Lei Municipal 12.490 de 3 de outubro de 1997 e regulamentada pelo Decreto 37.085 e suas alterações.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rod%C3%ADzio_de_ve%C3%ADculos_de_S%C3%A3o_Paulo>

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